|
Pequenas, mas
bem produtivas
Associações e cooperativas são a nova cara
das terras de cana-de-açúcar no Norte do Rio
A propriedade fundiária na região foi se dividindo entre as famílias ao longo do tempo. Hoje, há elevado número de
fornecedores para as usinas — cerca de 10 mil, com 8.700 responsáveis por produção igual ou inferior a 300
toneladas. “Essa estrutura fundiária não permite o capitalismo em sua essência”, avaliou Geraldo Hayen Coutinho,
presidente regional da Firjan, de Campos, proprietário de usina.
Representantes dos produtores, reunidos na Associação dos Plantadores de Cana de Campos (Asflucam) e na cooperativa
Coagro, discordam de centrar o debate na estrutura fundiária. Plantadores querem adaptar as máquinas de colheita ao
tamanho das propriedades. Pedem ajuda ao governo e Petrobras para recuperar a malha de canais de irrigação e
drenagem. E exigem incentivos em tecnologia para implantar a rotação de culturas — para colher mais, produzir
alimentos e matéria-prima para o biodiesel.
|
|