MONTREAL - No meio da festa pela primeira vitória de Lewis Hamilton na Fórmula-1, o grave acidente envolvendo o polonês Robert Kubica, da BMW, assustou quem acompanhava o GP do Canadá. Na 26ª volta, na chegada da curva do grampo do circuito Gilles Villeneuve, o polonês tocou o italiano Jarno Trulli, da Toyota, bateu contra um muro e capotou várias vezes até parar do outro lado da pista, com o carro se desfazendo em pedaços. Só a cabine do piloto e uma roda traseira resistiram ao forte impacto.
O polonês foi levado ao centro médico do autódromo e, em seguida, transferido para o hospital Sacre Coeur. As primeiras informações davam conta de que o piloto da BMW havia chegado ao local falando e não corria risco de morte.
Apesar das cenas chocantes do acidente, um porta-voz da Federação Internacional de Automobilismo informou que o estado de saúde de Kubica era “estável, ele estava consciente e foi levado de helicóptero para um hospital de Montreal para exames mais minuciosos”.
Uma fonte da organização chegou a dizer que Kubica havia fraturado uma perna, mas o chefe da BMW, Mario Thirssen, negou. “Ele não sofreu fratura alguma. Não tem nada e ele sairá do hospital nesta segunda-feira (hoje) pela manhã”, garantiu Thirssen.
“Conversamos e ele falou comigo quase normalmente”, comentou o agente do piloto. Com isso, Kubica deve ficar fora do GP dos Estados Unidos, no próximo domingo, e a expectativa é que a BMW anuncie Sebastian Vettel, piloto de testes da equipe, como seu substituto na sétima etapa do Mundial, em Indianápolis.