Danielle Rocha
Rio - Desde os 5 anos, Leandrinho respirou basquete. Dividiu a quadra com meninos mais ricos, que ostentavam tênis daqueles que a família tinha de suar para comprar. Hoje, tem condições de comprar os modelos que quiser e dar conforto aos que o apoiaram. Mas conserva a simplicidade cativante, que é marca registrada dos Barbosa. O primeiro dinheiro que ganhou jogando, deu para a mãe fazer compras. Com o primeiro salário da NBA, comprou um ipod. Sempre que pode joga sua pelada no Parque do Ibirapuera, vai a antiga casa da família levar Arthur, e rever a vizinhança.
— Como foi para você crescer sabendo que era um projeto da família e que tinha que dar certo?
— Foi muito difícil no início. Não podia fazer o que queria. Chorava muito e meus familiares também tentando fazer com que o Arthur desse um breque. Mas ele continuou colocando a bola de basquete embaixo do meu braço, fazendo frio ou calor, quase 24 horas por dia. Depois não reclamei. Fico muito feliz porque toda a família me ajudou. É bacana ver que um irmão deixou a carreira dele para morar comigo. Dou um salário bom para ele se divertir porque sei que não foi fácil. Ele é uma grande companhia para mim e me ajuda.
— Você está pronto para as cobranças que virão depois da última temporada?
— Se não estou, vou fazer o possível para estar. Foi muito trabalho. Sei que vou ter que trabalhar mais para subir a escadinha.
— Como está a recuperação do cotovelo?
— Estou descansando e preocupado em me recuperar. Já estou movimentando o cotovelo legal e me senti bem batendo bola. Em julho vou para a França, depois fazer um camping com o Steve Nash, no Canadá, para Los Angeles e depois volto para o Brasil. Quero disputar o Pré-Olímpico. Nenê está de volta e podemos ganhar esse título. Nada é impossível. Quero ver o Pan, mas ainda não sei se irei ao Rio.
— Seu irmão, Arthur, disse que você o levou até em casa e precisou de três horas para conseguir sair de lá...
— Foi sim. Gosto muito do pessoal de lá do Jaraguá. Corri muito por lá, soltei pipa. Eles têm carinho por mim, me pedem autógrafo e para jogar bola com eles, como antigamente.
— Você tem uma sala de cinema em casa. Algum filme marcou a sua vida? Se a sua trajetória ganhasse as telas, que nome teria?
— Sempre gostei de filmes de ação.Antes era o Van Damme. Gosto muito de assistir antes dos jogos os de Bruce Lee. Eu amo ele desde pequeno. Gosto do estilo dele, rápido. Tenho um pôster dele em casa e antes de ir jogar olho nos olhos dele. É uma superstição que tenho (risos). Não sei o nome do filme da minha vida. Só sei que ia ser bem animado. uma diversão, apesar das dificuldades e perdas.