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A dona da ceia
Cláudia Raia planeja seu Natal durante
meses: tem Papai Noel à meia-noite e até javali na festa organizada pela
atriz
15/12/2005
Os
preparativos para o Natal começam cedo na casa de Cláudia Raia, na Barra
daTijuca. Com meses de antecedência, a mãe de Enzo, 8 anos, e Sofia, 2
anos, é quem dá o pontapé inicial na organização da festa familiar. Além
dos pratos típicos da ceia natalina, também tem espaço para carne de javali
e de porco, vindos de Belo Horizonte e São Paulo, especialmente para a
festa da atriz.
"Uma conhecida minha de BH faz uma perna de javali incrível, sempre encomendo.
E mando trazer de São Paulo uma leitoa pré-assada do Sérgio Arno. É ótima",
conta. "Sou uma festeira inveterada, adoro Natal. As festas sempre são
na minha casa e bem animadas. Organizo tudo. Passo meses pesquisando o
menu com a minha cozinheira".
Mas não é apenas o cardápio que ganha destaque
na casa da atriz. "Contratamos um Papai Noel para as crianças. É um sonho
tão lindo, faço o possível para cultivar isso neles. Acreditei até uns
10 anos, mas sempre tem alguém desagradável para contar a verdade. Quando
soube, achei uma sacanagem", diverte-se.
O alto-astral da atriz contagia quem
está por perto. Sorridente, apaixonada e de bem com a vida, Cláudia se
desmancha ao falar sobre o marido, Edson Celulari, com quem está casada
há 11 anos, e sobre os filhos. "Eu não imaginava que seria uma mãezona,
pois nunca fui daquelas pessoas que sonhavam ter filhos. Quando conheci
o Edson, percebi que ele era o amor da minha vida. O desejo de ser mãe
veio após 5 anos juntos. Era a hora de celebrar o nosso amor", lembra
a atriz, que planeja engravidar outra vez. "Quero muito ter mais um filho.
Agora estou na novela e ainda tem um musical que pretendo fazer ano que
vem, vai ficar para depois disso. Mas eu e o Edson desejamos mais um."
O tempo livre para curtir a família
tem sido cada vez mais curto por conta das gravações de "Belíssima". É
durante os intervalos que a intérprete de Safira consegue falar com os
filhos e organizar as malas deles por celular para uma rápida viagem à
Disney com o pai, por exemplo. Circula pelo Projac atenta aos dois celulares
para não perder nenhuma ligação de casa.
"JURAVAM QUE MEU CASAMENTO NÃO RESISTIRIA A LURDINHA"
"Nós nos falamos várias vezes por dia. Tem dias que não os encontro acordados
quandovolto, mas eles sempre me ligam para dar boa noite antes de dormir",
diz. Após 25 anos de carreira, 23 deles na Globo, Cláudia sente o gostinho
de ser mãe na ficção pela primeira vez. "Nunca pude exercitar meu lado
materno em outros papéis e estou estreando logo com três filhos. Claro
que o ator tem que estar preparado para tudo, mas quando você sabe do
que se trata na vida real, tem outra dimensão", explica a veterana.
Em casa, não é só o marido que admira o trabalho da amada. Enzo é fã de
carteirinha da mãe. Ele acompanha a novela sempre que pode, mas se os
pais o proíbem de assistir a algum trecho, obedece sem criar problemas."
Quando tem cenas que ele não pode ver, eu aviso e ele sai da sala sem
perguntar. Acho que não precisa ver, apesar de ele saber como funciona
a carreira dos pais. Só que ele tem 8 anos, pode ficar no subconsciente",
diz.
As cenas em questão são os encontros
calientes entre Safira e o mecânico Pascoal, vivido por Reynaldo Gianecchini,
na oficina, onde ela aparece de lingerie e aos beijos com o rapaz. "Sempre
há um constrangimento para gravar essas cenas. Mas esses tórridos encontros
aparecem de forma elegante na história e agradam ao público. Mexe com
as fantasias sexuais das pessoas", acredita a atriz.
Mas engana-se quem pensa que assistir
a essas cenas incomodam Edson. Depois de ser o centro das atenções na
pele do tio Glauco, fazendo par romântico com Cleo Pires, a Lurdinha de
América, agora é a vez de Cláudia e Gianecchini darem o que falar.
"As pessoas ficam especulando. Uma vez
uma repórter me disse que em São Paulo a imprensa jurava que meu casamento
não resistiria a Lurdinha. Quem disse isso? Torcemos um pelo outro", avisa.
"Mas posso dizer que é ótimo contracenar com o Giane, que tem uma beleza
de príncipe, nos divertimos à beça e ele é um querido. E em casa eu também
tenho um homem lindo, o meu companheiro. Acho que estou com sorte", diz,
aos risos.
Cláudia e Edson vivem numa eterna lua-de-mel.
Sempre que um fala sobre o outro, os olhos brilham e o sorriso toma conta
do rosto. Longe de quererem ser um casal padrão, os atores encontraram
a receita da felicidade nas coisas simples da vida. Porém, com muitas
surpresas." São mínimas coisas que fazem a diferença. Um bilhetinho, uma
flor, um presente, dormir uma noite fora de casa, uma viagem. O segredo
é querer estar juntinho e surpreender o outro. Mas não existem os dez
mandamentos para se encontrar um grande amor", diz ela.
"Até porque acho que a nossa relação
é o encontro de almas, de vidas, de amor", acrescenta. Mas como todo casal,
Cláudia e Edson também precisam driblar as dificuldades do dia-a-dia.
"A gente se entende, queremos estar juntos. Mas lutamos por isso. Não
é fácil para um casal com filhos, com o trabalho e tudo mais. É uma luta
constante, onde a disponibilidade, o respeito e a educação são fundamentais.
E o Edson é extremamente educado no amor".
SORTE NO AMOR
Se na vida real a atriz teve sorte no
amor, na ficção sua personagem não teve muita. Recém-separada de Takai
(Carlos Takeshi), Safira já caiu nos braços do mecânico Pascoal, mas morre
de ciúme do amor do rapaz por Vitória, vivida por Cláudia Abreu. No caso
de Cláudia, que foi casada por apenas três anos com o ator Alexandre Frota
(a união, cheia de pompas, foi em 86), o romance com Celulari começou
quando contracenaram em Deus Nos Acuda (1992). Dar vida à fogosa Safira
não é novidade para a atriz. Ela já interpretou tipos parecidos, como
a personagem-título da série "Engraçadinha", a Mina, de "O Beijo do Vampiro",
e a inesquecível Tancinha, de "Sassaricando". Dona de curvas perfeitas
no alto de seus 1,80m, a atriz nunca se incomodou em ser tachada de mulherão.
"Mas também quero ter a oportunidade de fazer um Tonhão ( TV Pirata),
ou uma nordestina desdentada. Gosto de fazer personagens feios também
e adoro fazer vilã. Pretendo fazer muitas", avisa.
Para manter o corpo e a saúde em dia,
Cláudia faz um treinamento de atleta, que inclui aulas particulares de
balé com a professora Chica Timbó e corrida e musculação com o personal
trainer Tonhão. E nem as longas horas dedicadas ao trabalho prejudicam
a rotina da atriz. "Cada dia malho num horário diferente. Às vezes até
meia-noite. Combino os horários mais incríveis com a Chica. Quando o Tonhão
está em São Paulo, me orienta por telefone. O meu corpo pede. É por questão
de saúde, mais do que estar gorda ou magra, ou de bumbum levantado", garante
a atriz, prestes a completar 39 anos, dia 23. "Sou capricorniana, persistente.
Tive minha fase de patinho feio, mas não acho que fiquei tão bonita assim.
Foi uma junção de coisas que me fez uma mulher interessante. Já recebi
o título de Musa do Verão; com essa cor!", conta Cláudia, que na família
era conhecida pelo apelido de Fanguinho. "Eu amo frango e sempre tinha
que ter um só para mim nos almoços. Não sobrava para ninguém, comia tudo",
revela.
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