Mauro Leão
Rio - Renato Gaúcho, que finalmente ganhou o primeiro título como técnico, acredita que, a partir da conquista da Copa do Brasil, a sua carreira decola de vez. Agora, sonha em voar mais alto. “O meu objetivo é treinar a seleção brasileira. Claro que não vai ser para agora. Vou construir esse caminho aos poucos, passo a passo”.
Mais calmo, Renato Gaúcho explicou o choro compulsivo, ao término do jogo contra o Figueirense. “Foi lá no Estádio Orlando Scarpelli que perdi a vaga para a Copa Libertadores da América ano passado”.
Ele lembra que o Vasco empatou em 0 a 0 com o Figueirense e que, no último minuto de jogo, Leandro Amaral carimbou o travessão, perdendo um gol feito. “Foi doloroso demais. Estivemos várias rodadas com a mão na vaga e acabamos deixando ela escapar. Fiquei muito triste”, recordou.
Renato faz questão de afirmar que o choro de ontem foi de alegria por ter tirado das costas o rótulo de que não ganhava títulos. “Ano passado, bati na trave. Fui vice-campeão pelo Vasco. Perdi a taça, mas aprendi muito e não repeti os erros de 2006”, comenta.
No passado jogador festeiro, o treinador Renato Gaúcho não participou das comemorações dos jogadores. Nem as feitas no campo, nem a rápida festa realizada no restaurante do hotel, onde o grupo estava hospedado, em Florianópolis.
O técnico se justifica. “O momento era dos jogadores. Optei por ficar no quarto, me resguardando. As atitudes de um treinador têm que ser comedidas. Eu fiquei muito feliz, muito orgulho mesmo pela nossa conquista, e eles sabem disso. Mas quis deixá-los à vontade”, afirmou Renato Gaúcho, que foi um dos primeiros a subir no caminhão do Corpo de Bombeiros para o desfile até as Laranjeiras.