|
Um real vale alguma coisa?
*Humberto dos Santos
e-mail:
hsantos01@yahoo.com.br Durante muitos anos o Brasil experimentou um processo inflacionário muito elevado. Chegamos a ter uma inflação de mais de 80% em um mês, prenúncio de uma hiperinflação.
Após a implementação do Plano Real, no governo Itamar Franco e efetuada por Fernando Henrique Cardoso, o país entrou em um processo, onde a moeda passou a ser controlada e a inflação caiu para níveis decentes, o que ocorre até os dias de hoje.
Pelo fato de termos tido inflação alta prolongada, as pessoas se acostumaram a não dar um valor significativo à moeda, pois os preços das mercadorias e serviços, variavam todo mês, e os produtos de consumo não durável aumentavam a cada semana. Deste modo, os consumidores faziam suas compras baseados em um cálculo do momento, verificando quanto dava para comprar de determinada mercadoria em um dado instante com o dinheiro em caixa possuído na hora da compra.
Poupar, então, nem pensar. O consumo era exarcebado, pois o preço de hoje não seria o de amanhã.
Este hábito de não poupar, aliado ao desprezo pelo valor da moeda, principalmente em se tratando de notas de valor pequeno, como é o caso de um real, fez com as pessoas passassem a ver esta pequena nota ou moeda como possuidora de valor quase zero até os dias de hoje. Ainda é comum se ouvir dizer "é só um real", como se este montante não servisse a nenhum propósito, principalmente em se tratando de poupança. Até os flanelinhas não aceitam um real como pagamento do inexistente serviço de guarda de um veículo.
Se pararmos para pensar, um real pode comprar muita coisa; exemplos: quatro pãezinhos, um quilo de sal, um sorvete de casquinha, um pacote de biscoitos, etc. Ou seja, um real pode mitigar a fome de alguém ou proporcionar um prazer qualquer.
Agora pensemos que se, ao invés de gastar um real todo dia de maneira supérflua, a pessoa colocasse este um real num cofrinho, daqueles que se compra nas ruas. No fim do mês teria trinta reais e no fim do ano trezentos e sessenta reais, se não fizesse nenhuma aplicação financeira. Resultado: poderia comprar um bem de maior valor, trocar o sofá, comprar uma geladeira ou um fogão, passar alguns dias em uma pousada descansando, e por aí vai.
Caso, entretanto a pessoa economizasse três reais apenas todo dia, ao longo de um ano, teria economizado R$1.080 reais valor que aumentaria com a abertura de uma caderneta de poupança. Então a festa de compra seria três vezes maior.
Viram como um real tem valor? Então comece agora a poupar. Vá até uma loja ou a uma barraca de camelô e adquira seu cofrinho e inicie um projeto de poupar, por exemplo, cinco reais por dia. Ao mesmo tempo estabeleça um objetivo para usar o dinheiro poupado daqui a um ano. Você criará uma disciplina de poupança ao invés de gastança.
A cada dia, a cada hora faça a seguinte pergunta: "Será que preciso realmente comprar este produto?". Se a resposta for não, não compre. Poupe e verá belos resultados num futuro não tão distante.
*Economista
e professor de Análise de Investimento (www.mercadoseacao.blogspot.com) >>>
Confira outras análises:
O sonho da casa própria
Mulher sabe investir?
Tesouro
Direto: uma grande sacada
Arriscar é preciso
Imóvel
ou Bolsa?
Por que a Bolsa
oscila?
Bolsa: investimento,
jogo ou especulação?
Fundos
de investimento em ações: outra alternativa
Clubes
de investimento: um bom começo
Fundos
Petrobras e Vale estão de volta
Boa
notícia: o novo PIBB chegou
Investidor
precisa aprender a aplicar em ações
É fundamental educar o investidor
Vem
aí o novo PIBB
Alternativas
de aplicação dos recursos do FGTS
O
sucesso das aplicações de FGTS na Bolsa
Mercado
de ações sem mistérios
|