Natal: uma história cheia
de contrastes
Época boa para refletir e renovar esperanças
nos corações
Neusa Oliveira
Este é um período de controvérsias: alguns adoram,
outros viram a cara dizendo que os festejos viraram mais uma data comercial,
alguns ficam extremamente felizes e outros entram em depressão,
mas o fato é que o Natal está aí com suas luzes,
festas e cores.
A cidade está repleta de anjos, laços, luzes, sinos, cores
e tantos outros símbolos. Nos shoppings papais noéis estão
a postos para fazer o papel de confidentes e ouvir os pedidos das crianças.
Apesar de todo o encanto, várias interrogações
nos vêm à cabeça: como e quando surgiu o Natal?
De acordo com a Bíblia, os festejos natalinos vieram com o nascimento
de Jesus Cristo, há 2004 anos, quando os anjos anunciaram a chegada
à Terra daquele que seria o salvador da humanidade, em Belém.
Nas proximidades de Jerusalém, atual palco dos conflitos entre
judeus e palestinos. As escrituras dizem também que o fato do
menino ter nascido naquela região foi um acidente.
Segundo o Novo Testamento, quem governava o Império Romano na
época era Augusto e todo ano era feito um censo da população
para saber de quem e sobre o que iria cobrar impostos. Foi quando José
partiu numa longa viagem da cidade de Nazaré para Belém
levando sua mulher Maria, que estava grávida. Conta a Bíblia
que ao chegar ao seu destino já era hora de Maria dar à
luz e como todas as estalagens estavam lotadas, eles acabaram por se
abrigar numa manjedoura, com os animais, onde Jesus nasceu.
Os primeiros a saberem de seu nascimento foram alguns pastores que vigiavam
e protegiam os rebanhos à noite. Um anjo contou-lhes e eles foram
ao local indicado confirmar a notícia, espalhando assim a novidade.
Pouco depois, os três reis foram visitar o recém-nascido,
naquele lugar pobre, levando presentes de boas-vindas. Daí surgiram
os festejos natalinos para comemorar o aniversário de nascimento
do
Cristo Redentor. Mas a história não é tão
simples assim, existem outras versões em torno do nascimento
do pequeno salvador. Há divergências sobre a data e até
sobre a estação do ano na qual ocorreu o nascimento. Elas
podem ser encontradas até nos evangelhos.
Cientistas também já especularam a respeito desse fato
e sobre a estrela que, segundo o Novo Testamento, guiou os reis magos.
De acordo com eles, não era uma simples estrela guia e sim um
cometa, no entanto, nada ficou provado e o fenômeno de uma luz
brilhante que indicava o caminho até a criança é
a que prevalece. E para chegar a data do nascimento de um menino que
veio para salvar a Humanidade dos seus pecados, são outras mil
e uma histórias, mas a que permanece é a baseada na idéia
de que Cristo teria morrido no dia 25 de março, sendo assim ele
teria sido concebido na mesma data, uma vez que todas as datas em torno
da sua vida teriam que ser redondas.
Assim sendo, de 25 de março a 25 de dezembro têm-se exatos
nove meses, sendo esta a justificativa perfeita para a data escolhida
para o nascimento de Jesus Cristo. Mesmo sendo a celebração
do aniversário de Cristo, os festejos natalinos só se
tornaram populares há aproximadamente 300 anos e as primeiras
comemorações foram registradas na Turquia no século
II. O período de festas ia de 25 de dezembro a 6 de janeiro,
conhecido antigamente como Éphifania, data em que se comemora
o Dia dos Santos Reis, dia 6 de janeiro. Porém, o dia 25 de dezembro
só se tornou feriado nacional no ano de 529, quando assim o declarou
o imperador Justiniano. Desde então, nesta época do ano,
as árvores, bolas, meias e outras tradições ganham
os tons dos festejos natalinos, enchendo de graça e alegria as
casas, lojas e ruas pelo mundo a fora.