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Imóvel ou Bolsa?
*Humberto dos Santos
e-mail:
hsantos01@yahoo.com.br Muitas
pessoas me fazem esta pergunta: devo aplicar na Bolsa um dinheiro que estou juntando
para comprar um imóvel? A resposta é: depende.
De
quê? Bem, a casa própria é um dos sonhos mais comuns entre os brasileiros. Ter
um teto seu, de onde não pode ser despejado, nem pagar aluguel, domina o imaginário
popular, não importa a que classe social pertença o perguntador. A
questão é como fazer para participar dos lucros altos das Bolsas
sem ter que se desfazer do dinheiro destinado à casa própria. Vamos
analisar alguns aspectos do problema. Realmente,
ter uma casa própria traz certas vantagens. Assim, se a pessoa dispõe
do dinheiro contado para esta aquisição, deve com toda certeza fazê-lo.
Se após a compra e as reformas necessárias para mudar, sobrar alguma
coisa, esta sobra pode ser dividida entre uma aplicação conservadora,
tal como um Fundo de Renda Fixa e uma aplicação mais corajosa, no
caso um Fundo de Ações ou um Clube de Investimento. Caso
o leitor possua recursos que lhe permitam uma folga de caixa após a compra,
deverá dividir o saldo pós compra entre aplicações
em Renda fixa (50%) e ações (50%). Investir
o saldo em outro imóvel, visando gerar renda é perigoso, pois os
aluguéis atualmente, rendem menos que aplicações em renda
fixa, não tendo, ainda por cima, a liquidez necessária para quando
surgir oportunidades favoráveis de investimento. Outra coisa é que
nem sempre ocorre a tão sonhada valorização imaginada pelo
aplicador. Sou favorável a que, quanto
mais folga de caixa a pessoa tiver mais deve arriscar, investindo a maior parte
da poupança em títulos de renda variável. As estatísticas
de rentabilidade das aplicações em ações superam largamente
as das aplicações imobiliárias. Outra
alternativa é a de participar de consórcios imobiliários
onde é possível comprar a casa dos sonhos, dando-se uma entrada
e pagando uma parcela mensal como se fora um aluguel. A diferença que sobrar
poderá de novo ser dividida entre renda fixa e variável. O que sobrar
mês a mês poderá ser aplicado em ações, em um
modo de investimento programado, para ter um dinheiro extra, visando troca de
imóvel ou para complementar a aposentadoria. O
medo de investir em ações pode ser eliminado através de um
conhecimento maior sobre o assunto. Tudo pode ser aprendido desde que a pessoa
seja ensinável, isto é, esteja disposta a aprender. É possível
investir em épocas de alta e proteger os investimentos feitos nas épocas
de queda das ações. Existem ferramentas seculares que mostram como
fazer isso. Basta procurar o mestre se o aluno estiver pronto para aprender. O
risco do investimento existe sempre, seja qual for a aplicação.
Para ganhar mais, entretanto, é necessário correr mais riscos. Sucesso
em seus investimentos. Dúvidas sobre investimentos
podem ser tiradas enviando-as para o e-mail: hsantos01@yahoo.com.br.
*Economista
e professor de Análise de Investimento (www.mercadoseacao.blogspot.com) >>>
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