Você sabe amar?

Tão raro quanto amar, mas, certamente, bem mais difícil, é saber amar. É que todos os sofrimentos de amor se instalam a partir de quatro itens:
1) Um deve amar.
2) O outro deve amar também.
3) O primeiro deve saber amar.
4) O parceiro, também.

A confusão da relação amorosa começa aí.
Se tudo fosse: “Eu te amo. Você me ama?” Resposta: “Amo!”, pronto, tudo seria tão simples. E foram felizes para o
resto da vida.

Mas, quando tal diálogo acontece e duas pessoas percebem que se amam, tudo NÃO termina: aí, sim, começa.
Não está previsto em lei nenhuma que duas pessoas que se amam saibam ambas amar. Normal são as duas pessoas não saberem e se curtirem assim mesmo. O comum é um amar, saber amar (conhecer mesmo o amor) e agüentar o rojão pela outra.

É que saber amar implica conhecer uma porção de coisas que o amor não sabe. Saber amar é um mistério. Raro o
desvendador. Saber amar é conhecer o amor, e, por isso, implica conhecer uma porção de coisas que o amor não sabe.

Saber olhar fundo no sentimento. Saber a hora.
Quando os dois sabem amar, a pele conversa de igual para igual, a temperatura tem o mesmo calor, o coração bate no
mesmo ritmo, é música só ouvida por dois.
Você sabe amar, caro (a) leitor (a)?
Fica o lembrete para terminar:
Cuidado com quem ama!

Mas cuidado muito maior com quem sabe amar!
A perda do amor de quem sabe é mais irreparável ainda que a perda do amor. Dói muito, depois. E cresce com o passar
do tempo.

Publicada em 16 de fevereiro de 2008