O setor de petróleo foi responsável por 34,4% da arrecadação de impostos do Estado do Rio em 2006 — levando em conta apenas o segmento de exploração e produção de petróleo, sem contar os resultados obtidos com a atividade de refino. No ano passado, isso representou R$ 14,482 bilhões em participações especiais, royalties e ICMS.
O governador Sérgio Cabral abriu o discurso no seminário ‘Um Brasil que Cresce’ afirmando que o desenvolvimento do Rio depende da Petrobras. “O Complexo Petroquímico da Petrobras (Comperj) injetará R$ 8,2 bilhões em uma região estratégica do estado. Há 1,8 milhão de pessoas no entorno de Itaboraí e São Gonçalo. A iniciativa deverá gerar centenas de filhotes e milhares de empregos”, destacou Cabral.
Ele também ressaltou a importância da indústria petrolífera na recuperação do setor naval, que hoje emprega 15 mil pessoas. As plataformas P-51, P-52 e P-54 estão sendo construídas em estaleiros do estado — as duas primeiras em Angra dos Reis (Brasfels) e a última em Niterói (Mauá-Jurong).
ARCO RODOVIÁRIO
Além dos projetos que envolvem a Petrobras, Cabral citou a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CST), uma parceria da Companhia Vale do Rio Doce com a alemã Thyssen, e a construção do Arco Rodoviário como empreendimentos de grande impacto para o desenvolvimento do Rio. O arco parte do Porto de Sepetiba, contorna a Baía de Guanabara, cruza a Via Dutra e chega à BR-040. A obra — reivindicação antiga do empresariado do estado — faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo federal.
“Essa obra é indutora do crescimento. Nós já temos um estudo de plano diretor para o desenvolvimento econômico daquela região”, afirmou o governador.
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