Garantia de investimentos


R$ 300 milhões para expandir produção do estado para 500 milhões de litros

 

Foto Marcelo Martins / Agência O DIAO Rio receberá R$ 300 milhões em investimentos para elevar a produção atual de 140 milhões a 150 milhões de litros de etanol para os 500 milhões em quatro anos. Segundo o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão, a tecnologia nacional na produção do etanol é um grande trunfo para o desenvolvimento: “Assim como representamos 86% da produção de petróleo, teremos uma participação significativa na produção desse combustível que promete ser a moeda do futuro”.

A Secretaria de Agricultura está elaborando o Plano Diretor de Agroenergia do Estado, com o apoio da Federação de Agricultura do Estado e do Sebrae. “Desse estudo, algumas conclusões já foram antecipadas, como a importância da
logística. A região produtora de cana-de-açúcar está a menos de 50 quilômetros do litoral. Ali está sendo implantado o Porto do Açu, que permite um terminal para a exportação. A meta é que, até 2012, o Rio seja auto-suficiente em álcool hidratado e avance na produção de anidro para a adição à gasolina”, adianta.

O estudo, que será finalizado em outubro, também contempla o relacionamento das indústrias com o ambiente público, financiamento da produção e captação de recursos de fundos de investimentos. “Desenvolvemos ação nos canais de drenagem e de irrigação, relegada há 20 anos. A gente viu o estrago que fez a última enchente”, observou Pezão.


Organização em cooperativa

 

Outro problema que precisa ser enfrentado hoje no Rio é a estrutura fundiária. Segundo a subsecretária de Energia, Logística e Desenvolvimento Econômico Industrial do Rio, Renata Bezerra Cavalcanti, o estado já tem cinco propostas de implantação de usinas, de grupos que buscam enquadramento nos programas de incentivo fiscal. “Mas, antes disso, há um fator anterior a ser organizado: a garantia de fornecimento de matéria-prima. O estado estaria debruçado sobre projetos para a região. “Já estamos conversando muito sobre como fazer cooperativas. A gente tem que ter um programa diferenciado para aquela área, visualizando o álcool como commodity. Tem que haver competitividade, buscar escala e
tecnologia. A produção deve ser garantida para que as usinas possam ser instaladas”, afirmou Renata.

Ocupação de novas áreas

 

O subsecretário de Agricultura, Alberto Messias Mofat, prevê que o País vá saltar da produção anual de 14 bilhões a 15 bilhões de metros cúbicos para 20 bilhões em até 10 anos. “É uma realidade em que Brasil e Rio têm de estar inseridos”, insistiu. O estado produz 150 milhões de litros de álcool, insuficientes para atender a 20% do próprio mercado. “Com tecnologia apoiada no trabalho da Pesagro-RJ, das universidades do Norte Fluminense e Rural (UFRRJ), podemos sair das 50 toneladas por hectare, para o nível nacional, de 85 por hectare. e ocupar áreas marginais”, acredita Mofat. Para ele, em quatro anos, é possível atingir 12 milhões de toneladas de cana em 150 mil a 160 mil hectares, ampliando a área de plantio, além da Baixada Campista, para ocupação de 250 mil hectares com produção de cana-de-açúcar.

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