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Pequim - Com o bicampeão olímpico Usaín Bolt, a equipe masculina da Jamaica venceu o revezamento 4x100 metros e bateu recorde mundial da prova. Bolt, Nesta Cartes, Michael Frater e Asafa Powell venceram a final com facilidade e fizeram o tempo de 37s10, superando a marca de 37s40, que pertencia aos Estados Unidos.
Em segundo lugar, chegou a equipe de Trinidad e Tobago (38s06), seguida dos atletas do Japão (38s15).
O Brasil, com Vicente Lenílson, Sandro Viana, Bruno Lins e José Carlos Moreira, repetindo o revezamento feminino, novamente esteve perto do pódio e chegou em quarto lugar (38s24), ficando apenas a nove décimos da medalha de bronze.
Meninas com marca histórica
A equipe femina do revezamento 4x100 metros da Rússia conquistou a medalha de ouro da modalidade. Em segundo lugar, ficou a equipe do Reino Unido, seguida das atletas da Nigéria. O Brasil chegou em 4º.
"É bem ingrato porque foi por muito pouco. Nós chegamos com o pé no pódio, mas não foi dessa vez", disse Thaissa Presti, uma das quatro corredoras do time do País, que também contou com Rosemar Coelho Neto, Lucimar Moura, e Rosângela Santos.
Durante a prova, as atletas jamaicanas, favoritas ao ouro, erraram a passagem do bastão. Na confusão, as caribenhas atrapalharam a equipe britânica, que também não conseguiram completar a prova.
Com a saída de duas adversárias, a equipe brasileira tinha reais chances de medalha. "Na hora da prova eu não vi nada, só senti que eu estava na frente, que estava correndo bem. Só me concentrei na minha parte e depois fui ver que podíamos levar a medalha. Mas infelizmente não deu", explicou Thaissa, a terceira corredora do revezamento brasileira.
"É triste ver a gente em terceiro e no finalzinho perder, mas de qualquer forma foi bom", ponderou Rosemar, que abriu a prova para o Brasil.
"Houve alguns erros na última passagem, poderia ser melhor, mas é coisa que acontece, é uma prova muito rápido e muito técnica. Os Estados Unidos e a Jamaica derrubaram (o bastão), então é algo que acontece. Mas se a gente tivesse acertado tudo, talvez teríamos ganho a medalha", acrescentou Rosemar.
Apesar do quase em sua prova, as atletas do revezamento celebraram a medalha de ouro no salto em distância de Maurren Higa Maggi, que representa o primeiro título olímpico individual de uma mulher no atletismo e da história do Brasil em Olimpíadas.
"Essa medalha trará muita coisa boa. As mulheres vêm mostrando uma evolução e daqui para frente isso vai melhorar", projetou Thaíssa.
Rosemar pensa que a medalha de ouro de Maurren pode trazer incentivos ao esporte.
"Sempre o feminino é desacreditado, ou colocado antes do masculino. Mas agora com essa medalha, e a gente em quarto, isso demonstra que evoluímos bastante em uma Olimpíada", declarou.
Com informações do Terra
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para os EUA : 3 a 1