Os 10 mais e 10 menos de Pequim


Após 19 dias de disputas, lágrimas, alegrias, tristezas e muitos, muitos ouros, pratas e bronzes, os Jogos Olímpicos de Pequim chegaram ao fim. Na lembrança, ficarão os recordes, as superações, as medalhas e o espírito olímpico dos maiores Jogos da história moderna. A equipe de O Dia Online separou 10 pontos positivos e 10 pontos negativos de Pequim 2008 e quer saber a sua opinião. Veja a nossa lista e diga se você concorda com as nossas escolhas. Até Londres-2012!




Os 10 +

Maurren faz história

A brasileira Maurren Maggi fez história no atletismo do Brasil. Com os 7,04m conseguidos logo no primeiro salto em distância, a paulista tornou-se a primeira mulher a conquistar um ouro olímpico para o Brasil em esportes individuais. Além disso, a medalha conquistada no salto foi a primeira dourada desde 1984, quando Joaquim Cruz venceu os 800m nos Jogos de Los Angeles.

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O rei brasileiro das piscinas

Os Jogos de Pequim foram históricos para a natação do Brasil. Além das medalhas de ouro e bronze de Cesar Cielo, a equipe verde-amarela conseguiu bater 19 recordes (três olímpicos e 16 sul-americanos). Os brasileiros participaram ainda de seis finais. Outros destaques ficaram com a jovem nadadora Gabriella Silva, finalista olímpica na borboleta, e Rodrigo Castro, que bateu uma antiga marca de Gustavo Borges, de 1996.

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'É amarela de ouro'

Depois de ficarem rotuladas como perdedoras e "amarelonas", as meninas do vôlei deram a volta por cima e calaram os críticos. A medalha de ouro nos Jogos de Pequim veio de forma brilhante: foram oito vitórias em oito jogos, sendo sete por 3 sets a 0. Em 25 sets disputados, perderam apenas um, na final, para as norte-americanas. No final, Zé Roberto desabafou: 'Essa medalha é amarela, mas é amarela de ouro'.

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Golpes certeiros do Brasil

Coube à judoca Ketleyn Quadros a honra de conquistar a primeira medalha olímpica em esportes individuais da história dos Jogos Olímpicos. O bronze na categoria leve (57 kg) foi também o primeiro de uma mulher no judô. Dias depois, foi a vez de Natália Falavigna entrar para a história do taekwondo brasileiro. A lutadora conquistou a medalha de bronze na categoria acima de 67 kg.

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Gigantes no mar

Robert Scheidt mudou de classe não trouxe ouro olímpico, mas reescreveu seu nome na história do Jogos ao subir ao pódio pela quarta vez seguida. Em Pequim, ao lado de Bruno Prada, o velejador conquistou a prata na última regata da classe star. Ele foi duas vezes ouro na classe laser, nos Jogos de 1996 (Atlanta) e 2004 (Atenas), e ficou com a prata em Sydney-2000. Já Fernanda Oliveira e Isabel Swan acabaram com a hegemonia dos homens e conquistaram a medalha de bronze na classe 470, a primeira de mulheres brasileiras no esporte.

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Phelps: oito ouros

Michael Phelps chegou em Pequim com o objetivo de conquistar oito medalhas de ouro e superar seu compatriota Mark Spitz, que faturou sete em Munique, em 1972. E ele conseguiu. O fênomeno norte-americano venceu os 400m medley, os 100m e 200m borboleta, os 200m livre e os 200m medley, além dos revezamentos 4x200m livre, 4x100m livre e 4x100 m medley. No total, Michael Phelps tem 14 medalhas de ouro. Além das oito conseguidas em Pequim, ele ganhou seis em Atenas-2004, além de dois bronzes. O americano virou celebridade, capa de revista e é hoje um dos atletas mais bem pagos do mundo.

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Fênomenos no atletismo

O atlestismo consagrou dois fênomenos nos Jogos de 2008. O jamaicano Usain Bolt e russa Yelena Isinbayeva sobraram nas pistas do Ninho do Pássaro, conquistaram ouros e quebraram recordes. Bolt foi ouro nos 100 e 200m rasos, quebrando os recordes mundiais com 9s69 e 19s30, respectivamente. O jamaicano subiu no lugar mais alto do pódio também no revezamento 4x100m. Já Isinbayeva, bateu seu pórprio recorde mundial no salto com vara. Ela saltou 5m05 para ficar com o ouro em sua primeira olímpiada.

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Luzes, som e tecnologia

Os chineses mostraram que sabem preparar uma festa e entraram para a história como os Jogos mais bonitos e tecnologicamente perfeitos. Um verdadeiro show de luzes, som, animação e tecnolgia no Estádio Nacional, mundialmente conhecido como Ninho do Pássaro. A China passou quatro anos preparando a cerimônia, que contou com milhares de chineses para protanizar momentos de emoção e amor pelo esporte. Que venha 2012!

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A garra do futebol feminino

Pode-se dizer que foi uma participação irrepreensível do futebol feminino nos Jogos de Pequim. Depois de terminar a primeira fase em primeiro lugar e golear a arqui-rival Alemanha po 4 a 1 na semifinal, nem o norte-americano mais fanático poderia ter certeza do título dos EUA. Numa final em que só faltou o gol, mas sobrou raça, garra, determinação e muitas lágrimas após mais um vice-campeonato olímpico para as norte-americanas, ficou a certeza de que a seleção feminina é guerreira, e que mais cedo ou mais tarde elas estarão no lugar mais alto do pódio nas principais competições.

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A torcida chinesa

A grandiosidade dos Jogos Olímpicos foi traduzida principalmente pelo povo chinês. O bom humor e até a mudança de comportamento para receber o mundo inteiro foi elogiado. Sempre sorridentes, os cidadadãos e torcedores lotaram os palcos esportivos e encheram de energia as disputas por medalhas. Mesmo depois de um terremoto que atingiu algumas regiões do país e matou milhares de pessoas, a torcida mostrou perseverança e espírito olímpico.s estarão no lugar mais alto do pódio nas principais competições.

Os 10 -

O maior tombo de Pequim

Diego Hypólito saiu do Brasil talvez como o brasileiro mais favorito à medalha de ouro nos esportes individuais. E foi assim que ele construiu sua trajetória nos Jogos. Depois de obter a maior nota nas eliminatórias do solo, chegou à final ainda mais credenciado para ganhar o ouro. A apresentação foi perfeita até a última acrobacia, quando o ginasta caiu, literalmente, de bunda no chão. Sentado, expressão de choro, Diego sabia que o sonho do ouro tinha virado pesadelo.

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Cadê os campeões mundiais?

João Derly, Luciano Corrêa e Tiago Camilo chegaram a Pequim como candidatos ao ouro olímpico, mas apenas um um deles voltou ao Brasil com uma medalha na bagagem e apenas de bronze. Derly e Luciano, sequer chegaram ao pódio, deixando a impressão de que não souberam se impor como campeões mundias que são.

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Vice de novo

As meninas foram brilhantes, não se entregaram, lutaram até o fim... tudo isso, é verdade. Mas não dá para fechar os olhos para o segundo vice olímpico para os EUA. Em Atenas, as brasileiras já haviam sido derrotadas pelas norte-americanas por 2 a 1. Dessa vez, jogamos muito melhor, fomos superiores, mas, novamente, não levamos. Vale ressaltar ainda que nossas adversárias sobraram no aspecto físico. Na prorrogação, enquanto as brasileiras estavam visivelmente esgotadas, as norte-americanas estavam inteiras.

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Vergonha nacional

Amantes do futebol, os brasileiros costumam deixar a razão de lado e torcer com o coração pela Seleção. Graças a isso, a confiança no título olímpico dos meninos de Dunga era grande. Depois de uma primeira fase razoável e uma vitória sobre Camarões - mesmo na prorrogação - nem o mais pessimista dos brasileiros podia esperar uma elimnação humilhante para os nossos maiores rivais. A vitória da Argentina por 3 a 0 caiu como uma bomba na Seleção. Ah, mais uma vez ficamos com o bronze... Muito pouco para o único país pentacampeão do mundo.

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Sem medalha e com doping

O hispismo brasileiro já teve dias melhores. Rodrigo Pessoa, ouro nos Jogos de Atenas-2004 e bronze em Sydney-2000, não conseguiu entrar na disputa por uma medalha olímpica. Chegou como um dos favoritos e decepcionou. Bernado Alves, montando Chupa Chup, acabou ficando de fora da final da competição por ter o cavalo pego no exame anti-doping. Um vacilo da comissão técnica que fez todo o transporte com o animal, com custos exorbitantes, para acabar sendo pego por uso de medicamento indevido.

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Pior que São Paulo

A grande maioria dos atletas brasileiros são de São Paulo, considerada uma das cidades mais poluídas do Brasil. A poluição da China, problema milenar e que, para muitos, não tem solução, foi, de longe, um fator gravíssimo e negativo nesses Jogos Olímpicos. Alguns atletas sentiram, outros nem tanto. Alguns usaram técnicas para "proteger" o pulmão e respirar melhor. Outros, talvez, tenham acostumado com a capital paulista...



Organização desorganizada

Normalmente, um evento de grande porte se permite falhas. Mas não em uma Olimpíada! O COI monta uma comissão organizadora quatro anos antes e que são muito bem pagos para não deixar nada faltar para nenhum atleta ou espectador. Apenas com a delegação brasileira, tivemos dois graves problemas. O episódio fatídico da perda da vara de Fabiana Murer, que foi encontrada no dia seguinte em um depósito com equipamentos de quem não havia passado à final. A brasileira tinha chances de medalha e poderia ter conquistado um grande feito. No pentatlo, a pernambuca Yane Marques também teve danos com seu equipamento. Na chegada a Pequim, Yane encontrou sua mala destruída e alguns acessórios sem condições de uso. "Parece que um ônibus passou por cima da minha mala", disse a atleta. Torcemos para que em Londres, os organizadores abram o olho, coisa que os chineses não fizeram.

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Os anti-desportistas dos Jogos

O sueco Ara Abrahamian, da luta greco-romana, se irritou com o juiz suíço Jean-Marc Petoud durante a semifinal da competição contra o italiano Andrea Minguzzi. O atleta não concordou com a decisão final, discutiu com o árbitro e, no momento da premiação, jogou a medalha de bronze no chão antes mesmo do hino ser tocado em Pequim. O lutador cubano Ángel Valodia Matos agrediu o árbitro após ser desqualificado na briga pelo bronze na categoria acima de 80 kg do taekwondo, contra o cazaque Armam Chilmanov, que foi declarado vencedor. Cenas anti-desportistas infelizes dos Jogos de Pequim.

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Arrogância e muitas medalhas de diferença...

Que a China é a nova "dona" do mundo não é novidade para ninguém. Foram 51 ouros, 21 pratas e 28 bronzes para os chineses. Os Estados Unidos, que sempre estiveram à frente no quadro de medalha, somado a tradicional arrogância, tiveram que suportar o gosto amargo do vice por uma larga diferença. Só em relação às medalhas de ouro, os americanos conquistaram apenas 36 (e mais 38 pratas e 36 bronzes). Se não fosse o nadador Michael Phelps (oito vezes campeão) e as supreendentes seleções de futebol feminino e de vôlei masculino, a situação dos EUA estaria mais complica.



Cadê os 70cm, Jadel?

O brasileiro Jadel Gregório, um dos favoritos à medalha de ouro nos Jogos de Pequim, não chegou nem perto do pódio. Ouro no Pan do Rio e 5º lugar no Jogos de Atenas-2004, o paranaense saltou apenas 17s20m e ficou com a 6ª marca da competição. O português Nelson Evora fez 17,67 e ficou com o ouro. Phillips Idowu, da Grã-Bretanha levou a prata, com 17.62, e o bronze foi para Leevan Sands, das Bahamas, com 17,59m. No ano passado, Jadel entrou para a história do Brasil ao saltar 17,90m, quebrando o recorde sul-americano de 32 anos, o mais antigo do atletismo brasileiro, de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 1975 pulou 17,89m no Pan do México. O que Jadel teria feito com esses 70 centímetros?

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