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CIDADE DO VATICANO, 23 abr (AFP/IG) -
Bento 16 poderá anunciar avanços na Igreja muito antes que
seus críticos imaginam, já que, antes de chegar ao papado,
preparou quatro documentos considerados "bombas teológico-doutrinais"
e que prevêem, entre outras coisas, a reintegração dos divorciados
no seio da Igreja.
Neste sábado o "ministro da Justiça"
do Vaticano, o cardeal espanhol Julián Herranz, admitiu
ao jornal italiano "La Repubblica" que a Igreja
vai discutir o direito de comunhão para as pessoas
divorciadas.
Com esse gesto, a Cúria deixará claro que o
cardeal alemão, caracterizado por sua pureza doutrinária,
e o novo papa não têm por que seguir o caminho
esperado por seus detratores.
Além disso, ante o crescente número de divórcios
na sociedade, esta questão é, sem dúvida,
uma das mais urgentes às quais a Igreja deve dar uma
resposta.
Com esta possível abertura, Bento 16 se converteria
num Papa inovador e devolveria as esperanças a milhares
de católicos de todo o mundo que se viram excluídos
da Igreja pelo simples fato de um fracasso matrimonial.
Em suas primeiras intervenções, o pontífice
já defendeu o diálogo com outras religiões,
uma direção mais colegiada da Igreja e a fidelidade
ao Concílio Vaticano 2º (1962-65).
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