Cristiano Ronaldo teve atuação muito ruim e ainda criou caso com Marcelo e Thiago Silva
Brasília - Para quem se acha o primeiro, o segundo e o terceiro melhor do mundo, a decepção foi total. Favorito a faturar a eleição deste ano da Fifa, o astro português Cristiano Ronaldo chegou à Brasília com toda a pompa, mas simplesmente sumiu na goleada de 6 a 2 do Brasil sobre Portugal. Em vez dos gritos histéricos das tietes, recebeu vaias da torcida e ainda deixou na bronca o zagueiro Thiago Silva e o lateral Marcelo, que se desentenderam com ele durante o jogo.
Thiago Silva não gostou de uma entrada do português. “Um carrinho da forma que foi não tem desculpa. Por ser considerado o melhor do mundo, ele precisa ter mais respeito. É difícil aceitar o que ele fez”, criticou o zagueiro. “Eu não aceitei as desculpas. E ele ainda veio fazendo gracinha e disse para eu levantar. Mas se eu não pulo ele teria quebrado a minha perna”.
Outro que também se desentendeu com o português foi o lateral Marcelo. “Ele me deu uma cotovelada e eu falei que ele não precisava fazer isso. Ele quis falar mais alto do que eu e aí eu respondi. Mas isso é do jogo, é normal”, contou Marcelo.
Nas salas de bate-papo dos principais sites de esporte do mundo, muitas críticas ao candidato à Bola de Ouro. “Este é o verdadeiro Cristiano Ronaldo: um fantasma que só faz gols em times como Reading, Wigan, e Stoke City”, criticou Luis Fran, no site do jornal espanhol ‘Marca’. E também: “Como o Brasil conseguiu ganhar de um time com 13? O melhor, o segundo melhor e o terceiro melhor do mundo”, debochou Gardelito, no site do também espanhol ‘El Mundo Deportivo’.
IMPRENSA CRITICA
A imprensa portuguesa também não perdoou. O jornal ‘A Bola’ foi um deles. “Muitas peças não funcionaram, a começar por Cristiano Ronaldo, que foi individualista e quis resolver tudo sozinho, para a platéia”, criticou o jornal, que se referiu à partida como “noite para esquecer”, com uma “goleada daquelas que já se não se vê mais”.
O jornal ‘Record’ estampou a manchete: “Portugal humilhado”. E aproveitou para lembrar que Portugal não sofria seis gols há 53 anos, desde 20 de novembro de 1955, na derrota de 6 a 2 para a Suécia, em Lisboa.