Domingo, Março 26, 2006
Fórum de 2008 voltará a ser realizado em Nova Iguaçu
Nova Iguaçu - O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, anunciou neste domingo que o mundo poderá conferir os avanços em educação no município, durante o Fórum Mundial de 2008, que será novamente sediado na cidade. "Teremos a oportunidade de mostrar nosso crescimento", afirmou, referindo-se à ampliação do Projeto "Bairro Escola".
Lindberg lembrou que, além das discussões, o Fórum serviu para resgatar a auto-estima do povo da Baixada. "A cidade sai de alma lavada e convencida que só o investimento em educação mudará a realidade do analfabetismo e da violência".
O próximo Fórum Mundial de Educação, acontece em Buenos Aires, Argentina ,em 2007.
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posted by Nilton Carauta @ 2:33 PM
No encerramento, a certeza que ainda há muito por fazer
Terminou no fim da manhã deste domingo o Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu. Durante a cerimônia de encerramento, iniciada pouco depois do meio-dia no ginásio poli-eportivo do Sesc de Nova Iguaçu, Pablo Gentille, do Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação, foi o porta-voz de uma menção especial de agradecimento ao apoio do povo e da prefeitura de Nova Iguaçu à realização do evento na cidade.
Pablo disse que Nova Iguaçu está capacitada a sediar nova edicão do evento. "A cidade driblou os problemas de infra-estrutura com a participação e a adesão dos envolvidos. O Fórum Mundial da Educação em Nova Iguaçu superou as nossas expectativas", disse ele.
Logo depois, Salete Valesan, também membro do Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu, leu a "Carta de Nova Iguaçu", com os princípios básicos para a educação como direito humano.
O texto da carta repudia o uso da educação como instrumento de dominação e segregação, a violência na escola, os baixos salários e a desvalorizaão dos profissionais de educação, a mercantilização do ensino, entre outros pontos. E defende a construção de um projeto educacional emancipatório, a educação como caminho para a inclusão social, a erradicação do analfabatismo, a Educação como ferramenta para a recuperação da memória dos povos e construção de um futuro melhor e a educação como prática libertária, que recrie valores democráticos.
Último a falar, o prefeito Lindberg Farias fez que questão de lembrar ao comitê de organização do Fórum que a semente foi plantada. "Vocês não fazem idéia da importância da semente que plantaram", disse ele. Na opinião de Lindberg, os caminhos da participação popular e da educação, trilhados por Nova Iguaçu, serão fundamentais para superar a escalada da violência. E anunciou que o Fórum Mundial de Educação voltará a ser realizado em Nova Iguaçu em 2008.
Entre os participantes, a certeza que que há muito por fazer para a implantação dos princípios do Bairro Escola e da Escola Cidadã, começando pelo regsate do enisno público de qualidade.
Uma apresentação do grupo Jongo da Serrinha, de Madureira, encerrou as atividades do Fórum, fazendo os participantes dançarem e cantarem.
Leia abaixo a íntegra da Carta de Nova Iguaçu:
"No dia 31 de março de 2005, de forma brutal, 29 jovens foram assassinados nas cidades de Nova Iguaçu e Queimados. Todos eles eram pobres, todos inocentes, todos eles sonhavam com um futuro de oportunidades, de dignidade, de direitos. Seus sonhos, suas vidas foram destruídas em um dos maiores massacres da baixada fluminense. Nada explica a morte e o assassinato. Nada pode explicar a barbárie de grupos de extermínio que atuam de forma impune em nossas cidades marcadas pela violência, a exclusão, a segregação e a indiferença assassina dos grupos de poder.
Quase um ano depois, 30 mil educadoras e educadores, militantes sociais, meninos e meninas, delegados e delegadas de mais de 25 países nos reunimos aqui, em Nova Iguaçu, para dizer não à violência, sim à vida, sim à verdade, sim à dignidade, sim à justiça, sim à educação. Realizamos um novo Fórum Mundial onde o tema foi Educação Cidadã para uma Cidade Educadora, um evento histórico, com diversas conferências e debates, com mais de 300 atividades autogestionadas e com um Fórum Infanto-juvenil que reuniu mais de 5 mil meninos e meninas, discutindo a construção de uma nova educação para uma nova sociedade.
O Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu foi um espaço aberto e plural, onde se reafirmaram os princípios e lemas que nos convocaram nas edições anteriores, realizadas em Porto Alegre, São Paulo, Córdoba (Espanha) e Caracas. Contribuímos aqui para a construção de um processo de mobilização e de luta pela defesa irrestrita do direito à educação como um direito humano e social; como um requisito fundamental para a construção de uma sociedade justa, igualitária e emancipatória de todo poder autoritário, ditatorial, totalitário; como requisito para a construção e para o fortalecimento de uma democracia radical, para a construção da justiça social e para a realização efetiva dos direitos humanos.
O Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu foi um evento que marcará a história democrática da baixada fluminense, constituindo um marco no fortalecimento e ampliação da nossa Plataforma Mundial de Lutas pelo Direito à Educação, criada no âmbito do Fórum Social Mundial e multiplicada nas ações, propostas e estratégias de centenas de movimentos sociais, organizações populares, sindicatos democráticos, no trabalho cotidiano de milhares de escolas, onde se constrói a utopia de uma educação emancipatória e libertária.
Nós que nos reunimos em Nova Iguaçu reafirmamos nosso compromisso com a defesa e a transformação democrática da escola pública, gratuita, laica e de qualidade para todos e todas.
Repudiamos as políticas neoliberais, conservadoras e oligárquicas que privatizam e mercantilizam o direito à educação e os direitos humanos.
Repudiamos a inclusão da educação como um bem comercializável em qualquer tratado que, sob o eufemismo do "livre comércio" pretenda destruir a dignidade, a felicidade e a liberdade de nossos povos.
Repudiamos qualquer forma de precarização do trabalho docente e todas as políticas que degradam o exercício da docência, violando seus direitos e, junto com eles, o direito de todos os meninos e meninas a receber uma educação de qualidade.
Repudiamos qualquer forma de intromissão dos organismos financeiros internacionais na definição dos rumos e do sentido das políticas educacionais desenhadas por nossos governos.
Repudiamos também as políticas econômicas que, sob a falácia do equilíbrio fiscal, priorizam o pagamento de uma dívida externa ilegítima e impagável, gerando a permanente drenagem de recursos públicos a grupos econômicos nacionais ou transnacionais.
Repudiamos toda forma de imperialismo e colonialismo, especialmente, aquele exercido pelas nações mais poderosas do planeta contra o terceiro mundo, contra povos cuja identidade e dignidade resultam massacradas pela arbitrariedade de um poder guiado pelos interesses econômicos e pela indecência do atropelo indiscriminado de nossos direitos, de nossas culturas, de nossas línguas e de nossa dignidade.
Repudiamos o uso da educação como uma ferramenta de domesticação e subalternidade, como instrumento de dominação e segregação.
Repudiamos toda forma de racismo e sexismo, dentro e fora de nossas escolas e de nossas universidades.
Repudiamos a criminalização dos pobres, que, submetidos às formas mais brutais de exclusão, são estigmatizados por aqueles que associam sua presença ao perigo e ao crime, por aqueles que pretendem transformar os jovens e as jovens dos setores populares nos culpados pela discriminação que cotidianamente sofrem.
Nós que nos reunimos em Nova Iguaçu defendemos a construção de um projeto educacional emancipatório, onde os Estados assumam, sem concessões, sua responsabilidade inalienável no financiamento da educação pública, destinando, pelo menos, 6% de seu PIB para sustentá-la.
Defendemos a educação como uma efetiva e imprescindível forma de inclusão social e trabalhamos todos os dias para eliminar o analfabetismo e as causas que o produzem.
Defendemos a educação como uma ferramenta para a recuperação da memória de nossas lutas e daqueles que nos precederam, deixando seu inesquecível exemplo de compromisso e dignidade na construção de um futuro melhor.
Defendemos a educação como prática da liberdade, como utopia libertária, como instrumento para a construção de um horizonte de dignidade e solidariedade, onde se criam e recriam os valores democráticos, a sensibilidade e a indignação frente às injustiças.
Defendemos a educação democrática como uma plataforma de onde podemos gritar "Nunca mais": Nunca mais ditaduras brutais nunca mais repressões, nunca mais genocídios, nunca mais negação dos nossos direitos, de nossa história, de nossa dignidade.
Defendemos a educação como forma de justiça e de luta por uma verdade que nos negam, que nos roubam, que nos pretendem fazer esquecer.
Defendemos a educação como possibilidade efetiva para nos transformarmos em pessoas melhores. Para aprender admirar o mundo em que vivemos e para lutar todos os dias, fazendo com que todos, todas possam ter direito a desfrutá-lo.
Defendemos a educação pública e, por isso, propomos dar continuidade aos compromissos assumidos nos fóruns anteriores, ampliando seus alcances e multiplicando suas conquistas.
Há um ano, Nova Iguaçu era cenário de um massacre. Hoje, nos reunimos aqui para chorar a perda irreparável dessas vidas inocentes. Porém, também, para mostrar que aqui, na baixada fluminense, o povo, como sempre, diz sim à vida, ao trabalho, ao compromisso com a justiça e com a liberdade, com a justiça e com a verdade. O Fórum Mundial de Educação Nova Iguaçu é e será um canto à dignidade, um grito de esperança.
Há menos de um ano, Douglas Brasil, um menino de 12 anos perdia vida sem saber por que. Era uma das 29 vítimas do massacre. Em seu sorriso roubado se espelha o desafio desse Fórum. O desafio de construir um mundo onde a justiça social e os direitos humanos sejam patrimônio de todos e todas. Onde os melhores sonhos sejam mapa que desenha um território que devemos construir e percorrer juntos. A ele e a todos os meninos e meninas privados do presente e do futuro, dedicamos esse Fórum.Nova Iguaçu, 26 de março de 2006."
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posted by Online @ 12:01 PM
Parentes das vítimas da chacina na Baixada fazem protesto
Aproximadamente 200 parentes de vítimas da chacina do dia 31 de março de 2005, em Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense, se reuniram na manhã deste domigo, em frente ao Sesc de Nova Iguaçu, onde acontece o último dia de palestras do Fórum Mundial de Educação, para uma manifestação.
Eles voltavam da Caminhada pela Paz, que aconteceu na via Light, e fizeram um protesto pacífico até o Sesc. O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria, se juntou ao manifestantes no local. Os parentes reivindicam a manutenção da segurança pública e menos violência.
A chacina de 29 pessoas na Baixada,em 31de março do ano passado, foi um dos motivos para a escolha de Nova Iguaçu como sede do Fórum Mundial de Educação.
Mesmo sob chuva forte, cerca de 150 pessoas caminharam da Via Light até a sede do Sesc, palco principal do Fórum. Ato lembra vítimas da chacina de 29 pessoas Às 8h foi realizado no palco da Via Light, Centro de Nova Iguaçu, um ato público coordenado pelo Fórum Reage Baixada, criado após a chacina e que envolve mais de 50 entidades.
O padre Renato Chiera, da Casa do Menor São Miguel Arcanjo, de Nova Iguaçu, fez a leitura dos 29 nomes das vítimas da chacina, que foi acompanhada da batida de um surdo. A cena emocionou muitos parentes de vítimas que acompanhavam.
"É o primeiro ato em memória dessas pessoas, que não serão esquecidas. O Fórum mostra que existe um caminho contra a violência: a educação?, discursou Lindberg.
O deputado estadual Alessandro Molon, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, anunciou que o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana começou a ouvir testemunhas da atuação de grupos de extermínio na Baixada.
Avó de Douglas Brasil de Paula, adolescente morto na Chacina, Creuza Regina Xavier, 44 anos, acha o julgamento dos responsáveis pelo crime está demorando a ser marcado.
E parentes de Renato Freitas Filho, 23 anos, e Fabrício Henken, 25, levaram faixas para cobrar providências às autoridades sobre o desaparecimento dos dois, depois que saíram de uma casa de shows em Nova Iguaçu, em 11 de fevereiro.
por Marcos Galvão
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posted by Nilton Carauta @ 12:00 PM
Por um ensino estruturante
Se o nosso aluno mudou, nós, professores, também precismos mudar para garantir uma educação de qualidade. Assim a professora Maria do Pilar Lacerda, presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação, Undime, abriu sua fala na conferência de encerramento, que tratou do tema "Estado e Sociedade na Construção de Políticas Públicas: Por uma Plataforma Mundial de Lutas pelo Direito à Educação".
"A escola é um espaço estruturante para que, mais do que a criança seja ensinada, ela seja educada", afirmou ela, relembrando que construir a educação estruturante deve ser uma luta de todos. "Não conseguiremos dar um ensino digno sem resgatar a dignidade do nosso aluno. E isso não se faz só na escola. Mas também não podemos esquecer que a escola tem papel estrutuante na formação pessoal de nossos alunos. As próprias crianças e adolescentes nos exigem que aceleremos o ritmo e nos aproximemos da realidade que eles vivenciam".
Na opinião de Maria Pilar, a infância está ameaçada e a obrigação da escola e da pedagogia é salvá-la. Mas esta tarefa é ampla demais para ser cumprida apenas pela escola e seus profissionais. Mesmo que a obrigação da educação, gratuita e de qualidade seja do Estado. "O momento é desafiante e se não houver o compromisso e engajamento da sociedade como um todo, não conseguiremos vencer o desafio", disse ela.
Por isso, Maria do Pilar vê o projeto Bairro Escola, de Nova Iguaçu como uma referência importante para tudo o que tem sido discutido no fórum e fora dele. "É preciso garantir mais tempo na escola. Uma escola que seja acolhedora e transformadora, articulada com a sociedade. São 48 milhões de alunos na rede de educação básica brasileira. Mas nós não vamos fazer isto sem financiamento. Só com boa vontade. Precisamos nos mobilizar para garantir também a aprovação do Fundeb, que é pouco, mas já é alguma coisa", defendeu.
Segundo Maria do Pilar, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) pode ajudar a garantir a permanência e a aprendizagem dos alunos do ensino básico.
"Não adianta discutir a questão dos recursos se não temos projetos pedagógicos que nos orientem na aplicação desses recursos. Precisamos retomar a discussão do custo-aluno-qualidade para saber o montante de recursos que a educação precisa para melhorar de qualidade", destacou Pilar.
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posted by Online @ 11:00 AM
É preciso repensar uma plataforma de educação
Grande orador, o camaronês Pierre Fonkoua, representante da Unesco, falou pouco Mas, nem por isso, deixou de arrancar aplausos da platéia por diversas vezes ao refletir sobre a crise de autoridade na educação, durante a conferência de encerramento do Fórum Mudial de Educação. Fonkoua defendeu enfaticamente a valorização do profissional do ensino formal: o mestre, o professor.
Segundo ele, após anos de concentração de autoridade, hoje o mundo vive um liberalismo na área tão ou mais nefasto que a concentração de poder, por também gerar dependência, perda de autonomia, falta de iniciativas individuais e crise de autoconfiança.
"Eu pergunto: quem orienta a educação? Quem decide o que fazer?", afirmou, lembrando que é preciso repensar a plataforma educacional. A crise de autoridade leva à pensar em novas formas de educação. E indicou um site onde artigos seus aprofundam o tema (www.rocare.org).
A educação extra-escolar e a valorização do educador no ensino formal são caminhos apontados por ele para tentar superar a crise de autoridade. E defendeu que a formação de educadores seja reconhecida como um valor essencial de todas as sociedades.
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posted by Online @ 10:49 AM
Crianças redigem a 'Carta à terra'
Os 46 "Grãos" _ alunos eleitos nas escolas municipais por seus colegas para representá-los na coordenação do Fórum Infanto-Juvenil, realizado em paralelo ao Fórum Mundial de Educação _ foram responsáveis pela redação de uma carta na qual expressam, através da pintura e da arte, a terra que gostariam de ter: sem violência, com muitas flores, animais e natureza preservada.
A carta será lida pelo aluno Victor de Carvalho Leite, durante o encerramento do Fórum Mundial de Educação, neste domingo, 26 de março, no Sesc.
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posted by Online @ 10:40 AM
Muitos olhares possíveis sobre a educação na mostra de pôsteres
Projetos sociais e pesquisas acadêmicas envolvendo os mais variados temas tiveram amplo espaço no Fórum Mundial de Educação (FME), através da mostra de 340 pôsteres e cartazes expositivos de trabalhos de pesquisadores, educadores e entidades de todo o Brasil na quadra da Escola Municipal Monteiro Lobato, no Centro de Nova Iguaçu. Uma verdadeira feira de idéias, de olhares possíveis sobre a educação.
Para apresentar idéias sob a forma de pôster, além do uso tradicional do papel, alguns optaram pelo uso de tecido, saco de farinha, e até isopor.
Uso da tecnologia na sala de aula, formação da identidade do aluno afro-descendente, utilização de jogos e brinquedos na aprendizagem, formação continuada de professores, inclusão educacional de pessoas com deficiência, lei de cotas e reforma universitária... todos os trabalhos buscaram, de alguma forma, entender aspectos da educação brasileira e propor meios de tornar o ensino mais eficiente e dinâmico.
Para apresentar idéias sob a forma de pôster, cada um usou a criatividade a seu gosto. Alguns fizeram o uso tradicional do papel, outros optaram por tecido e saco de farinha, e houve até quem fizesse de seu pôster uma estante de isopor.
A criatividade pôde ser observada também na temática abordada por alguns trabalhos, que foram além das discussões mais comuns relacionadas à educação. Estudos sobre a aprendizagem de algumas disciplinas, como a química, que causa horror a alguns estudantes, e a história, que pode ser ensinada sob diversos pontos de vista, apontaram críticas e possibilidades para os padrões de ensino. Pesquisas sobre o comportamento de meninos e meninas nas escolas apresentaram discussões sobre os estereótipos de homem e mulher enquanto preconceitos cultivados desde a infância. Uma delas fez uso de uma revista em quadrinhos sobre brincadeiras tidas como femininas e masculinas para estimular as crianças a refletirem sobre essa dualidade.
A exposição mostrou também os projetos de entidades, ONGs e órgão públicos que, através da educação, conquistaram melhorias no combate à violência, na preservação ambiental, na saúde e em vários outros campos.

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posted by Online @ 10:27 AM
Feira apresenta frutos da economia solidária
Uma das áreas mais freqüentadas durante o Fórum Mundial de Educação, em Nova Iguaçu, foi a feira organizada na Vila Olímpica. Os estandes mais concorridos eram os de ações de economia solidária, projeto desenvolvido pelo ministério do Trabalho e do Emprego para geração de renda entre os menos favorecidos.

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posted by Online @ 10:09 AM
Nova Iguaçu cria Observatório de Violência para reduzir criminalidade
"Bairro Escola e Violência" foi tema do segundo debate deste sábado, 25 de março, no teatro do Sesc, em Nova Iguaçu, pelo Fórum Mundial de Educação. Especialistas em educação e teólogos fizeram uso da palavra e apresentaram suas propostas de melhoria das condições de segurança, defendendo a adoção de uma política de educação integral.
Um documentário de 20 minutos, intitulado "Até Quando", do Observatório de Favelas, mostrou ao espectador o cotidiano da violência nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. A chacina do dia 31 de março, que aconteceu em Nova Iguaçu e Queimados, também foi lembrada antes da exposição dos debatedores.
Disposto a diminuir os índices de violência em Nova Iguaçu, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, anunciou a criação o Observatório de Violência na Prefeitura, através do qual pretende identificar os maiores problemas da cidade nessa área e desenvolver ações públicas que possam minimizá-los.
"A partir da chacina em Nova Iguaçu e em Queimados, no ano passado, começamos a nos mobilizar no sentido de levantar dados sobre a violência no nosso município. Resolvemos montar um observatório de violência e descobrimos, por exemplo, que a violência contra a mulher é um tipo de crime muito cometido aqui. O Observatório vai nos ajudar a saber quais são os autores das violências e onde elas acontecem, e a partir daí vamos agir para atenuar o problema", afirmou Lindberg.
Primeiro a falar, o coordenador do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, Jaílson Souza e Silva, defendeu a criação de uma Escola Popular de Comunicação com o propósito de formar comunicadores e propor novas formas de comunicação popular. Ele ainda propôs a implantação de um observatório da violência para questionar onde, como, porque e como ela ocorre, bem como a criação de um corpo municipal com 70% do seu efetivo formado por mulheres para trabalhar em torno das escolas. Jaílson criticou o baixo número de policiais na Baixada. ?Na Zona Zul, temos um policial para cada 200 moradores, aqui é um para cada 1.200?, comparou.
Crianças fora da escola, estudo por obrigação, falta de oportunidades de emprego e assassinatos na Baixada e no Rio de Janeiro foram assuntos destacados pelo padre Renato Chiera, coordenador da ONG Casa do Menor São Miguel Arcanjo. Segundo ele, o estado apresentou 879 mil crianças fora dos bancos escolares, em 2004. ?Outro agravante em nosso sistema educacional é que 2 milhões de jovens ,entre 15 e 17 anos, declaram que não estudam por vontade própria. Ele também falou sobre números da violência: "Na Baixada são seis mortes por dia e no Rio, dez. A cada 12 minutos alguém é assassinado no Estado".
De acordo com o pró-reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, José Cláudio Souza Alves, a falta de uma grade escolar apropriada tem contribuído para aumentar esse problema. "Como as crianças vão reagir se elas não têm conhecimento de história e de geografia? Outro fator preocupante é que o professor não fala a mesma linguagem do aluno. Tem que haver um diálogo", observou o pró-reitor.
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posted by Online @ 9:58 AM
Alunos em busca de experiência
Aluna do curso de formação de professores do Instituto de Educação Rangel Pestana, Maria da Glória Venâncio de Miranda, 41 anos, acha que o Fórum da Educação está sendo uma experiência única. "Dificilmente teremos uma oportunidade de participar de um evento deste porte", afirmou.
Ela e outros 22 normalistas do instituto se inscreveram no Fórum com o objetivo de adquirir conhecimento maior na profissão que, em breve, estarão exercendo. "Tivemos acesso a muitas informações, trocamos experiências com gente de outras partes do País e do mundo", afirmou.
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posted by Online @ 7:59 AM
'Incentivo a projetos educacionais comunitários'
Professor com doutorado em Ciência da Educação nas universidades de Caen, na França, e Montreal, no Canadá, o camaronês Pierre Fonkoua, 54 anos, é um dos conferencistas de hoje, às 9h, no Sesc, no Fórum Mundial da Educação, com o tema "Estado e Sociedade na Construção de Políticas Públicas: Por uma Plataforma Mundial de Lutas pelo Direito à Educação".
Como o senhor avalia o sistema educacional brasileiro? O modelo brasileiro se assemelha um pouco com o sistema educacional de Camarões. Vivo em um país cuja taxa de analfabetismo é superior a 10% da população e onde é grande a evasão escolar. Penso que deveria haver maior integração entre os programas de educação que deram certo, tanto no Brasil como em países africanos.
O senhor é favorável a programas como o Bolsa Escola? Não conheço a fundo os programas assistenciais brasileiros, mas os vejo com reservas. O prolongamento de programas como este pode representar a diminuição de investimento em educação. É claro que devemos pensar de forma democrática e ajudar aos mais necessitados, mas devemos ter uma preocupação com a formação do aluno, desde a entrada até a saída da escola.
O senhor é favorável ao sistema de cotas para negros nas universidades, como está acontecendo no Estado do Rio de Janeiro? Sou contra. Não se resolve o sistema da discriminação reservando vagas na universidade. Devemos reforçar o ensino na base, oferecendo melhores condições para todos os alunos, independente se é branco ou negro. Muitas pessoas negras que se formam nas universidades continuam a ser discriminadas, seja em qualquer profissão.
Que caminhos o Fórum Mundial da Educação pode apontar para o futuro? Devemos buscar a maior valorização da classe profissional. Os professores têm que ser mais valorizados, os governos têm que encontrar formas de motivá-los, fazendo com que melhore a autoestima e o ensino público.
O que é preciso para melhorar o atual modelo educacional? Melhorar o sistema de comunicação com os professores e incentivar os cursos profissionalizantes, os projetos de educação comunitária que já existem e funcionam bem no Brasil.
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posted by Online @ 7:54 AM
Hoje é o último dia
A principal atividade de hoje, último dia, será a conferência Estado e Sociedade na Construção de Políticas Públicas: Por uma Plataforma Mundial de Lutas pelo Direito à Educação. O conferencistas é Gisleidy Sosa, que falará sobre a experiência educacional em Cuba, e o camaronês Pierre Fonkoua, representante da Unesco na África Central.
O encerramento será ao meio-dia, quando será lançado oficialmente o próximo Fórum Mundial de Educação, em Buenos Aires, na Argentina, nos dias 4, 5 e 6 de maio. O tema será Educação Pública, Inclusão e Direitos Humanos. Também serão lidas as propostas apresentadas no Fórum Infantojuvenil, o Forinho, e no Fórum Internacional Mundial, realizado no Sesc e nos locais das atividades autogestionadas.
Para quem ainda não participou de enhuma atividade, ainda há tempo. Hoje também será o último dia para ingressar nas feiras de Educação e Cultura e de Economia Solidária, na Vila Olímpica de Nova Iguaçu. O endereço é Rua Luiz de Lima, sem número. As inscrições já foram encerradas, mas as pessoas ainda poderão participar da Feira Solidária, no Monteiro Lobato, e no Fórum Infantojuvenil, no Patronato São Vicente. O credenciamento será feito no próprio local.
Na parte cultural, o coral Vozes de Nova Iguaçu se apresenta às 9h, no Sesc de Nova Iguaçu, antes da conferência. O Jongo da Serrinha se despede dos participantes, também no Sesc. Ontem, o grupo de maracatu do Projeto Eremim, de São Paulo, contagiou os participantes da Feira Solidária, que dançaram e se divertiram com a batucada. Mais de 3 mil pessoas assistiram à conferência Ética e Cidadania, no Sesc.
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posted by Online @ 7:42 AM
Nova Iguaçu, cidade solidária
Nova Iguaçu conquistou um título durante a realização da terceira edicção do Fórum Mundial da Educação: o de cidade solidária. Segundo participantes internacionais, o município comprovou sua capacidade estrutural para grandes eventos e o comprometimento de profissionais ligados às áreas de Educação e Cultura.
O desempenho dos profissionais no evento já era esperado a contar pela movimentação nas semanas anteriores na cidade. A pouco mais de duas semanas do início do Fórum já não havia mais vagas para voluntários.
O casal Ariadne dos Santos, 48 anos, e Élder Bernardo Anacleto, 51, moradores do bairro Gerard Danon, em Nova Iguaçu, não mediu esforços para ajudar na organização do Fórum. Assim que os dois souberam do evento, correram para se cadastrar. "Já fazemos trabalho voluntário na Cruz Vermelha Brasileira e na Igreja Católica de Santa Rita, em Nova Iguaçu. É ótimo se sentir útil", explica Élder, que é aposentado. Os problemas na coluna, que fazem com que ande de bengala, não são obstáculos para ele. "Enquanto eu puder ajudar, vou fazer algo", explica.
A mulher dele, Ariadne, que está desempregada, também não mediu esforços. "Planejei tudo bem direitinho para que meus filhos não sentissem a minha falta no período em que iria me dedicar ao Fórum", disse ela.
Os voluntários recebem almoço, lanche e água nos dias do evento.
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posted by Online @ 7:42 AM
Sábado, Março 25, 2006
Crianças usam o computador para reproduzir o que aprendem
Nova Iguaçu- No estande do Projeto Vila Residencial da UFRJ, temas como educação, direitos humanos, cultura, urbanismo, meio ambiente, saúde e geração de trabalho e renda são usados como base para crianças entrarem em contato com a arte e usarem o computador para reproduzí-la.
Em uma palestra, os pequenos aprendem e observam imagens, desde pinturas rupestres até quadros de Leonardo da Vinci, e depois utilizam o programa de computador power point para desenhar o que viram.
A estudante de biologia da UFRJ, Joana Dias, garante que crianças de todas as cidades da Baixada estão participando. "Eles são muito esforçados e estão orgulhosos por este projeto estar acontecendo para eles. Para mim, também é emocionante participar", conta.
O projeto, coordenado por Pablo Cesar Bennet, recebe o nome Lipe (Laboratório de Informática para Educação) e está ligado ao Projeto Vila Residencial da UFRJ.
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posted by Nilton Carauta @ 1:56 PM
Fórum diminui desigualdade social
Nova Iguaçu - Para a estudante de geografia Ísis Castro, 22, de Presidente Prudente, São Paulo, "a Baixada é típica do Rio de Janeiro, com contrastes e diferenças gritantes". Ísis ressalta que a a escolha de Nova Iguaçu para sediar o Fórum Mundial de Educação chama atenção para o problema da exclusão social, que acaba silenciada. "O Fórum torna estes problemas públicos e faz com que a realidade apareça". A estudante falou que os pontos mais positivos foram as atividade do segmento Autogestionadas, em que participantes podem expor as angústias e problemas do dia-a-dia das escolas. "Essa discussão foi mais positiva e eu quis focar na violência e na participação dos pais na educação. Drogas e agressões entre alunos e professores são comuns e, muitas vezes, os pais não participam", declarou Ivis, ressaltando que a Educação é um direito do cidadão. Para tentar minimizar essa questão nas escolas do bairo, o prefeito Lindberg Farias optou pela criação dos Conselhos de Pais no programa 'Bairro Escola', na Escola Municipal Barão de Tinguá, projeto piloto. "Já é percebida a tímida participação dos pais, mas reconheço que é muito difícil, pois os analfabetos estão em torno de 40%. Os alunos levam deveres para casa e não fazem. A solução para este problema é um regime integral, com muita cultura, teatro e oficinas", disse Lindberg. Por Nilton Carauta
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posted by Nilton Carauta @ 1:54 PM
Exposição de fotografias da Vila Residencial do Fundão chama atenção
Uma exposição de fotografias desenvolvida por moradores da Vila Residencial do Fundão está chamando a atenção dos participantes do Fórum Mundial de Educação na Vila Olímpica, na manhã deste sábado. As fotos mostram mangues, atividade de pesca, barcos e situações ligadas à realidade dos participantes.
Uma das imagens mais impactantes é a de um rato com mosca varejeira em cima. A exposição faz parte do projeto LABLATA, onde crianças de 10 a 16 anos captam e revelam imagens do seu cotidiano de forma artesanal. Para revelar as fotos, elas vedam o interior de uma lata com tinta preta e fazem um furo na lateral do tamanho de uma agulha. O processo é realizado numa sala escura.
O idealizador do projeto é Bira Soares, representante do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Ele desenvolve as atividades com as crianças em parceria com o iluminador de TV Zé Alailton, também morador da Vila do Fundão. Para Bira o trabalho é emocionante: "Meu objetivo não é formar o profissional, mas o olhar". Apesar disso, ele reconhece que desse projeto podem surgir bons profissionais. "É interessante você jogar a semente e ver que algumas já germinam".
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posted by Nilton Carauta @ 1:15 PM
Professor critica o tratamento dado pela mídia à Educação
Quarto conferencista a abordar o tema "Ética e Cidadania em tempos de Exclusão", o professor Gustavo Fischman, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos e pesquisador visitante do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, criticou a visão "simplista e esquisofrênica" da mídia com relação ao tema Educação.
"Para a mídia, as escolas não ensinam bem, são ruins, são violentas, cheias de problemas. Mas, ao mesmo tempo, são a esperança. Nós precisamos mudar este roteiro", disse ele, lembrando que já existem segmentos onde a escola funciona de maneira diferente, superando as desigualdades e adversidades de modo a colocar o bem estar da comunidade acima de tudo.
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posted by Online @ 11:28 AM
Escolaridade não é suficiente para reduzir as desigualdades de gênero
Reverter a situação de exclusão em que vivem milhares de brasileiros e brasileiras implica rever as políticas de desenvolvimento para que contemplem estratégias específicas. Assim a Secretária Especial e Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, introduziu o assunto da promoção da igualdade de gênero nos processos de Educação Formal.
Segundo ela, no Brasil há uma certa vantagem para as mulheres no que se refere à equidade no grau de escolaridade entre homens e mulheres. "No Brasil, essa vantagem do ponto de vista da escolaridade, tem como causa não só a promoção do acesso à educação como também aos menores índices de evazão escolar entre as mulheres", disse Nilcéia.
Mas, segundo ela, a maior escolaridade não diminuiu a desigualdade de gênero na sociedade e no mercado de trabalho. As mulheres continuam sem acesso aos cargos melhor remunerados. Bem como a mecanismos de crédito para o financiamento de atividades profissionais no campo ou na cidade. Neste sentido, Nilcéia informou aos participantes as ações empreendidas pelo governo federal através no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres para transformar essa realidade.
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posted by Online @ 11:05 AM
O que é a educação cidadã e ética?
Os primeiros palestrante do segundo dia de conferências do Fórum Mundial de Educação, provocaram a platéia pedindo a todos que refletissem sobre o que é a cidadania e o que é a ética.
Primeiro a falar, o professor Pablo Venegas, representante do Chile abordou de forma pragmática o tema "Ética e Cidadania em tempos de Exclusão". Pediu a todos uma reflexão sobre a diferença de uma educação focada na experiência cidadã dos alunos e educadores em relação à educação moral de cívica tão comum nos países latinos americanos, principalmente durante os anos de governos militares.
Venegas discutiu a busca de instrumentos que promovam processos democráticos de mudança educacional. E defendeu o ensino público e o desenvolvimento de estratégias de mobilização social centradas na igualdade, na inclusão e na integração dos países da região.
Mesmo com os bons resultados obtidos pelo Chile no sistema educacional em relação à queda do analfabetismo e ao aumento da escolaridade básica nas camadas mais pobres e na graduação superior, em que cerca de 37% do jovens de 18 a 24 anos estão na universidade (há dois anos eram somente 17%), Venegas diz que não percebe prioridades na reforma da educação. ?Resta melhorar o resultado do aprendizado, observou.
Logo depois, Ramon Moncada, diretor de Programas da Corporación Región, em Medelin, na Colômbia, arrancou aplausos da platéia ao definir a ética como um componente individual, que parte de cada um e que deve estar presente em cada elo da cadeia educativa. Não só entre os alunos e professores mas, sobretudo, em quem decide: gestores, secretários de educação e até o presidente da república.
"O que é bom governo? É aquele que toma as decisões políticas para garantir os direitos humanos", disse ele. Na sua opinião, só se tem uma educação cidadã e ética quando todos estão embuídos dos mesmos compromissos e responsabilidades políticas, sociais e culturais.
Por isso, para Ramon, não se pode chamar de Cidade Educadora uma cidade excludente, que não respeita os direitos humanos. Ela precisa de uma institucionalização, com a administração pública e a sociedade civil unidas, fortalecidas, que respeitam as diferenças e reduzem a exclusão social porque entende a sua problemática.
"O que é a educação cidadã? É a construção da autonomia dos sujeitos através do respeito aos seus direitos, às suas necessidades e sua dignidade. A educação cidadã deve fazer a promoção dos direitos humanos entre a comunidade", opinou Ramon. Segundo ele, a Colômbia tem grandes problemas de cidadania e de direito.
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posted by Online @ 10:36 AM
Grupo Dança sobre Rodas abre o segundo dia da conferência
A apresentação do "Grupo Dança Sobre Rodas", da Companhia Paula Nóbrega, que trabalha com deficientes de cadeiras de rodas e moradores de área de risco, abriu a segunda conferência do Fórum Mundial de Educação, que tem como tema "Ética e cidadania em tempos de exclusão", na manhã deste sábado.
A conferência terá a participação de Ramón Moncada Cardona, diretor de Programas da Corporación Región, em Medelin, que enfatizará a campanha pelo direito à educação na Colômbia e outros projetos inovadores, e do professor Gustavo Fischman, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos e pesquisador visitante do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, autor do livro "Criis & Hope - The Educational Hopscotch of Latin América" ("Crise e Esperança - A Hopscotch Educacional da América Latina"), dentro do tema "Ética e Cidadania em Tempos de Exclusão".
A último dia de conferência acontecerá neste domingo, dia 26 de março, das 9h às 12h e terá representantes do Uruguai, Cuba e África Central.
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posted by Online @ 10:06 AM
Fórum é das crianças
As crianças foram a grande atração no primeiro dia do Fórum Mundial da Educação, em Nova Iguaçu. No Fórum Infanto-Juvenil, o Forinho, no Patronato São Vicente, mais de três mil crianças e adolescentes participaram de diversas atividades, como contação de histórias, oficinas de teatro e ecologia, além de discussões para a melhoria do ensino. As inscrições para o Fórum foram encerradas ontem, depois que a organização contabilizou mais de 20 mil inscritos no evento.
Alunos da Escola Municipal Nova Era, em Nova Iguaçu, adoraram a experiência do Fórum Infanto-Juvenil. Na oficina de produção de bonecos, que também se propôs a discutir direitos e cidadania, as crianças se divertiram e aprenderam como fazer bonecos de fantoche.
Tamara Bernades de Sá, 10 anos, aluna da 4ª série, se encantou com as brincadeiras. "Tivemos noção de cidadania e ainda brincamos. Foi muito bom", disse ela.
Francisca Pini, do Instituto Paulo Freire, coordenadora da oficina, afirmou que o objetivo é buscar a participação das crianças através dos bonecos, que elas mesmo ajudaram a fazer. "Utilizamos uma linguagem que envolve as crianças e que ajuda na tarefa da socialização", explicou.
A pintura em azulejos foi outra atração no Forinho. Na oficina de desenho e pintura, Nanci Bernardes, coordenadora do projeto, incentivou os alunos na escrita e na leitura. Depois, eles aprenderam a desenhar em azulejos.
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posted by Online @ 7:39 AM
Mais de 20 mil participantes
O comitê organizador do Fórum Mundial da Educação decidiu encerrar as inscrições para o evento. Mas quem quiser participar ainda pode. "O único local onde o acesso não poderá ser mais feito é o Sesc. A Feira Solidária, as atividades autogestionadas e o Forinho ainda podem ser visitados", garantiu Salete Valezan, do comitê organizador.
Ontem, a 1ª Conferência, no Sesc, que teve como tema "Educação, Cultura e Diversidade", ficou lotada, reunindo mais de três mil participantes.Entre as atividades autogestionadas, a concessionária Nova Dutra apresentou na Escola Monteiro Lobato, a oficina Estrada para a Cidadania, programa que pretende beneficiar 50 mil crianças na área da Rodovia Presidente Dutra.
Hoje, sábado, a programação inclui música ao vivo, dança, peças teatrais e saraus de poesia. Paralelamente ao ciclo de debates, conferências, seminários, oficinas e mesas-redondas haverá atrações em quatro palcos: na Via Light e nas praças Catatau, Santos Dumont e Rui Barbosa. Outros três locais abrigarão atividades de cultura: o Sesc, o Patronato São Vicente e o Espaço Cultural Sylvio Monteiro. A programação vai até amanhã, quando termina o Fórum.
No palco Via Light, hoje, às 19h será a vez de o grupo de afoxé Raízes Africanas se apresentar. Depois, Nabby Clifford, às 21h, Saia de Off, às 21h50, e Pimenta do Reino, às 22h30. Na Praça Catatau, o grupo de poesia Desmaio Públiko se apresenta às 18h45. Na Praça Santos Dumont, a atração será a Oficina de Leitura Dramatizada, do Instituto Nossa Senhora do Teatro para as Artes, às 9h. No palco da Praça Rui Barbosa, a programação vai das 9h às 19h, com destaque para o show do Cabeça de Nêgo, às 16h50 e a exibição do filme Fala Tu, às 19h.
No Espaço Cultural Sylvio Monteiro, a Cia. Nós do Morro apresenta a peça Burro sem rabou ou..., às 20h. A entrada será gratuita. As senhas serão distribuídas na assessoria de imprensa do Sesc. Já a exposição fotográfica Baixada em Alta pode ser vista também no Sesc.
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posted by Online @ 7:24 AM
Sexta-feira, Março 24, 2006
O que pensam as crianças?

A realidade da educação brasileira na visão das crianças. Uma exposição de maquetes de alunos de 19 colégios municipais de Nova Iguaçu, no Sesc, chamam a atenção do público. Eles mostram, em papel, madeira e plástico, os problemas enfrentados no dia-a-dia das escolas e as possíveis soluções, na visão de seus autores.
Os alunos da Escola Municipal Murilo Costa colocaram ratos em suas maquetes, retratando a falta de higiene no local, resultado também da falta de saneamento básico na cidade. Para eles, a solução vem em forma de um gramado bem verde, quadra de futebol e ruas limpas.
Outra maquete, da Escola Municipal Douglas Brasil, revela uma chacina ocorrida próximo ao colégio. As crianças colocaram bonequinhos de massinha amassados simbolizando a violência. Há ainda trabalhos que pedem papel higiênico e descarga nos banheiros.
O descaso com as estradas e a constante falta de iluminação são retratados com muitos postes sem luz. Uma das maquetes vem com a inscrição: "Aqui é mostrado o descaso de nossa estrada que é disputada por carros, pedestres e bicicletas".
A única exceção, é a Escola Municipal Barão de Tinguá. As maquetes de seus alunos mostram uma realidade menos dura. O motivo é que o colégio faz parte do "Projeto Escola Bairro", onde as crianças tem aula em período integral com diversas atividades extra-curriculares. O projeto deve ser estendido às demais escolas.
?Gostaria que a cidade tivesse mais parques, praças, árvores e segurança no trânsito?, pediu Weslayne Madeira Gones, 9 anos, aluna da 3ª série da Escola Abílio do Amaral.
Assuntos como construção de hospitais, quadras esportivas, piscinas, menor violência, saneamento básico, coleta seletiva de lixo e cinema estão retratados na mostra.
Por Nilton Carauta

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posted by Nilton Carauta @ 3:06 PM
Sexo e meio ambiente despertam atenção do público no Fórum Infanto-Juvenil
Nova Iguaçu - Paralelamente as palestras do Fórum Mundial de Educação, no Sesc de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acontece diversas atividades culturais na Vila Olímpica, no Centro. No local, não só crianças e adolescentes, mas também adultos, podem participar de oficinas, debates e mesas-redondas. Dois estandes da Universidade Federal do Rio de Janeiros (UFRJ) chamam a atenção do público com informações sobre saúde e sexo, além de conscientização e preservação do meio ambiente.
O primeiro estande é coordenado pela psicóloga Regina Celi Ribeiro e aborda a educação sexual. Há réplica do aparelho reprodutor feminino, exposição do preservativo feminino, a chamada camisinha da mulher, e também de dois fetos; um com três semanas e outro com seis meses. Professores e estudantes da universidade dão explicações, tiram dúvidas, distribuem folhetos e preservativos. De acordo com Regina Celi, o público se interessa menos pela camisinha da mulher por ser geralmente mais cara. A psicóloga acredita que "a mulher ainda é tímida quanto ao uso desse preservativo". Os fetos também despertam a curiosidade e emoção de muitos.
Já no segundo estande, o tema é o meio ambiente. Alunos da UFRJ que integram o projeto 'Bio na Rua' desenvolvem atividades de laboratório voltadas para o público, que participam de debates, jogos e brincadeiras. Há exposição de vários tipos de insetos e também de animais aquáticos. Entre os que chamam mais se atenção, um filhote de tubarão e o peixe conhecido como Baiacú; ele incha quando algum predador se aproxima. Na verdade, a intenção é estimular a preservação e conscientização sobre o meio ambiente.
Por Nilton Carauta
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posted by Nilton Carauta @ 12:47 PM
Educação e cultura não podem ser dissociadas
O ator Sérgio Maberti, reprsentante do Ministério da Cultura, foi o último a falar na conferência sobre "Educação, Cultura e Diversidade", realizada na manhã desta sexta-feira no Sesc de Nova Iguaçu. Ele fez questão de ressaltar que, tão importante quanto tomar conhecimento de novas práticas, aliando educação e cultura, é garantir que elas tenham continuidade. "É preciso valorizar esse econtro e a sua diversidade", disse.
Maberti lembrou a todos que a relação cultura-educação já produziu momentos muito ricos deste país. Entre eles, a Semana de Arte Moderna, o Cinema Novo, a nova dramaurgia brasileira com o Teatro de Arena, o CPC da Une, etc. Segundo ele, existia uma aliança entre os estudantes e artistas com um papel central na construção do país, que foi vítima do projeto da ditadura militar de destruição da participação cultura. "A ditadura percebeu naquela época que o que deveria ser quebrado era este binômio cultura-educação, gerador de diversidade", disse ele. Recordando, ainda, que foi neste contexto que surgiram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o homonogeização da produção cultural, atrvés do surgimento da TV.
Para Manberti, é preciso garantir que haja eqüidade com diversidade, para que o binômio cultura-educação se fortaleça. A Educação perde, sempre que é dissociada da cultura por políticas públicas. Hoje, os dois ministérios trabalham em conjunto para implantar políticas públicas que sigam estes princípios.
"Certamente nós avançamos muito, mas precisamos estar muito vigilantes à consolidação das políticas que estamos implantando", disse ele, em alusão a projetos do Ministério da Cultura, como os Pontos de Cultura, à criação do Plano Nacional de Cultura e do Conselho Nacional de Cultura que está para ser criado. Mamberti fez referêencia também ao esforço de parlamentares para garantir uma verba carimbada de 2% do orçamento geral da União para a cultura.
"A vinculação orçamentária a a criação do Plano Nacional de Cultura são conquistas deste governo que devem ser mantida. Precisamos estar atentos", disse ele.
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posted by Online @ 11:55 AM
Educação não é mercadoria ou serviço
O professor Vernor Muñoz, relator especial da ONU para o direito à Educação, foi o terceiro palestrante a falar. Abordou o direito à educação, que deve ser para todos, como um direito humano, universal, fundamental, imprescindível, internacional. Nunca um serviço ou mercadoria.
"A situação do direito humano na educação pode ser entendida como uma situação de desigualdade", disse ele. "E isto precisa mudar", disse. "A educação não está desenhada para suprir as necessidades dos cidadãos. Ele precisa ajudar a desenvolver e proteger a dignidade humana", explicou. "A escola pública é o centro de convergência dos direitos humanos", afirmou.
Para Muñoz, a educação precisa se desvincular das estruturas paternalistas típicas da Amérca Latina. Por este motivo, muitas iniciativas fracassaram ao longo do tempo. "O paternalismo se enraizou nos governos, em todas as instâncias da vida. Se não superarmos as estruturas patriarcais, dificilmente nos livraremos da noção de educação como uma mercadoria, instrumento da manutenção das estruturas econômicas, insumo para a produção", disse. Só assim, será um processo rico, diverso.
Na opinião de Muñoz, a diversidade é elemento que fortalece a qualidade humana. E, por isso, é tão necessário investir na praxis da diversidade.
Logo depois, o representante da Colômbia, professor Orlando Pulido, da Universidade Pedagógica Nacional, também criticou a educação voltada para o mercado de trabalho, como insumo básico para a produção. E pediu a todos que refletissem sobre o que caracteriza uma educação de qualidade. "O aumento no número de escolas ou a inserção de tecnologias como a informática não representa a melhora automática do nível educacional em um país", disse ele.
"Hoje em dia só se fala em qualidade quando o processo está voltado para o mercado. É a educação vista como serviço. A educação de qualidade deve formar valores que nos ajude a superar os conflitos que vivemos em nossos países", disse ele.
Para Pulido, a Colômbia vive um retrocesso na área educacional. "A ênfase do governo é nos indicadores. Se encararmos a educação como um direito de todos, não podemos considerar que uma cobertura de 90% é boa. Ela tem que atingir a todos", disse ele.
E defendeu que haja um forte investimento na formação dos professores. "Formação de professores requer políticas públicas. Essa formação atualmente está muito voltada para o mercado, não para os alunos e suas necessidades", completou.
Para o professor, espaços de discussão como os do fórum são fundamentais para que os países da América Latina descubram que tipo de qualidade educacional precisam buscar para promover o desenvolvimento.
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posted by Online @ 11:03 AM
Um olhar para o mundo, a partir de Nova Iguaçu
Segundo palestrante a falar, Ricardo Henriques, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, evitou falar em políticas públicas para a área. Preferiu convidar a todos a uma reflexão sobre o papel da educação no desenvolvimento do país. E parabenizou Nova Iguaçu por ser o palco de um evento que mostrará ao mundo o olhar da periferia sobre o tema educação.
Mesmo diante da concentração desigual de renda no Brasil, do baixo nível de escolaridade dos brasileiros e do alto índice de analfabetos no País, Ricardo Henriques acredita em opções criativas para reverter o quadro, que considera como vergonhoso. "Dez por cento da população concentra quase toda a riqueza nacional, enquanto que o restante não tem nada.Temos 65 milhões de pessoas que não completaram a 8ª série, desse total, 36% não têm a 4ª série e 16% são analfabetos", afirmou ele.
"É absurdo que milhões de brasileiros não tenham completado o segundo grau", disse. "Uma política universal de educação não olhou para as diferenças, e manteve desigualdades históricas apesar de termos registrado mobilidade social através da educação para brancos e negros, por exemplo".
"Hoje um negro jovem morando no nordeste demorará 22 anos para chegar à escolaridade média dos jovens o Brasil. Se não olharmos para as diversidades étnicas, de gênero, regionais, territorialistas, religiosas, vamos avançar mas sem reduzir as diferenças. Precisamos pensar a educação a partir da democratização, da qualidade e da eqüidade", afirmou.
Na democratização, segundo Henriques, é preciso pensar na questão do acesso, mas também na questão da permanência. Em garantir que o brasileiro passe do ensino médio. E pensar na questão do sucesso do ensino. A qualidade do ensino precisa levar em conta a qualidade dos professores, dos alunos e dos processos. "Os cursos de Pedagogia não pensam questões reais do nosso cotidiano. A relvência, a pertinência dos conteúdos é, sobretudo, produtora de qualidade na escola", disse ele.
Por fim, quanto à dimensão da eqüidade é preciso fazer com que se recuse as desigualdades reconhecendo, valorizando e respeitando as diferenças.
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posted by Online @ 10:44 AM
Fórum oferece orientação e testes para saúde dos participantes
Participantes do Fórum Mundial de Educação, no Sesc de Nova Iguaçu, têm a oportunidade, nesta sexta-feira, de receber orientação nutricional, entender sobre doenças sexualmente transmissíveis, tirar pressão arterial e fazer teste de glicose e colesterol.
Por Nilton Carauta
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posted by Nilton Carauta @ 10:14 AM
Educação no campo e não 'para o' campo
Passava um pouco das 10 horas quando Vernor Muñoz, relator da ONU para o Direito à Educação e representante de Costa Rica, deu início à rodada de exposições da primeira conferência do Fórum Mundial de Educação, com o tema "Educação, Cultura e Diversidade". Por problemas no sistema de tradução simultânea, Muñoz cedeu a palavra à Clarice Aparecida dos Santos, do Movimento dos Sem Terra, que ressaltou a importância de, além do debate acadêmico, os educadores presentes não deixem refletir sobre a realidade prática das teorias. Realidade esta que ela vivencia no campo, entre os integrantes do MST. "Queremos trocar experiências, aprender com vocês e contribuir para o debate", afirmou Clarice dos Santos.
"As políticas desenvolvidas no campo sempre receberam um olhar de inferioridade em relação às da cidade", disse ela. "A universalização da educação ainda não chegou ao campo. Os piores índices urbanos no que se refere à educação não chegam perto aos do campo. Mas também não é verdade que o morador do campo é menos preparado, o Jeca Tatu. A educação que se fez no campo ao longo da história do Brasil sempre se fez à luz do modelo desenvolvimentista, para formação de mão-de-obra barata, com programas assistencialistas, negando o sujeito, o protagonismo", disse. "O pano de fundo de todas essas política públicas ficou enraizada na nossa formação cultural".
Por isso, segundo ela, a educação no campo e para o campo não pode ser discutida dissociada de uma discussão social do campo." Fomos buscar na pedagogia, processos pedagógicos que nos ajudasse a tratar a existencial social do sujeito do campo, sua constituição livre, autônoma, capaz de operar transformações na sociedade, do modelo político agrário brasileiro", explicou.
Hoje, de acordo com Clarice dos Santos, o MST tem incorporado aos seus movimentos sociais a idéia do direito, construído a partir das lutas sociais. "A educação no campo que nós reinvindicamos só pode ser compreendida na realidade de sujeitos que se descobriram a partir da luta pela terra. Eles perceberam que há um novo latifúndio à conquistar, que é o do saber, o do cohecimento. Não só cobrar das autoridades a construção de escola, mas também a democratização do conhecimento".
Clarice informou aos presentes que, hoje, nos assentamentos, já existem mais de duas mil escolas públicas estaduais e municipais. São mais de 4 mil educadores trabalhando nos assentamentos, que também contam com escolas itinerantes. Além da escola Florestam Fernandes e das turmas de segundo grau e nível superior em universidades regulares de vários estados brasileiros.
Na sua opinião, o Brasil precisa "ultrapassar a fase dos programas educacionais para o campo" e enxergar a educação nacional como um direito também dos camponeses, que devem ser inseridos nas discussões e nas políticas educacionais brasileiras.
"O que nós queremos, como diz Saramago, é uma justiça que se cumpra e um direito que se respeite", finalizou.
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posted by Online @ 10:10 AM
Ainda dá tempo de participar
A palestra Educação, Cultura e Diversidade abrirá hoje, às 9h, a programação do Sesc de Nova Iguaçu (Rua Dom Adriano Hipólito 10, Moquetá), no Fórum Mundial da Educação. A conferência terá as participações de Vernor Muñoz, da Costa Rica, relator da ONU pelo Direito à Educação, Orlando Pulido, da Universidad Pedagógica Nacional, da Colômbia, e Sérgio Mamberti, representante do Ministério da Cultura, entre outros.
Hoje também começa a exposição de pôsteres, quando professores e educadores estarão apresentando seus trabalhos na quadra da Escola Monteiro Lobato (Rua Professor Paris sem número, Centro).
As inscrições para o Fórum podem ser feitas na própria escola. A taxa varia de R$ 10 a R$ 70 e pode ser paga no local. O credenciamento é feito na hora.
Também hoje começam a ser realizadas as atividades autogestionadas. São grupos de discussão e oficinas dos mais diversos assuntos, que acontecem em 15 locais, entre escolas e clubes de Nova Iguaçu.
No Fórum Infanto-Juvenil, destinado ao público adolescente, um dos temas é a Contação de Histórias do Grupo da Terceira Idade. O Fórum funcionará no Centro Social São Vicente, na Praça Santos Dumont, Centro.
Na área cultural, há atrações divididas nos palcos da Praça Catatau, próximo ao Colégio Iesa, na Praça Rui Barbosa e em frente ao Patronato São Vicente.
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posted by Online @ 7:19 AM
Marcha da festa da educação reúne mais de 5 mil
No balanço final, mais de 5 mil pessoas participaram ontem, na Via Light, em Nova Iguaçu, da Marcha pela Educação, na abertura oficial do Fórum Mundial da Educação, que acontece de hoje a domingo no Sesc e em outros espaços de Nova Iguaçu. Com o prefeito Lindberg Farias e integrantes do comitê organizador à frente, a marcha teve a adesão de representantes de diversos segmentos, desde professores, educadores, artistas, sindicalistas, até militantes de partidos políticos e moradores que reivindicavam saneamento básico.
Ao abrir oficialmente o Fórum, o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou a importância de Nova Iguaçu ter sido a cidade escolhida, lembrando que as edições anteriores foram em São Paulo e Porto Alegre. ?Todos os países do mundo se desenvolvem através do instrumento de educação?, afirmou.
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, lembrou que a cidade jamais sediou evento tão importante, enfatizando que o Fórum servirá também para aumentar a auto-estima da população. ?A cidade está orgulhosa de receber o Fórum. Temos uma área verde, muito bonita, que as pessoas de fora poderão conhecer?, enalteceu.
A Chacina da Baixada, quando 29 pessoas foram assassinadas no dia 31 de março do ano passado, foi lembrada pelo prefeito. ?Queremos que fatos tristes como esse não sejam esquecidos, mas que a partir do Fórum Mundial da Educação, surjam novas esperanças na região?, destacou.
Conselho internacional aprova o Bairro-Escola O conselheiro internacional do Fórum Mundial da Educação, Pablo Gentille, do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj, elogiou o programa Bairro-Escola, que está sendo implantado pela Prefeitura de Nova Iguaçu no bairro de Tinguá. No projeto, crianças têm acesso a diversas atividades, como aulas de capoeira, teatro e inclusão digital. ?Há uma simbiose entre a proposta do Fórum e o projeto implantado pela prefeitura?, relatou.
O conferencista Ramon Moncada, da Colômbia, que falará amanhã, às 9h, no Sesc, sobre Ética e Cidadania em Tempos de Exclusão, elogiou a escolha de Nova Iguaçu por ficar longe dos centros urbanos.
Por Marcos Galvão
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posted by Online @ 7:09 AM
Grupos de teatro farão oficinas e apresentações
O ator e produtor Éverton Mesquita, da Cia. Teatral Multiface, de Nova Iguaçu, também participou da passeata e carregou a bandeira do Fórum Mundial da Educação. "Eventos como este abrem as portas para que a cidade encontre alternativas para uma educação melhor, explicou. No Fórum, ele ajudará a coordenar grupos de trabalho relacionados ao teatro.
Alunos da Universidade de Nova Iguaçu fizeram um show à parte. Com camisa verde e alguns com rostos pintados, carregaram faixa alusiva ao Fórum e estavam felizes em participar da passeata. Arimatéia Brandão, aluno de Biologia, era um dos mais empolgados. "Meu curso veio em peso", disse.
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posted by Online @ 12:07 AM
Associação Eremim, os mais animados
Integrantes da Associação Eremim, de Osasco, na Grande São Paulo, eram os mais animados. Com instrumentos de percussão e vestuário africano, eles tocavam maracatu e não escondiam a empolgação em participar da passeata. A entidade é uma ONG que desenvolve trabalho social com 200 crianças e adolescentes de Osasco.
"Faremos quatro oficinas e apresentaremos o trabalho que é feito com crianças e adolescentes. O Fórum, para nós, será uma troca de experiências extremamente válida, explicou Mário Costa, 40 anos, coordenador educacional da associação.
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posted by Online @ 12:06 AM
Quinta-feira, Março 23, 2006
Gil não fará o encerramento
Infelizmente, o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, não comparecerá ao encerramento do Fórum Mundial de Educação conforme anunciado anteriormente. Muitas delegações já deixaram o teatro da Codeni, onde ainda acontecem apresentações de grupos de dança da Baixada. Mas o clima ainda é de festa, com muita gente nas ruas da cidade.
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posted by Online @ 8:32 PM
Autoridades sobem ao palco para abrir oficialmente o evento
Representando o presidente Lula, o Ministro da Educação, Fernando Hadadd, participou da cerimônia de abertura do Fórum Mundial de Educação junto com o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, do representante da ONU, Vernor Muñoz e dos representantes do Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação, Pablo Gentille e Moacir Gadotti.
Fernando Haddad iniciou sua fala lembrando aos moradores de Nova Iguaçu que a cidade é uma das 63 do Brasil que abrigará uma universidade pública federal até o fim do ano. Garantiu que muitos funcionários do MEC estarão participando do Fórum para explicar para a populução o Fundeb e outras iniciativas e aprender com as experiências em andamento nas pequenas comunidades.
O representante do Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação, Pablo Gentille, lembrou a todos os presentes que o Fórum não deve ser de lamento, mas de esperança. De discussão sobre caminhos viáveis para mudar a educação.
Para o prefeito Lindberg Farias a apresentação do Nós do Morro lembrou duas chacinas na Baixada Fluminense. No dia 22 de fevereiro de 2005, uma família inteira (sete pessoas) foi executada em Nova Iguacu. No dia 31 de março, outro extermínio. Policiais mataram 29 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados. "Este evento tem que ser um marco para lembrar ao mundo que a Baixada não é lugar para grupos de extermínio", afirmou Lindberg. E prometeu o horário integral nas escolas. Iniciativa louvada pelo Ministro da Educação pouco depois.

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posted by Online @ 7:29 PM
Nós do Morro emociona o público
Nova Iguaçu - Olhares atentos no palco durante apresentação do grupo 'Nós do Morro', no Fórum Mundial de Educação. Uma multidão, inflamada pelo tema em debate, se cala para assistir 'A Revolução dos Anjos', que lembra a história da Chacina da Candelária. Cerca de 100 atores participam da encenação
Homens fortemente armados invadem o palco encapuzados. Crianças dormem no chão. A cada tiro, a violência fica frente à frente com quem vive o problema de perto. "Parece de verdade, estou arrepiada", diz uma estudante. Atrizes interpretando mães surgem pela platéia aos prantos, surpreendendo o público.
A tristeza só deu lugar à alegria com a participação de Tiago Martins, o Tadeu, da novela "Belíssima". O Ator causou frisson, ao interpretar um dos jovens assassinados. No fim, ele e a atriz Roberta Rodrigues leram o texto de abertura do Fórum, que prega a Educação como direito para todos."Escolher entre o bem e o mal é impossível quando só se tem uma opção", frisa Roberta.
No Domingo, o Grito em Favor da Paz, às 8h, lembrará um ano de outra chacina, a da Baixada.
Por Nilton Carauta
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posted by Online @ 7:04 PM
Autoridades ainda não chegaram para abertura do Fórum de Educação
Nova Iguaçu - Os ministros da Cultura, Gilberto Gil, e da Educação, Fernando Haddad, ainda são aguardados para a abertura do Fórum Mundial de Educação. Os dois ainda não chegaram no palco instalado na Via Light. Haddad desembarcou no Rio de Janeiro por volta de 17h30, mas ainda não há informações se já estaria em Nova Iguaçu. Gil fará o encerramento do evento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai participar da cerimônia.
O grupo de teatro Nós do Morro se apresenta logo mais na cerimônia de abertura. Crianças de escolas de Nova Iguaçu também vão exibir esquetes teatrais.
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posted by O DIA ONLINE @ 6:42 PM
Marcha chega ao local de abertura do Fórum Mundial de Educação
Após percorrer cerca de seis quilômetros, a marcha do Fórum Mundial de Educação já chegou às imediações do palco onde será realizada a cerimônia de abertura do evento, em frente à antiga Codeni.


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posted by O DIA ONLINE @ 6:34 PM
Marcha pela Educação já divide participantes


Nova Iguaçu - Como já era esperado, a Marcha pela Educação já se divide entre manifestantes e aqueles que tentam ressaltar a importância do evento e da educação transformadora. Além do grupo que pede o fortalecimento do Fórum e reconhece sua importância, há os que estão aproveitando para criticar os Governos Estadual e Federal. Estudantes da UERJ, Faetec e do Colégio Pedro II, fazem manifestação alertando a população da Baixada para a greve que acontece nestas instituições desde o dia 16 de março. Eles reivindicam melhores condições: menos alunos em sala de aula e reajuste salarial dos professores. A passeata começou a se dividir na Rua Athayde Bento Moraes, esquina com Dom Walmor.
Por Nilton Carauta





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posted by O DIA ONLINE @ 6:29 PM
Marcha pela Educação já soma cerca de cinco mil pessoas
Já são aproximadamente cinco mil pessoas caminhando na Marcha pela Eduacação, que marca o início do Fórum Mundial de Educação. Eles já se encontram entre a sede da Prefeitura e um prédio da Unimed na Via Light, que está fechada nos dois sentidos.
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posted by O DIA ONLINE @ 6:15 PM
Lindberg Farias: 'Fórum vai mudar imagem da Baixada'
Nova Iguaçu - Cerca de uma hora atrás foi realizada uma entrevista coletiva, onde o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ressaltou a importância da realização do Fórum na cidade. Para ele, a Baixada, sempre lembrada pela violência, tem tudo pra caminhar com mais esperança depois do Fórum.

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posted by O DIA ONLINE @ 6:06 PM
Começa a marcha pela educação
Nova Iguaçu - Acaba de começar, às 18h, a marcha pela educação, em direção ao palco principal do evento, na Via Light, em frente à antiga Codeni. Já são quase três mil pessoas, das quais muitos estudantes, basicamente do Ensino Médio.
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posted by O DIA ONLINE @ 6:00 PM
Fórum ganha mascote

O Fórum Mundial de Educação já tem sua mascote. No meio da multidão que se preparara para a marcha de abertura do evento, chama a atenção a bebê Maria Eduarda Bruno, que está em um carrinho com a inscrição "O futuro da educação". A menina, de dez meses, está acompanhada pela avó, a professora Márcia Bruno, de 56 anos.
Márcia ressalta que o evento vai discutir temas de importância para o mundo inteiro. Ela acredita ainda que o Fórum pode sensibilizar os governantes e convencê-los a aumentar os investimentos em educação.
Por Nilton Carauta

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posted by O DIA ONLINE @ 5:55 PM
Marcha pela educação deve começar às 18h
Nova Iguaçu - A marcha pela educação, que vai marcar a abertura oficial do Fórum Mundial de Educação, deve começar às 18h. As pessoas estão concentradas em frente à sede da Prefeitura de Nova Iguaçu, onde estão os representantes do comitê organizador do Fórum; o Ministro da Educação, Fernando Haddad e o prefeito da cidade, Lindberg Farias. A presença do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, não foi confirmada.
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posted by O DIA ONLINE @ 5:53 PM
Prefeito convoca multidão a acompanhá-lo na marcha pela educação
Rio - O prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias acaba de discursar na frente da prefeitura da cidade. Ele convocou a multidão de 2 mil pessoas a acompanhá-lo na passeata rumo ao palco onde haverá a cerimônia de abertura do Fórum Mundial de Educação.
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posted by O DIA ONLINE @ 5:51 PM
Cerca de duas mil pessoas se preparam para a passeata
Nova Iguaçu - Às 17h já havia cerca de duas mil pessoas na porta da Prefeitura de Nova Iguaçu, mas ainda muitos ônibus estão para chegar no local. De lá, partem numa passeata de 6km em direção ao palco principal do evento, na Via Light, esquina com a rua Plínio Casado, em frente à antiga Codeni. Lá haverá a abertura do Forum Mundial de Educação, além de shows com as bandas convidadas durante os próximos três dias de evento.
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posted by O DIA ONLINE @ 5:31 PM
Quarta-feira, Março 22, 2006
Marcha no Centro de Nova Iguaçu abre Fórum
Mais de 15 mil pessoas estão sendo esperadas hoje na Via Light, em Nova Iguaçu, para a Marcha da Educação, evento que marca a abertura do Fórum Mundial da Educação. A concentração será às 17h, na Rua Athayde Pimenta de Moraes, em frente à prefeitura. O Fórum, que tem como tema "Educação Cidadã para uma Cidade Educadora", será realizado de amanhã até domingo no Sesc e em outros 15 pontos da cidade. A marcha, que será aberta ao público, percorrerá as ruas Itacuruçá, Athayde Pimenta de Moraes e Doutor Barros Júnior, até chegar à Via Light, que terá o trânsito interrompido no sentido Comendador Soares. Em seguida, a passeata seguirá na contramão da Via Light até o palco montado em frente à Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). Salete Valesan, do Instituto Paulo Freire, entidade que coordena a organização do evento, explica que a marcha terá como tema a luta pela educação pública de qualidade. Policiais do 20º BPM (Mesquita), bombeiros de Nova Iguaçu, além de agentes da Defesa Civil do município estarão acompanhando a marcha. A Prefeitura de Nova Iguaçu instalou também duas UTIs móveis, que ficarão próximas ao palco. A professora Elza Durão Marins, da rede municipal de Japeri, coordenará oficina sobre "Como transformar sua aula com dinamismo e prazer", no Colégio Monteiro Lobato, em Nova Iguaçu, amanhã. "Espero que o Fórum mude a visão de que na Baixada só tem violência e gente pobre", afirma. Jovelina Ceccon, do Centro de Criação da Imagem Popular (Cecip), que fará oficina sobre projeto de educação popular implantado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, espera que o Fórum ajude na melhoria do ensino. O estudante Carlos André Holanda, 19 anos, também do Cecip, estará no Fórum para trocar experiências sobre políticas pedagógicas.
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posted by O DIA ONLINE @ 11:31 PM
Terça-feira, Março 21, 2006
Via Light será fechada amanhã para a Marcha pela Educação em Nova Iguaçu
A partir de amanhã, o trânsito muda em Nova Iguaçu para a realização do Fórum Mundial de Educação, que será realizado até domingo na cidade. O Sesc será o ponto central do evento, que contará com oficinas, palestras e atividades culturais em diversas escolas, entidades e até praças do município. A principal alteração será na Via Light, que a partir das 16h será interditada no sentido Comendador Soares, para a passagem da Marcha pela Educação, abertura oficial do Fórum.
A marcha sairá do Paço Municipal às 16h e percorrerá as ruas Itacuruçá, Athayde Pimenta de Moraes e Doutor Barros Júnior, que serão fechadas durante a passagem do público. Entre 17h e meia-noite, a Via Light ficará interditada entre a Rua Coronel Francisco Soares e a Estrada Plínio Casado. O trecho também ficará interditado sexta-feira e sábado, das 20h à meia-noite, e domingo, das 9h ao meio-dia. O fechamento é para a realização de shows no palco próximo à Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). O trânsito será desviado pela Rua Rabello Guimarães.
Trânsito alterado perto da Praça Rui Barbosa
Na Praça Rui Barbosa, onde haverá um palco de atividades culturais, o trânsito será interrompido no trecho entre a Avenida Governador Portela e a Rua Luiz Guimarães dias 23 e 24, das 9h às 20h.
A Rua Luiz de Lima, em frente à Vila Olímpica de Nova Iguaçu, ficará interditada entre a Avenida Governador Portela e a Via Light do dia 23 ao dia 26, das 9h às 20h. Na Praça Catatau, próximo ao Instituto de Educação Santo Antônio (Iesa), serão interditadas as ruas Bolívia, Peru e Estados Unidos, dias 23 e 24 das 9h às 19h.
A Prefeitura de Nova Iguaçu colocará 65 guardas municipais para orientar o trânsito. Eles ficarão nos principais pontos da cidade onde acontecerão eventos relativos ao fórum. Também estão sendo colocadas placas indicativas do evento nas principais ruas do Centro.
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posted by Online @ 11:58 PM
Mais de 15 mil inscritos
A dois dias da abertura do Fórum, o comitê de organização já contabiliza mais de 15 mil inscritos, reunindo participantes e conferencistas de 25 países. Hoje, os grupos inscritos poderão obter o credenciamento no Centro de Direitos Humanos (Rua Antonio Wilman 230, bairro Moquetá).
O credenciamento para os participantes individuais (já inscritos) e as novas inscrições serão feitas a partir de amanhã, na Vila Olímpica de Nova Iguaçu (Rua Luiz de Lima 272, Centro) das 9h às 20h. Os preços variam de R$ 10 (grupos) a R$ 70 (individual). Os interessados devem pegar o boleto bancário, pagar a taxa e voltar à Vila Olímpica para obter o credenciamento. Maiores informações pelo telefone 3773-5264. Para facilitar o credenciamento, a organização do Fórum pede que sejam levados comprovante da inscrição paga e documento que comprove a categoria.
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posted by Online @ 6:47 PM
O que é 'Educação Cidadã'?
A concepção de educação cidadã está intimamente ligada ao "Movimento pela Escola Cidadã", nascido no Brasil no fim da década de 80 e fortemente enraizado na educação popular e comunitária.
Escola Cidadã é a concepção e a prática da educação para e pela cidadania, que, sob difrentes denominações, são realizadas em diversas regiões do país.
O movimento está associado a uma concepção pedagógica cada vez mais consolidada, inspirada, direta ou indiretamente, no pensamento e prática do educador brasileiro Paulo Freire.
Os educadores estão agregando a educação a espaços públicos da cidade _ ruas, praças, cinemas, bibliotecas, teatros, igrejas, restaurantes e lojas, entre outros. A escola deixa de ser um lugar abstrato para inserir-se definitivamente na "vida da cidade" e se transformar em um novo território de construção de cidadania. A escola cidadã supõe a existência de uma cidade educadora.
Uma escola é cidadã e uma cidade é educadora quando existe diálogo entra a escola e a cidade.
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posted by O DIA ONLINE @ 12:37 PM
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