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Livre do risco de apagao
Estatal injetará US$ 31 bilhões no Rio
Obstáculos que ainda precisam ser superados
Desafios para consolidar as metas de crescimento
Petróleo dá gás ao estado
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Notícias

Desafios para consolidar as metas de crescimento

Indústria do petróleo se destaca com participação em projetos de maior impacto econômico em todo o País e, especialmente, no Rio. Investimentos da Petrobras superam R$ 170 bilhões.


Um Brasil que Cresce. Superadas as incertezas da economia que, por décadas, concentrou energias e esforços na conquista da estabilidade, do controle da inflação e da confiança, a discussão sobre o tão aguardado desenvolvimento tomou conta do País. O seminário promovido pelo Grupo O DIA de Comunicação, patrocinado pela Petrobras, reuniu, no Rio, especialistas para discutir o tema que ganhou maior dimensão após a apresentação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na semana passada.


O setor de petróleo ganha destaque no debate, com a participação nos projetos de maior impacto econômico em todo o País e, especialmente, no Estado do Rio de Janeiro. Projeções da Petrobras para os próximos cinco anos indicam a manutenção de 840 mil empregos diretos e indiretos atrelados à indústria petrolífera — boa parte deles no Rio. O PAC prevê a participação da estatal em 183 projetos, alguns já em andamento, com o investimento de R$ 171,1 bilhões.

O encontro foi aberto pela diretora-presidente do Grupo O DIA de Comunicação, Gigi Carvalho, que ressaltou o momento oportuno: “Bem-estar, segurança, educação, distribuição de renda e aumento das oportunidades são temas discutidos em toda a sociedade, após o lançamento do PAC”.


O seminário contou com a presença do diretor de Infra-Estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Wagner Bittencourt de Oliveira, para abordar o papel do BNDES no financiamento dos empreendimentos do PAC. O banco de fomento vai reduzir o spread (lucro do intermediário nas operações de financiamento) nos principais segmentos abordados pelo programa: energético, logística, ferroviário e desenvolvimento urbano.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Raul Eduardo David de Sanson, falou sobre como a indústria nacional está se preparando para acompanhar a expansão das petrolíferas nesta fase de crescimento do País e, especificamente, do Rio. O governador Sérgio Cabral destacou o papel do estado no desenvolvimento do País. Coube ao economista do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) Paulo Mansur Levy abordar obstáculos a serem superados.

 

FINACIAMENTO, PARCERIAS E METAS

O PAPEL DE CADA UM DOS SETORES

WAGNER BITTENCOURT DE OLIVEIRA, diretor do BNDES — “O BNDES reduziu, em média, em 28% as tarifas para financiamentos que darão suporte ao PAC”.


RAUL EDUARDO DAVID DE SANSON, vice-presidente da Firjan —
“A Firjan planeja fazer investimento de R$ 30 milhões na sede do Centro de Formação Profissional de Macaé”.


PAULO MANSUR LEVY, diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea — “Muitos avanços foram feitos, mas há questões centrais que ainda não foram abordadas pelo PAC”.


JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI, presidente da Petrobras —
“Nos anos 50, o Brasil importava petróleo. Hoje, a meta é produzir 20% acima do consumo doméstico”.


SÉRGIO CABRAL, governador do Rio — “O desenvolvimento do estado passa por esta casa, a Petrobras”.

Atuação decisiva outra vez

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, afirmou, em seu discurso de abertura no seminário, que o País vive momento muito semelhante ao da fundação da estatal, nos anos 50. “A Petrobras surgiu em um momento em que as questões fundamentais para o Brasil eram crescer, inserir-se de forma soberana no mundo e definir condições de qualidade para o povo brasileiro. O movimento ‘O petróleo é nosso’ era a forma de assegurar isso. E, 53 anos depois, o Brasil é diferente da década de 50”, ilustrou.

Ele destacou que, hoje, o quadro é bem distinto: auto-suficiência de petróleo, solução de grandes problemas macroeconômicos do País, tranqüilidade cambial e sinalização de redução da taxa básica de juros. “Nós temos um programa (PAC) articulado pelo governo federal com um volume de investimentos significativos e impacto estimulador do crescimento. A Petrobras tem orgulho de participar da iniciativa de O DIA e trazer, novamente, para a agenda social brasileira a temática do desenvolvimento econômico”, declarou Gabrielli.

Realização:   Grupo O Dia

O credenciamento para cobertura jornalística do Seminário está a cargo da Holofote Comunicação,
e acontece até o dia 28/01, com Claudio Hollanda (claudio@holofote.com) e Claudia Kucharsky (claudia@holofote.com). Informações: (21) 2556-2393