Pagina Inicial
Livre do risco de apagao
Estatal injetará US$ 31 bilhões no Rio
Obstáculos que ainda precisam ser superados
Desafios para consolidar as metas de crescimento
Petróleo dá gás ao estado
veja as fotos do seminário
 


Notícias

Estatal injetará US$ 31 bilhões no Rio

Nos próximos cinco anos, estado será o principal destino dos investimentos no País, com 42% dos recursos



A Petrobras tem peso fundamental na economia nacional. O Plano de Negócios 2007-2011 da empresa prevê que 66% dos investimentos relacionados aos projetos do País vão privilegiar o mercado fornecedor doméstico, o que vai resultar na média de
US$ 10 bilhões por ano. O papel da estatal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é igualmente robusto. Dos US$ 87,1 bilhões que vai investir nos próximos cinco anos, US$ 75 bilhões serão no Brasil — o que representa 86%.

“Em 2006, os gastos com bens atingiram US$ 3,45 bilhões no País, o que significa 88% do total, enquanto o montante desembolsado no setor de serviços ficou em US$ 11,6 bilhões, com 77% do bolo”, citou o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, ao apresentar o painel “A Influência da Petrobras no crescimento econômico brasileiro e do Estado do Rio de Janeiro”. O Rio ficou com 36% dos gastos com bens — US$ 1,3 bilhão. No setor de serviços, os US$ 6,3 bilhões deixados no estado representaram 56% do total gasto com os outros entes da federação.

 

Dos projetos no País, a Petrobras destinará US$ 31,2 bilhões ao Rio. O valor representa 42% de tudo o que será investido. Entre os principais empreendimentos, está o Complexo Petroquímico de Itaboraí e São Gonçalo (que sediará o centro de inteligência). O Comperj prevê investimentos de R$ 21 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões até 2010. A obra vai empregar, direta e indiretamente, 212 mil pessoas.

 

Quando entrar em operação, provavelmente em 2012, serão geradas 50 mil vagas. “O impacto será ampliado pela revolução tecnológica do Comperj, que vai processar o óleo pesado nacional. A petroquímica tradicionalmente é baseada na nafta”, explicou Gabrielli.

 

Outro projeto de grande porte que o Rio vai receber é uma das plantas de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL), com capacidade de 14 milhões de metros cúbicos: “Está previsto para entrar em operação em julho do ano que vem, principalmente para dar suporte às usinas termelétricas”.

 

Para preparar o setor industrial com objetivo de atender à demanda, a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) criou o Fórum Metal-Mecânico e Segmentos Afins. Segundo o vice-presidente da Firjan, Raul Eduardo David de Sanson, o fórum vem sendo a frente de trabalho conjunto com a Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) e o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural): “Nosso desafio é colocar a indústria nacional como grande distribuidora de bens e serviços para a cadeia. Não só para atender às enormes demandas de nossos mercados, mas para sermos competitivos e de ponta em um cenário internacional e altamente sofisticado”.

 

ENERGIAS RENOVÁVEIS - DESTAQUE PARA BIODIESEL E ÁLCOOL

O biodiesel tem tido grande impacto na mudança da forma de pensar e produzir combustível. A Petrobras vem se estruturando
para instalar unidades em Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE), com capacidade de produzir 50 mil toneladas por ano, cada uma, envolvendo R$ 570 milhões. “A Petrobras comprará 100% da produção por meio de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) até 2008. Esperamos já estar produzindo o biodiesel até o ano que vem”, disse José Sérgio Gabrielli, presidente da companhia.

 

A empresa patenteou um outro processo tecnológico para produção de diesel nas refinarias convencionais, utilizando a mistura de petróleo com óleos vegetais, o H-Bio. A tecnologia foi desenvolvida pelo Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento).

 

Em 2007, esse processo será implantado em quatro refinarias, emMinas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo: “O óleo vegetal, combinado ao hidrogênio, produz diesel emvolume considerável, ajudando no esforço mundial de redução das mudanças climáticas”. Gabrielli também adiantou que está em fase inicial a implantação de projetos do Corredor de Exportação de Álcool — alcoolduto que interligará grandes centros produtores do Sudeste e Centro- Oeste com terminais marítimos no Rio.

 

Para ampliar os resultados de pesquisa e desenvolvimento, com foco na tecnologia de combustíveis renováveis, a Petrobras vai investir mais. De 1999 a 2005, o Cenpes recebeu US$ 200 milhões. De 2006 a 2010 —ou seja, com dois anos a menos—, serão US$ 260 milhões. A área destinada aos laboratórios passará de 122 mil metros quadrados para 302 mil.

Realização:   Grupo O Dia

O credenciamento para cobertura jornalística do Seminário está a cargo da Holofote Comunicação,
e acontece até o dia 28/01, com Claudio Hollanda (claudio@holofote.com) e Claudia Kucharsky (claudia@holofote.com). Informações: (21) 2556-2393