A Petrobras tem peso fundamental
na economia nacional.
O Plano de Negócios
2007-2011 da empresa prevê
que 66% dos investimentos
relacionados aos projetos do
País vão privilegiar o mercado
fornecedor doméstico, o
que vai resultar na média de
US$ 10 bilhões por ano. O
papel da estatal no Programa
de Aceleração do Crescimento
(PAC) é igualmente
robusto. Dos US$ 87,1 bilhões
que vai investir nos
próximos cinco anos, US$ 75
bilhões serão no Brasil — o
que representa 86%.
“Em 2006, os gastos com
bens atingiram US$ 3,45 bilhões
no País, o que significa
88% do total, enquanto o
montante desembolsado no
setor de serviços ficou em
US$ 11,6 bilhões, com 77%
do bolo”, citou o presidente
da estatal, José Sérgio Gabrielli
de Azevedo, ao apresentar
o painel “A Influência
da Petrobras no crescimento econômico brasileiro e do
Estado do Rio de Janeiro”. O
Rio ficou com 36% dos gastos
com bens — US$ 1,3 bilhão.
No setor de serviços, os
US$ 6,3 bilhões deixados no
estado representaram 56%
do total gasto com os outros
entes da federação.
Dos projetos no País, a Petrobras destinará US$ 31,2 bilhões ao Rio. O valor representa 42% de tudo o que será investido. Entre os principais empreendimentos, está o Complexo Petroquímico de Itaboraí e São Gonçalo (que sediará o centro de inteligência). O Comperj prevê investimentos de R$ 21 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões até 2010. A obra vai empregar, direta e indiretamente, 212 mil pessoas.
Quando entrar em operação, provavelmente em 2012, serão geradas 50 mil vagas. “O impacto será ampliado pela revolução tecnológica do Comperj, que vai processar o óleo pesado nacional. A petroquímica tradicionalmente é baseada na nafta”, explicou Gabrielli.
Outro projeto de grande porte que o Rio vai receber é uma das plantas de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL), com capacidade de 14 milhões de metros cúbicos: “Está previsto para entrar em operação em julho do ano que vem, principalmente para dar suporte às usinas termelétricas”.
Para preparar o setor industrial com objetivo de atender à demanda, a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) criou o Fórum Metal-Mecânico e Segmentos Afins. Segundo o vice-presidente da Firjan, Raul Eduardo David de Sanson, o fórum vem sendo a frente de trabalho conjunto com a Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) e o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural): “Nosso desafio é colocar a indústria nacional como grande distribuidora de bens e serviços para a cadeia. Não só para atender às enormes demandas de nossos mercados, mas para sermos competitivos e de ponta em um cenário internacional e altamente sofisticado”.
ENERGIAS RENOVÁVEIS - DESTAQUE PARA BIODIESEL E ÁLCOOL
O biodiesel tem tido
grande impacto na mudança
da forma de pensar e
produzir combustível. A Petrobras
vem se estruturando
para instalar unidades
em Candeias (BA), Montes
Claros (MG) e Quixadá
(CE), com capacidade de
produzir 50 mil toneladas
por ano, cada uma, envolvendo
R$ 570 milhões. “A
Petrobras comprará 100%
da produção por meio de
leilões da Agência Nacional
do Petróleo (ANP) até
2008. Esperamos já estar
produzindo o biodiesel até
o ano que vem”, disse José
Sérgio Gabrielli, presidente
da companhia.
A empresa patenteou um outro processo tecnológico para produção de diesel nas refinarias convencionais, utilizando a mistura de petróleo com óleos vegetais, o H-Bio. A tecnologia foi desenvolvida pelo Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento).
Em 2007, esse processo será implantado em quatro refinarias, emMinas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo: “O óleo vegetal, combinado ao hidrogênio, produz diesel emvolume considerável, ajudando no esforço mundial de redução das mudanças climáticas”. Gabrielli também adiantou que está em fase inicial a implantação de projetos do Corredor de Exportação de Álcool — alcoolduto que interligará grandes centros produtores do Sudeste e Centro- Oeste com terminais marítimos no Rio.
Para ampliar os resultados
de pesquisa e desenvolvimento,
com foco na tecnologia
de combustíveis renováveis,
a Petrobras vai investir
mais. De 1999 a
2005, o Cenpes recebeu
US$ 200 milhões. De 2006
a 2010 —ou seja, com dois
anos a menos—, serão
US$ 260 milhões. A área
destinada aos laboratórios
passará de 122 mil metros
quadrados para 302 mil.
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