Japão - A Seleção Brasileira feminina confirmou o heptacampeonato do Grand Prix nesta manhã de domingo, após vitória por 3 sets a 0 sobre o Japão, em Yokohama, com parciais de 25/23, 25/23 e 25/19. O Brasil já havia conquistado o título em 1994, 1996, 1998, 2004, 2005 e 2006.
Com o resultado, o time nacional terminou a fase final da disputa com 10 pontos conquistados por intermédio de cinco vitórias em cinco jogos, um a mais do que Cuba, que bateu a Itália por 3 sets a 1, parciais de 28/30, 25/18, 25/23 e 25/19, e se sagrou vice-campeã.
A terceira posição ficou com as italianas, seguidas pelos Estados Unidos. Campeã olímpica, a China se despediu com derrota diante dos Estados Unidos por 3 a 2, parciais de 25/23, 25/19, 22/25, 21/25 e 17/15.
Por conta do resultado das caribenhas, o Brasil não entrou em quadra matematicamente campeão: para ficar com a taça, a equipe precisava de apenas dez pontos em três sets para ultrapassar as cubanas nos critérios de desempate em caso de derrota.
Coincidentemente, o "ponto do título" não foi mérito de nenhuma jogadora, reforçando o espírito de grupo que as atletas do Brasil sempre fazem questão de ressaltar: ao não alcançar bola levantada para ela no primeiro set, a japonesa Erika Araki confirmou a sétima taça do Grand Prix para o Brasil, que parte rumo à Olimpíada de Pequim cheia de moral.
Antes de ir à China, porém, as brasileiras voltam ao País, onde devem permanecer até o início de agosto, quando está programada uma viagem para a Ásia em busca da redaptação ao fuso horário de Pequim.
A estréia do time nos Jogos será no dia 9 de agosto, contra a Argélia, à 1h30 (de Brasília). Itália, Rússia, Sérvia e Cazaquistão também integram o mesmo grupo das brasileiras na primeira fase.
O Brasil não relaxou neste domingo. As atletas, inclusive, fizeram questão de ver um vídeo das adversárias para estudá-las antes da partida. O Japão, porém, também mostrou que fez o dever de casa e evitou encarar o bloqueio do Brasil, além de mostrar bom posicionamento para não sucumbir diante dos ataques. Com isso, elas quase beliscaram um set na partida.
Mas em quadra as meninas brasileiras mostraram seriedade e, a despeito da falta de concentração de alguns momentos, especialmente no final do primeiro e segundo sets, não tiveram problemas em conquistar mais uma vitória por 3 a 0.
Em visível ascensão, Mari e Sheilla foram os destaques do Brasil, enquanto Miyuki Takahashi e Saori Kumira comandaram as ações japonesas, que ainda contaram com boa atuação da levantadora Yoshie Takeshita.
As informações são do Terra