SÃO PAULO - A fase é de fortes emoções. A volta ao Morumbi, estádio em que comemorou seu primeiro título profissional, o Brasileiro de 2002, pelo Santos, é apenas uma delas. É nesse palco que Robinho quer hoje fazer seu primeiro gol pelas Eliminatórias, para chupar o dedo polegar daquele jeito que a torcida do Real Madrid já conhece. E dedicar a Róbson Júnior o gol e o que mais de bom fizer em campo.
O menino nasce em dezembro, entre os dias 10 e 15. Ou seja: na próxima vez que vestir a camisa da Seleção, Robinho já será pai de um sagitariano. “Tudo o que faço é por ele, pela minha família, pelo povo brasileiro, pela Seleção e por quem gosta de mim. Estou vivendo uma emoção única. Espero, se Deus quiser, fazer um gol nesse jogo, para dedicá-lo ao meu filho”, disse o jogador.
Aos 23 anos, Robinho sabe driblar, pedalar e fazer gols como ninguém. Mas ser pai ainda é um mistério. Ele vem tentando se informar, com a curiosidade de um marinheiro de primeira viagem: “Estou vivendo uma ansiedade muito boa e tenho conversado sobre o assunto com várias pessoas. Pergunto a quem é pai e todo mundo me diz que é uma emoção maravilhosa. O enxoval? Tá tudo beleza”.
O palco de hoje é o Morumbi, onde, sem pensar um dia em ser pai, Robinho foi campeão brasileiro: “Foi um título importante, pois foi o primeiro e consegui fazer gol... Sinto saudade. O carinho do torcedor brasileiro sempre foi grande. Espero retribuir com bom futebol”.
Se, naquela conquista sobre o Corinthians, Robinho pedalou em cima de Rogério, hoje à noite ele espera fazer parecido com um outro adversário que sempre foi duro: o zagueiro Lugano.
“Lugano é um grande jogador. Se tiver que pedalar pra cima dele, não haverá nenhum problema”.