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Presidente da Liesa sugere criação de feriado em homenagem ao Dia Nacional do Samba
Zeca Pagodinho está angustiado com opção da filha pelo rock. Sobrinha de Alcione gosta da cantora Pitty Rio - O Canecão foi palco na noite desta segunda-feira de um verdadeiro butequim do Carnaval. Em homenagem ao Dia Nacional do Samba, comemorado na última sexta-feira, dia 2 de dezembro, a Liga Independente das Escolas de Samba decidiu fazer uma festa fechada para as escolas. Durante a festa, o presidente da Liesa revelou uma idéia futura para o Dia Nacional do Samba. "Pela importância do samba para o Brasil, o dia 2 de dezembro deveria ser feriado nacional. O samba extrapolou o limite da música e virou símbolo da nacionalidade brasileira", revelou Aílton Guimarães Jorge, o presidente da Liesa. Nos anos anteriores, a Liga comemorava o Dia Nacional do Samba com o lançamento do CD oficial do Grupo Especial, porém este ano, os dirigentes levaram a festa do CD para a quadra da Beija-Flor, tricampeã do carnaval, e fizeram um evento focalizado no samba de raiz no Canecão. Os tradicionais bambas compareceram em massa. A música cantada não foi nenhum samba-enredo, mas um conjunto de obras dignas de um povo, que constrói sua identidade através da música. Arlindo Cruz, Monarco, Mauro Diniz, Beth Carvalho, Jorge Aracão, Alcione e Zeca Pagodinho foram as estrelas da noite. Todas as 14 agremiações do Grupo Especial também compareceram. "Quem diria que o samba estaria comemorando seu dia em uma grande casa de shows. É um orgulho poder chegar no Canecão e mostrar um pouco da raiz brasileira", comentou Elmo José dos Santos, Diretor de Carnaval da Liesa. A alegria de todos os sambistas foi interrrompida, quando o apresentador Jorge Perlingeiro comentou em tom de brincadeira com Zeca Pagodinho sobre a preferência da filha do cantor para o rock. "Já comprei até ingresso para ela se divertir em shows de rock", disse Zeca, que explicou que sua filha não gosta do ritmo pesado. "Na verdade, ela aprecia o rock brasileiro", comentou em tom de angústia. Quem também tem na família uma parente roqueira é a Marrom. "Minha sobrinha adora a Pitty. É o mundo moderno", disse Alcione. Enquanto os parentes estão caminhando para o lado do rock, Zeca Pagodinho e Alcione não trocam o som de um cavaquinho, surdo e tamborim por nada no mundo. "Estou muito bem aqui. Tenho minha cerveja e estou ouvindo música de qualidade", contou Zeca. No butequim da Liesa, os artistas cantaram clássicos do samba brasileiro. As rainhas de bateria Viviane Araújo da Mocidade, Adriana Perett (Vila Isabel), Fábia Borges (Unidos da Tijuca) e Quitéria Chagas (Império Serrano), eram as damas de companhia dos sambistas no palco. Raíssa Oliveira, rainha da bateria da Beija-Flor, estava vestida com um longo preto e arrancou um olhar curioso de Zeca Pagodinho. O público foi ao delírio com Coisinha do Pai, Pedra 90, Cadê meu amor? e outras músicas, que embalam os corações dos sambistas. Nenhum dos cantores cobrou cachê para cantar no evento. "Aqui temos a seleção brasileira do samba", comentou o presidente da Liesa, Aílton Guimarães Jorge, que foi homenageado por todos os presidentes da Liga com a entrega de um troféu por parte do vice-presidente Jorge Castanheira. "É o reconhecimento para uma pessoa que trabalha para o bem do carnaval. Todos na Liga sabem do entusiamo e da credibilidade que o Capitão Guimarães traz para o Carnaval", disse o vice-presidente da Liesa, Jorge Castanheira, que ficou visivelmente emocionado.
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