|
O sonho da casa própria
*Humberto dos Santos
e-mail:
hsantos01@yahoo.com.br Desde
o aparecimento do ser humano que a casa própria sempre foi fruto de um
desejo a ser alcançado. No início, eram as cavernas que serviam
de abrigos rudimentares contra as intempéries. Depois, quando o homem passou
a viver da caça e da pesca e se tornou um nômade, a casa era o abrigo
que protegia da chuva e do sol, e à noite permitia o descanso para o labor
do dia seguinte. Até em estórias infantis vemos o desejo de ter
uma casa própria e sólida. Lembram da fábula do "Lobo
e dos Três Porquinhos?"
Hoje,
vivendo em grandes metrópoles, o homem almeja ter a casa própria
como um seguro contra tempos difíceis. Afinal, pensa, é melhor morar
no que é seu do que no que é dos outros. Ainda mais em tempos de
desemprego. O grande problema no Brasil é
a existência de um déficit habitacional imenso, sem que haja fundos
de longo prazo que permitam a aquisição de um imóvel, por
mais simples que seja, pagando um valor do tamanho de um aluguel. Governos
passados criaram o Sistema Financeiro Habitacional, dando origem ao Banco Nacional
de Habitação - BNH, que se propunha a acabar com o problema imobiliário,
tendo como fundos para construção, recursos captados através
das populares Cadernetas de Poupança. Em um determinado momento o BNH quebrou
e o sonho ficou mais distante. Durante um bom
tempo os fundos para a construção de imóveis foram escassos,
até porque os bancos preferiam investir os recursos captados pelas cadernetas
em títulos públicos, ao invés de emprestar a mutuários.
Era uma aplicação sem risco com custos operacionais menores. Hoje
em dia, volta-se a tentar resolver o problema dos fundos para construção
através de entidades públicas e privadas oferecendo recursos a potenciais
compradores de imóveis. Vou abordar neste
artigo como e onde conseguir recursos para aquisição do seu chalé,
apartamento ou mansão. Maiores detalhes são indicados em sites específicos. Começo
com o tradicional financiamento com recursos do Sistema
Financeiro de Habitação - SFH. Os recursos para a aquisição
de imóveis pelo SFH, estão disponíveis na Caixa Econômica
Federal e em instituições financeiras privadas, os Bancos. Existem
alguns requisitos a serem preenchidos e o processo por vezes é demorado
e trabalhoso, mas compensa. Vejamos alguns itens importantes: ·
Prazo do empréstimo: de dois a duzentos e quarenta meses (20 anos); ·
Custos: variam entre 0,8% e 1,5% ao mês, mais IOF, mais taxas de abertura
de crédito e ficha cadastral; · Valor mínimo: R$ 15.000,00; ·
Valor máximo: R$ 64.800,00; · Mensalidades: comprometimento de
até 30% do salário recebido; · FGTS: pode ser usado para
dar a parte da entrada ou quitar parte ou total do empréstimo; ·
É necessário ter ficha limpa para a obtenção de créditos.
Obs: quando se trata de imóvel novo (zero quilometro) os valores podem
ser maiores e as condições de financiamento mais favoráveis.
Informações detalhadas podem ser obtidas no site www.caixa.gov.br/casa/index.asp. Um
outro modo de se conseguir realizar o sonho da casa própria é o
Consórcio imobiliário. Esta modalidade
de financiamento está se popularizando e além da Caixa Econômica,
está sendo oferecido por bancos comerciais. Vejamos alguns pontos importantes. ·
Prazo: 60, 90 ou 120 meses (dez anos); · Custos: não há
taxa de juros. Neste sistema existe somente uma taxa de gerenciamento (em alguns
bancos de 15%), e a correção pela TR após a emissão
da Carta de Crédito, mais 5% do fundo de reserva mais 0,04% de seguro habitacional; ·
Valor: de R$15.000,00 a R$180.000,00 · Mensalidades: será o valor
do imóvel dividido pelo número de meses acrescidos das taxas citadas; ·
FGTS: pode ser usado para dar lances a cada mês; · Obs: este sistema
é semelhante ao consórcio de automóveis. Reúne-se
um grupo de pessoas, que a cada mês, depositam uma quantia em dinheiro,
havendo o sorteio de um imóvel por mês mais dois que podem ser conseguidos
mediante lances extras de aporte de dinheiro. Há
uma boa explicação deste sistema no site www.planounico.com.br
que é um consórcio formado por uma parceria do Unibanco com
a Rodobens. Bem, está dado o pontapé
para as informações iniciais. O negócio é não
ficar parado, bater perna nas diversas instituições financeira à
procura de menores taxas e melhores condições, e se preparar para
mudar o mais breve possível. De preferência acompanhado.
*Economista
e professor de Análise de Investimento (www.mercadoseacao.blogspot.com) >>>
Confira outras análises:
Mulher sabe investir? Tesouro
Direto: uma grande sacada Arriscar
é preciso Imóvel
ou Bolsa? Por que a Bolsa
oscila? Bolsa: investimento,
jogo ou especulação? Fundos
de investimento em ações: outra alternativa Clubes
de investimento: um bom começo Fundos
Petrobras e Vale estão de volta Boa
notícia: o novo PIBB chegou Investidor
precisa aprender a aplicar em ações É
fundamental educar o investidor Vem
aí o novo PIBB Alternativas
de aplicação dos recursos do FGTS O
sucesso das aplicações de FGTS na Bolsa Mercado
de ações sem mistérios |