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Pequim - A brasileira Maurren Maggi inaugurou a final do salto em distância logo com uma excelente marca, de 7,04, que lhe garantiu a medalha de ouro, já que nenhuma atleta a superou nos seis saltos seguintes. Mas foi por muito pouco. A russa Tatyana Lebedeva saltou 1 cm a menos que a brasileira, ficando com 7,03m. O bronze vai para a nigeriana Blessing Okagbare.
"Não tinha certeza, quando saltei pensei que podia acabar a prova agora. Foi um salto meio sofrido, tava esperando mais. A Lebedeva vinha para cima e eu queria saltar mais", disse.
Foi a segunda medalha individual feminina conquistada na história dos Jogos. O outro foi o da judoca Ketleyn Quadros, que levou o bronze ainda em Pequim. Mas Maurren levou a primeira de ouro das mulheres.
"Eu vejo que Brasil acreditou em mim, na minha força de vontade. Pra mim não caiu a ficha, só quando eu ouvir o hino nacional brasileiro", comemorou emocionada.
A marca de 7,04m foi a no ano da atleta e a segunda melhor marca do ano no mundo, ficando atrás apenas dos 7m12 da portuguesa Naide Gomes - que ficou fora da final.
Já Keila Costa, outra representante do Brasil na final, queimou as suas duas tentativas e não foi à fase final.
O resultado fez o Brasil dar um salto no quadro de medalha, pulando da 38° para a 26° posição.
Drama
Maurren Maggi ficou fora do Pan-americano de Santo Domingo por ter sido flagrada no exame antidoping às vésperas dos Jogos, o que causou dois anos de suspensão. Nesse tempo, ela parou de treinar, teve uma filha com o piloto Antônio Pizzonia e voltou às pistas em 2006.
"Quando tive o caso de doping foi uma fatalidade, por causa de uma pomada que coloquei porque... A verdade é que gosto de me maquiar, de ir a salões de beleza, mas conseguiram me tirar das pistas", explicou a nova campeã olímpica. Maggi havia sido suspensa por dois anos, entre 2003 e 2005, depois de ter sido flagrada no exame antidoping por uso de esteróide-anabolizante, o clostebol, que ela alegou não saber que estava em uma pomada que havia passada.
Rival ficou fora
O Comitê Olímpico Internacional (COI) aplicou uma suspensão preventiva à ucraniana Lyudmila Blonska, que deu positivo para esteróides em um exame antidoping, durante as eliminatórias do heptatlo. Blonska foi prata na modalidade e estava classificada para a final do salto em distância, na qual enfrentaria as brasileiras Maurren Maggi e Keila Costa.
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Prata encerra ciclo vitorioso
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para os EUA : 3 a 1