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CIDADE DO VATICANO - Nascido
na Alemanha pré-nazista, o hoje Papa Bento XVI cresceu sob
o domínio do Terceiro Reich e conviveu de perto com as barbaridades
do regime totalitário imposto por Adolf Hitler.
Em dezembro de 1932, devido às
críticas abertas do pai de Joseph Ratzinger contra os nazistas,
sua família foi obrigada a se mudar para Auschau am Inn, nos
Alpes da Baviera.
Eram tempos difíceis, de perseguição
a qualquer um que não comungasse dos mesmos ideais. Impossibilitado
de nadar contra a maré, o jovem Ratzinger acabou unindo-se
ao esforço de guerra da Alemanha nazista. Em 1941, ele foi
obrigado a se inscrever na Juventude Hitlerista.
Em sua autobiografia Minha
vida e em seu último livro O sal da terra, Ratzinger
conta detalhes deste período e explica que foi obrigado a
servir. "Quando saí do seminário, não voltei à Juventude Hitlerista.
Mas fui convocado e obrigado a servir, em 1943", diz.
Ele e seus colegas de seminário
foram enviados para o Flak - uma corporação antiaérea responsável
pela proteção da fábrica da BMW em Munique. E mesmo freqüentando
as aulas de teologia, Ratzinger foi levado à fronteira da
Áustria com a Hungria para construir armadilhas de tanques.
Na primavera de 1945, com a aproximação
dos aliados, Ratzinger desertou e se dirigiu para sua casa
em Traunstein. Quando os americanos finalmente chegaram, eles
resolveram estabelecer um quartel-general na casa de Ratzinger,
que foi preso num campo para prisioneiros de guerra.
Em junho do mesmo ano, foi libertado
e voltou para sua casa, seguido por seu irmão Georg. Em novembro,
finalmente, Ratzinger e seu irmão retornaram ao seminário.
Em Israel, o passado nazista do
novo Papa provocou polêmica. De acordo com o analista do canal
estatal da TV israelense, Oren Nahari, "não há dúvida de que
Ratzinger tem uma certa mancha em seu passado".
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