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Primeira
missa de Bento XVI é cercada por esquema especial. Papa prometeu
diálogo com a imprensa
CIDADE DO VATICANO. Um dia antes da missa
que vai oficializar o início de seu pontificado, Bento
XVI, o alemão Joseph Ratzinger, 78 anos, falou pela
primeira vez à imprensa mundial, ontem no Vaticano.
Reforçando sua atitude conciliadora exibida desde sua
escolha pelo Conclave, o novo Pontífice agradeceu o
trabalho dos jornalistas nos últimos dias e manifestou
intenção de continuar o frutífero
diálogo com a mídia. A cerimônia
de hoje terá forte esquema de segurança.
O novo Papa se expressou em italiano, inglês, francês
e alemão, menos em espanhol, língua do país
que criou a primeira divergência com a igreja pós-João
Paulo II. Quinta-feira, o Congresso espanhol aprovou projeto
de lei que autoriza a união gay e adoção
de crianças por casais do mesmo sexo decisão
condenada um dia depois pelo Vaticano.
Platéia recebeu novo Papa com seguidos aplausos
Desejo continuar este diálogo frutífero
e compartilho a idéia de João Paulo II de que
o desenvolvimento atual da comunicação social
impulsiona a igreja a uma revisão pastoral e cultural,
permitindo-lhe enfrentar o mundo em que vivemos, disse
Bento XVI à platéia formada por cerca de quatro
mil profissionais de comunicação e visitantes,
que o receberam com aplausos.
O Papa citou João Paulo II, lembrou o Conclave na Capela
Sistina e pediu que o Pai-Nosso fosse rezado em italiano.
Ao longo do breve discurso, de 10 minutos, Bento XVI foi interrompido
diversas vezes por aplausos.
Ao menos 500 mil peregrinos e delegações oficiais
do mundo inteiro, incluindo Alemanha, terra natal do novo
Papa, são esperados hoje em Roma. A missa será
rezada às 10h (5h em Brasília) na Praça
de São Pedro.
O espaço aéreo da capital permanecerá
fechado do amanhecer ao começo da tarde. O ministro
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus
Ananias, vai representar o Governo brasileiro no Vaticano.
>>Confira a trajetória do novo líder da Igreja Católica,
na edição de hoje do DIA, nas bancas
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