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Ainda é cedo para uma avaliação



 
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Carlos Alberto Torres

Após a Copa de 1970, Carlos Alberto deixou o Santos e retornou ao Rio de Janeiro. Em 1971, vestiu a braçadeira de capitão do Botafogo, saindo depois para o Flamengo.

Logo após abandonar as quatro linhas, Carlos Alberto passou a ser técnico de futebol.Seu melhor momento foi em 1983, quando conquistou o título de campeão brasileiro com o Flamengo. De lá para cá, teve algumas passagens por grandes clubes como Botafogo e Corinthians, além de equipes pequenas, como o América-RJ

Jairzinho

No final da década de 50 a família Ventura trocou o município de Duque de Caxias pelo Rio de Janeiro. O endereço escolhido acabou influenciando no futuro de seu membro mais famoso. Morando na rua General Severiano, nada mais natural que o menino Jair Ventura Filho começasse a freqüentar o Botafogo, que ficava ao lado de sua casa.

Não demorou muito para que ele fizesse um teste nas categorias de base do Glorioso e começasse a defender as cores alvinegro. Em 1965, acabando de sair do juvenil, Jairzinho recebeu uma missão praticamente impossível: ser o substituto de Garrincha no Botafogo. No entanto, ao invés de tremer ou decepcionar, o garoto de 19 anos encheu os olhos dos torcedores.

Revelado em General Severiano, Jairzinho herdou e honrou a camisa 7 de Garrincha no Botafogo, na segunda metade dos anos 60 e início dos 70. No Mundial do México, em 1970, foi o artilheiro do Brasil, com 7 gols (marcando em todas as partidas), e ganhou o apelido de "Furacão da Copa", por sua velocidade e disposição. Em 404 partidas pelo Botafogo, marcou 189 gols, conquistando o bi-bi do Campeonato Carioca e da Taça Guanabara (1967/68) e dois Torneios Rio-São Paulo (1964 e 1966). Disputou três Copas do Mundo (66, 70 e 74) e foi campeão uma vez (1970).

Paulo Valentim

Paulinho Valentin foi para o Botafogo levado pelo técnico João Saldanha para tentar um título, o que o time não conquistava desde 1948, ele veio para o Botafogo em 1952, depois de uma curta passagem pelo Atlético Mineiro.

Jogou no Botafogo até 1960, quando foi vendido para o Boca Juniors. Depois jogou no México e foi treinador de um time juvenil na Argentina. Mas já estava pobre e doente, devido ao excesso de fumo e bebida, ele veio a falecer em 1983.

Garrincha

O primeiro jogo de Garrincha com a camisa do Botafogo aconteceu no dia 21 de junho em um amistoso contra o Avelar. O placar: 1 a 0, gol de Garrincha. Na volta da excursão, o preparador físico Paulo Amaral, responsável pela equipe mista, colocaria em seu relatório que o jogador tinha um único defeito: driblava demais!

Em um dos jogos, Garrincha driblou o time inteiro, mas deu a bola para um companheiro marcar o gol. Todos ficaram estupefatos. Por que ele mesmo não marcara? Ninguém sabia ainda que para o Anjo das Pernas Tortas a alegria estava apenas em driblar. No exame médico ficou constatado que o jogador tinha o joelho direito virado para dentro e o esquerdo virado para fora, um deslocamento na bacia, a perna esquerda seis centímetros mais curta que a direita e era ligeiramente estrábico.

Para muitos, Garrincha foi o mais habilidoso jogador de futebol que já existiu. Dono de uma incrível capacidade de driblar, ele é o símbolo máximo do Botafogo em sua história. Após tentar a sorte e ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão (por causa de suas pernas tortas e do desvio que tinha na coluna), Garrincha foi treinar no Botafogo.

Vítima de cirrose hepática, morreu no Rio de Janeiro em 1983. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro. O verdadeiro nome de Garrincha era Manuel dos Santos.

Mauro Galvão

Jogador habilidoso, com 15 anos começou a se destacar no time e foi convidado para atuar na turma de garotos de 17/18 anos do Tricolor gaúcho, o Grêmio. Mas uma mudança de planejamento do clube impôs o retorno à sua turma inicial, o que deixou Mauro Galvão descontente. Com isso, resolveu buscar novos desafios e mudou-se para o rival Colorado, foi a partir daí que o caminho do sucesso se abriu para este zagueiro.

Em 86, Mauro transferiu-se para o Bangu, e depois vestiu a camisa do Botafogo-RJ de 87 a 90, onde foi um dos destaques da equipe na conquista do Campeonato Carioca de 1989. Depois da temporada no clube alvinegro, Mauro Galvão foi para o Lugano, da Suíça, por onde ficou durante seis temporadas.

Seu retorno ao Brasil aconteceu em 96, quando ficou um ano no Grêmio, conquistando o Brasileiro de 97, Galvão ainda chegou a atuar com a camisa do Vasco, no final da sua carreira.

Zagallo

Conseguir destaque na ponta-esquerda de uma linha em que atuavam os mitos Mané Garrincha e Didi, além do consagrado Amarildo, não era para qualquer um. E Zagalo foi titular nesse lendário ataque, que levou o Botafogo ao bi-campeonato de 61/62, exatamente por não ser um jogador comum.

Zagalo patenteou o estilo "formiguinha", o do ponta esquerda que volta para marcar no meio campo. Mário Jorge Lobo Zagalo, nasceu em Maceió, a 9 de agosto de 1931, e mudou-se para o Rio de Janeiro aos 8 meses de idade. Em 43, entrou no América como sócio contribuinte. No início da década de 50 transferiu-se para o Flamengo.

Sua história no Botafogo começou logo após a Copa de 1958, na Suécia. Em General Severiano já chegou respeitado pelo novo jeito de jogar na ponta-esquerda, se preocupando com o meio campo. Zagalo abandonou a carreira de jogador em 1965, aos 34 anos. A partir de então, o ponta-esquerda simples e eficiente deu lugar ao treinador estudioso e estrategista, que contribuiu para a modernização do futebol brasileiro.

Didi

A sua maestria na arte de jogar futebol lhe rendeu vários títulos e homenagens, exaltando sua classe e sua elegância. Didi é uma das poucas unanimidades no que se refere a jogadores de habilidade e liderança no futebol brasileiro. Ficou famoso como o inventor da "folha seca", um estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. Em uma cobrança de falta nesse estilo, classificou o Brasil para a Copa de 58, com a vitória por 1 a 0 sobre o Peru, nas eliminatórias de 1957. Na Suécia, foi eleito o melhor jogador do Mundial.Foi, também, o autor do primeiro gol no Maracanã, na partida inaugural do estádio, em 1950, entre as seleções carioca e paulista (com vitória de São Paulo, por 2 a 1).

Marinho Chagas

Veio do Náutico o potiguar Francisco das Chagas Marinho (08/03/52).Na seleção, ganhou a posição de Marco Antônio nos preparativos para a Copa do Mundo de 74, na Alemanha. E, no Mundial, foi o melhor jogador da lateral esquerda.

Marinho, foi a grande vítima da queda do time do Botafogo nos anos 70. Com a saída de Jairzinho, passou a ser o único craque da equipe. Em 77, foi incluído num dos troca-trocas e acabou indo parar no Fluminense.

Túlio

Nascido em Goiânia em 2 de junho de 1969, o filho do seu Mussolini, um fiscal aposentado do estado de Goiás, nunca pôde ser reconhecido pela técnica apurada.Embora tenha sido torcedor do Vila Nova durante toda a infância, Túlio começou a carreira no arqui-rival Goiás.

Em 1987, atuando pela categoria juvenil, marcou 22 gols e tornou-se artilheiro do campeonato estadual.

No Botafogo, Túlio atingiu o melhor momento da carreira. Em 1994, foi novamente artilheiro do Brasileiro pelo Botafogo, embora não tenha conseguido impedir a eliminação do time carioca, já nessa época ele fazia a alegria da torcida com frases de efeito.

Em 1995 , Túlio foi um dos destaques do Botafogo na conquista do Campeonato Brasileiro, competição em que foi o artilheiro com 23 gols. O atacante ficou na equipe até 1996 quando se transferiu para o Corinthians. Depois o craque ainda teve duas passagens pelo Glorioso, mas nada comparável com o sucesso de 1995.

Paulo César Caju

Nascido em 1949, na favela da Cocheira, no Rio de Janeiro, Paulo César tinha o mesmo sonho de qualquer menino pobre: fazer sucesso no futebol, e sair da miséria. Como a favela ficava no bairro de Botafogo, nada mais natural que ele fosse tentar a sorte no alvinegro de General Severiano.

Caju atuou por grandes equipes brasileiras como Botafogo, Fluminense e Grêmio, pelo Olympique, de Marselha, e participou ainda das Copas de 70 e 74 com a seleção brasileira.Em 1967, aos 18 anos, Caju concretizou de vez seu sonho, ao se tornar jogador do time principal do Botafogo e participar de sua primeira temporada no Glorioso.

Seu futebol habilidoso e provocador foi logo chamando a atenção, e em pouco tempo se tornou conhecido no Rio de Janeiro.Ainda em 67, Paulo César foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, e se tornou conhecido de vez, em todo o país.

Gérson

O jogador pode ser incluído entre os melhores talentos de toda a história do futebol brasileiro. No Flamengo ganhou fama, mas foi no Botafogo que ganhou fortuna e grande posição na seleção brasileira, ao lado de craques como Jairzinho.

Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo.

Canhoto, grande sentido de organização e estratégia, era um técnico dentro de campo; lançamentos perfeitos de perto ou de longe, capaz de colocar a bola no peito do atacante a 40 metros de distância; chutes fortes e precisos; ótimo cobrador de faltas; liderança, não tinha papas na língua quando fosse preciso orientar o time ou até mesmo xingar um companheiro, daí o apelido de "Papagaio".

Nílton Santos

Sua habilidade e controle de bola, aliados à categoria e à segurança, o transformaram no maior lateral-esquerdo da história do futebol mundial, chegando a ser chamado de "A Enciclopédia do Futebol".

Em toda sua carreira jogou apenas no Botafogo e na Seleção Brasileira, tendo defendido o alvinegro em 718 partidas, marcando 11 gols.

Nunca perdeu uma decisão e, assim como Garrincha, foi escolhido para seleção da Fifa de todos os tempos, em eleição realizada em 1998.

Nílton dos Santos, bicampeão mundial com a Seleção Brasileira, tetracampeão carioca com o Botafogo, além de vários outros títulos internacionais, sempre com as mesmas camisas, foi o responsável por mudanças táticas em várias seleções e clubes do mundo e também por um novo papel do lateral em campo.

Leônidas

Leônidas da Silva, o Diamante Negro, como ficou conhecido, foi um dos mais empolgantes jogadores de todos os tempos. Atacante veloz, valente, habilidoso e oportunista, marcou época nas décadas de 30 e 40.

Sua carreira no futebol começou no São Cristóvão, em 1930. Seu estilo de jogo e sua habilidade não tardaram a garantir-lhe um lugar na seleção brasileira, dois anos mais tarde, quando tinha apenas 19 anos. E lá se foi aquele rapaz de personalidade forte entrar em campo no estádio Centenário, em Montevidéu, para encarar o Uruguai, campeão da Copa do Mundo e bi-campeão dos Jogos Olímpicos.

Sua carreira nos clubes não foi menos vitoriosa. Jogou no Flamengo, no Botafogo e no Vasco, sendo campeão em todos. Em 1942, aceitou o desafio de se transferir para o futebol paulista, indo jogar no São Paulo.

Quarentinha

Ele é o maior artilheiro da história do Botafogo, com 308 gols em 442 jogos, ainda assim Quarentinha não via motivos para comemorações. O ponta-de-lança com potente perna esquerda nunca fazia festa para seus gols, o que irritava a torcida botafoguense.

Dizia que não havia razão para festejos, pois ele estava apenas cumprindo com a obrigação, já que era pago pra isso. Jogando ao lado de Didi e Garrincha, fez história e foi o artilheiro do Campeonato Carioca por três edições seguidas: 1958/59/60. Tem a melhor média de gols da história da Seleção Brasileira: 1 gol por jogo (17 jogos e 17 gols).

 
   
 

Quando a fase é boa tudo ajuda. Valeu pela vitória

 
   
 
 
 
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