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Ratzinger ficou conhecido no Brasil
por sua árdua luta contra a Teologia da Libertação, na qual
apontava "perigosos" desvios marxistas (filosofia que inspirou
o comunismo). Punido severamente pelo Vaticano quando Ratzinger
passou a ocupar o papel de conselheiro de João Paulo II, o
teólogo Leonardo Boff admitiu ontem que terá "dificuldades
em amar esse Papa, por causa de suas posições".
Por se destacar como pensador
da Teologia da Libertação, Boff foi punido em 1985 com o "silêncio
obsequioso" (ficou proibido de falar em público sobre a doutrina).
Uma década depois deixaria a vida religiosa.
Na avaliação mais moderada
do bispo D. Mauro Morelli, a direção que a Igreja Católica
vai seguir com o novo Papa ainda é uma incógnita. Já
na opinião do reitor da PUC, padre Jesus Hortal, a escolha
de Ratzinger "indica a unidade de pensamento dos cardeais
em continuar o trabalho de João Paulo II". O vice-presidente
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Antônio Celso
de Queiroz, concorda e aposta que o novo Papa não se afastará
das diretrizes traçadas pelo antecessor.
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