Brasília - Foi uma injeção de ânimo: Luís Fabiano saiu confiante em se firmar de vez com a camisa 9; Robinho deixou o estádio falando do sonho de ser o melhor do mundo e Kaká disse que “o Brasil jogou como o Brasil”. A goleada de 6 a 2 sobre os portugueses na noite de quarta-feira, no Bezerrão, fez o clima ficar leve e garantiu um fim de ano feliz para os jogadores da Seleção.
“Meu objetivo é ser o melhor do mundo. Sem dúvida. Espero que, no próximo ano, eu possa concorrer e ganhar. Mas terei que jogar muita bola para isso”, afirmou Robinho, que atua no Manchester City, que não vai bem no Campeonato Inglês e está fora da Liga dos Campeões.
Luís Fabiano, que carrega a responsabilidade de ser o camisa 9 da Seleção, comemorou a boa fase. Já são nove gols em 11 jogos pelo time sob o comando de Dunga.
“Estou feliz da vida. Vivo minha melhor fase e venho sendo muito feliz na Seleção. Vou continuar fazendo meu trabalho e tentando me firmar aqui, já que ainda preciso superar a desconfiança de alguns em relação ao meu futebol”, desabafou o Fabuloso, sem esconder a pressão:
“É uma responsabilidade muito grande vestir a camisa 9 da Seleção depois do Ronaldo. Ele foi um fenômeno, o maior de todos”.
E todo mundo entrou no clima. O meia Anderson, mesmo tendo falhado no segundo gol de Portugal, saiu do Bezerrão feliz da vida. “Não tenho dúvidas de que foi minha melhor apresentação na seleção brasileira, estou me sentindo leve com essa camisa”, declarou.
Escalado pela primeira vez como titular da Seleção, o zagueiro Thiago Silva saiu emocionado com a presença de Pelé no estádio. “Tivemos a honra de cumprimentar o Pelé. Depois, fizemos tudo o que o torcedor mais gosta: futebol arte, alegre e com muitos gols. Realizei um sonho e jamais vou esquecer”.
Kaká festejou o resultado, mas lembrou que a pressão não vai diminuir: “Agora todo mundo vai querer ver a Seleção jogar dessa maneira”. E, para os críticos do técnico Dunga, Luís Fabiano mandou um recado: “Ele vai durar muito ainda”.