Praça General Tibúrcio, 80, Praia Vermelha. Tel: 2546 7007
Site: www.ime.eb.br

Localizado em um dos pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, na Praça General Tibúrcio, na Praia Vermelha, o Instituto Militar de Engenharia (IME) tem história para contar. Sua criação remonta ao século XVIII, mais especificamente ao ano de 1792, quando foi instalada na cidade do Rio de Janeiro a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho. Essa foi a primeira escola de engenharia das Américas e a terceira do mundo, sendo instalada na Casa do Trem de Artilharia, na Ponta do Calabouço, onde hoje funciona o Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio. O objetivo era formar oficiais das Armas e Engenheiros para o Brasil-Colônia. A Real Academia foi a base para a implantação da Academia Real Militar, criada em 23 de abril de 1811.

A Academia Real Militar mudou de nome quatro vezes até se chamar Escola Central, em 1858. Além de Oficiais do Exército, a Escola formava engenheiros militares ou civis, sendo a única existente no Brasil. Em 1874, a Escola Central desligou-se das finalidades militares, passando a formar exclusivamente engenheiros civis. A formação de engenheiros militares, assim como a de oficiais em geral, passou a ser realizada na Escola Militar de Engenharia da Praia Vermelha. Em 1930, a Escola passou a funcionar na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, onde hoje está o Batalhão de Polícia do Exército. Três anos depois, mudou a denominação para Escola Técnica do Exército. Após ficar alguns anos no Centro, a Escola instalou-se, em 1942, no atual prédio da Paria Vermelha.

Só em 1959 nasceu o atual Instituto Militar de Engenharia, da fusão da Escola Técnica do Exército com o Instituto Militar de Tecnologia. Atualmente, o IME forma oficiais engenheiros da ativa e da reserva, sendo que o curso tem duração de cinco anos. Além disso, o Instituto também admite engenheiros(as) formados(as) em instituições civis. Após um ano de curso, esses profissionais ingressam no Quadro de Engenheiros Militares.

O ano de 1997 foi marcado pela entrada de mulheres no Instituto, tanto para as que estavam terminando o segundo grau, quanto para engenheiras já formadas.