Rio - O significado da palavra superação ela conhece como ninguém. Ao longo da carreira, já sofreu com lesões e, no ano passado, deu adeus ao Pan com o exame antidoping positivo para sibutramina, inibidor de apetite. Mas, em 2008, a ponteira Jaqueline só pensa em boas notícias. A 100 dias dos Jogos, ela vive a expectativa por sua estréia em Olimpíada, sonha com pódio para a Seleção de vôlei e planeja o casamento com Murilo, da Seleção masculina.
“Eu sonhei muito com isso e, para mim, será mais do que especial, porque, infelizmente, fiquei fora do Pan”, diz Jaqueline, que ontem deu um susto ao machucar o joelho direito na partida entre o Múrcia — onde joga — contra o Ícaro Palma, pelo Campeonato Espanhol.
Mas não foi apenas o doping que a ponteira teve de superar na carreira. Em 2002, ela teve uma trombose na mão direita e ficou fora do Mundial. Depois, rompeu duas vezes o ligamento cruzado do joelho esquerdo, dando adeus ao Pan de Santo Domingo (2003) e aos Jogos de Atenas (2004). “Não é fácil para um atleta passar por tantas contusões. Mas nunca pensei em desistir”.
Para que 2008 seja mais perfeito, Jaqueline planeja casar em Passo Fundo (RS), cidade de Murilo: “Queremos nos casar depois da Olimpíada e, se Deus quiser, com a medalha”.
A preparação da Seleção para Pequim começa na segunda-feira, em Saquarema, mas Jaqueline, em ação na Espanha, somente deve se apresentar depois.