| DEBATE
A Educação Cidadã e a violência
Para alguns, as discussões sobre criminalidade desviaram o foco
Durante quatro dias, o Fórum Mundial de Educação reuniu em Nova Iguaçu mais de 20 mil pessoas, entre educadores, militantes sociais, estudantes e delegados de 25 países.
Com o tema Educação Cidadã para uma cidade Educadora, os conferencistas falaram da necessidade do desenvolvimento de formas de lutas em defesa de um ensino público de mais qualidade, repudiando a educação como um bem de mercado.
Mas para Ramon Moncada, da Região e Corporação da Colômbia, entidade ligada aos professores colombianos, o fórum não se aprofundou na temática da Educação Cidadã para uma Cidade Educadora. Para ele os temas abordados nos quatro dias de realização do evento ficaram apenas no objetivo geral.
"Acho que a idéia da Educação Cidadão para uma Cidade educadora ficou no tema geral. Mesmo a carta não se aprofunda muito na temática da educação cidadã", avaliou o conferencista.
Opinião contrária tem o chileno Pablo Venegas, da ONG Produção Intelectual Inovadora Específica do Chile (Flape). Ele disse que os debates conseguiram detalhar a questão da educação cidadã, com discussões exaustivas. "Para mim que estava em uma das mesas, o tema da educação cidadã foi profundamente discutida".
Já o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria (PT), fez um balanço positivo do evento, resumindo sua satisfação na realização do fórum com a expressão: "dez, dez, dez. A conclusão desse encontro é de que a educação é a melhor forma de promover justiça e combater a violência", afirmou Lindberg.
“A Carta de Nova Iguaçu passa a ser um compromisso da Baixada e do Conselho Internacional de Educação em buscar transformar em realidade suas propostas”, afirmou Salete Camba, representante do comitê organizador do Fórum. |