Rio - Não, queridos. Não houve nenhuma cena melodramática nem rompimento corpo-a-corpo. Bia Antony terminou o namoro com Ronaldo pelo telefone mesmo. Quando saiu da delegacia, o jogador foi à casa da mãe tomar um banho e recarregar as energias. No meio da tarde, ligou para a amada, que já sabia de tudo e não deu chance de grandes explicações. Tudo terminado...
Com alma européia e sangue latino, Bia voltou para Brasília, onde a esperavam os pais, Luís e Magui Antony, empresários de sucesso que conheceram o então futuro genro num jantar, em julho do ano passado, na casa da família, no Lago Norte. Boa parte da sociedade local e parentes estavam entre os 40 convidados, desmanchando-se pelo novo integrante do clã, que “foi recebido de braços abertos”, contam familiares.
Ontem, as ordens no lar dos Antony era dizer que toda a família havia viajado de carro para uma cidade próxima à Brasília, mas Bia continua em casa e só quer ver amigas íntimas e familiares. Estão todos incomunicáveis, para quem quer que seja, curando as feridas da gata. “Ronaldo infelizmente é namorado da minha filha”, disse o pai, desejando que a confusão passasse logo, noblesse oblige.
Bia estava decorando o apê que o namorado comprou em Ibiza. Ele queria casar, ela, esperar um pouco mais. Mas já viviam maritalmente, nas leis do coração. Em Angra, Ronaldo descansa nos braços da mãe e os amigos aconselham a esperar a poeira assentar — na Europa. Será que ele vai?
Por que cargas d’água ele não voltou para casa depois do aniversário do amigo na madrugada de segunda, em vez de ir a uma boate com o cunhado, Caio Lima, e de lá sair à procura de braços frios e poucos confiáveis da rua?
Tudo isso é muito triste e o País tenta encontrar uma explicação para o ato falho, tão simples de ser evitado. Onde está o nosso Ronaldo, nosso ídolo, nosso craque, nosso ‘n’ vezes Bola de Ouro? Ora, ali mesmo, esperando nosso carinho não só na alegria como nessa hora de tristeza...
É o mesmo militante de causas sociais, o atleta da criançada, o pentacampeão de Bento Ribeiro, só que num momento infeliz em que luta para recuperar a boa forma e o joelho castigado. Longe dos gramados, que fizeram dele um ícone mundial, Ronaldo não é mais o mesmo. Um precisa de outro e nós precisamos dos dois.