Estado precisa garantir produção


Presidente da Alerj defende construção de fábrica de fertilizantes pela Petrobras e nova tributação de ICMS

 

Foto Marcelo Martins / Agência O DIACrédito, fomento, enfrentamento da questão fiscal e da infra-estrutura. Como homem do campo, o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), descreveu o que considera fundamental para a produtividade do setor sucroalcooleiro fluminense, a fim de acompanhar o movimento mundial da demanda pelo etanol.

“É preciso estabelecer o álcool como commodity, como foi feito com a energia elétrica. Com programas de
financiamento para a produção, que seria assegurada em leilões. Você sabe onde entregar e quanto vale aquela energia”, avaliou Picciani, que destacou o papel da Petrobras no processo: “Se ela é aqui a maior contribuinte, é daqui que retira a maior fonte de recursos”. Picciani sugeriu a construção de uma indústria de fertilizantes pela estatal na região.

“A Petrobras pode entrar nesse negócio. É muito mais fácil para uma petroquímica. Precisamos recuperar nossos canaviais e agregar novas terras. Hoje, onde se planta cana é possível plantar girassol e ter microindústrias de biodiesel. Nossa produção atual é de 50 toneladas por hectare, quando São Paulo registra 200 toneladas por hectare. Não queremos competir com São Paulo, que detém 60%, mas podemos crescer dos atuais 0,8% para 4% da produção nacional. Temos terras para isso”, defendeu Picciani.


'Brasil não pode perder a oportunidade'

 

Outra questão que assola o Rio, segundo o presidente da Alerj, é a tributária. “Somos importadores de álcool. Pagamos ICMS. Para ter 25% de álcool na gasolina, a Petrobras credita o imposto pago a São Paulo. Em compensação, quando o petróleo sai do estado, nas operações interestaduais, ainda está lá, malfadado na Constituição Federal, gravando de forma cruel o contribuinte e a população do Rio”, criticou Jorge Picciani.

Ele classifica a questão fiscal como complexa, mas diz que o importante é enfrentá-la, sem fazer disso a única bandeira. “Queremos parceria”, esclareceu. O deputado elogiou a Petrobras pela construção dos alcooldutos, de São Paulo ao Mato Grosso do Sul e ao Paraná, ampliando a malha viária logística, e pelos empregos que os contratos de exportação vão possibilitar. “O Brasil não pode perder essa oportunidade. A Petrobras está no caminho certo. Produzir energia aproveitando o bagaço da cana, gerando energia excedente não só para aquele consumo, mas também abastecer cidades pequenas. Aquela região empobreceu sobremaneira”, concluiu.

+ mais notícias...
 



 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.