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Diogo Dantas e Nilo Junior
Pequim - Pequim - Ainda não foi dessa vez que o Brasil conseguiu a tão sonhada medalha de ouro no futebol olímpico. Se as mulheres chegaram a Pequim como favoritas, os homens tinham como combustível a esperança. Nenhum dos dois adiantou e acabamos voltando para casa com uma prata e um bronze com sabores amargos. Apesar disso, existe uma grande diferença entre as medalhas feminina e masculina. Enquanto as mulheres brigaram e honraram a camisa verde-amarela, os homens foram humilhados pela arqui-rival Argentina.
Marta e cia fizeram bonito. As meninas foram guerreiras, lutaram até o final. Depois de um empate em 0 a 0 com a Alemanha, elas venceram as outra duas partidas da primeira fase. Sobre a Coréia do Norte vitória apertada por 2 a 1. Já contra a Nigéria, por 3 a 1, de virada, com três gols de Cristiane.
Nas semifnais, as meninas venceram as norueguesas por 2 a 1 e reeditaram em seguida, contra a Alemanha, a final do Mundial feminino, quando foram derrotadas. O troco veio com juros, correção monetária e em dólar. Com uma sonora goleada por 4 a 1, de virada, a seleção feminina despachou as alemãs e garantiu vaga na final.
A vingança agora era para cima dos EUA, mas o feitiço acabou virando contra as feiticeiras. Depois de pressionar durante os 90 minutos sem marcar, a partida foi para a prorrogação. Visivelmente cansadas, as brasileiras acabaram levando um gol no contra-ataque. Era o fim do sonho da medalha de ouro. O golpe do segundo vice olímpico consecutivo paras o EUa foi duro, mas as meninas estão de parabéns. Elas estão longe de ter o apoio e os salários astronômicos dos homens, mas estão, cada dia que passa, honrando mais a camisa do que os "medalhões" masculinos.
Nem Ronaldinho deu jeito
Com o reforço de peso de Ronaldinho Gaúcho, a seleção masculina de futebol, sob o comando do técnico Dunga, tentou conquistar o ouro olímpico inédito para a história do país do futebol. Não conseguiu. No início da preparação a equipe ficou desfalcada por Robinho, que alegou contusão e não foi liberado pelo Real Madri.
A trajetória da seleção foi vitoriosa enquanto os adversários eram fracos, Bélgica, Nova Zelândia e China. Na hora da verdade, contra a Argentina na semifinal, o desentrosamento falou mais alto. Antes, contra Camarões, a vitória na prorrogação e o espanto do fantasma de Sidney em 2000, quando a seleção que tinha o mesmo Ronadinho foi eliminada pelos africanos, em situação semelhante.
Contra nossos hermanos chegamos com a estatística a nosso favor, com um bom retrospecto do técnico Dunga em partidas das Eliminatórias e da Copa América. Mas o time era outro, a situação era outra, e a Argentina liderada por Messi e Riquelme não tomou conhecimento do time brasileiro.
Sapecaram 3 a 0 e não deram chances de reação. Sem força ofensiva, a seleção de Dunga se acovardou e perdeu mais uma vez a chance do ouro olímpico. Como consolo o bronze conquistado em cima da Bélgica, adversário da primeira fase. Os jogadores se mostraram satisfeitos com a campanha, mas o povo brasileiro, obviamente, não.
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Prata encerra ciclo vitorioso
Seleção perde final
para os EUA : 3 a 1