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Pequim - Ele chegou como favorito ao título e não escondeu de ninguém sua expectativa pela medalha de ouro. o ginasta brasileiro Diego Hypólito se classificou para a final do solo com a melhor nota, mas quando a disputa foi para valer, um erro que não poderia ter acontecido tirou a chance de medalha do brasileiro.
Sabendo que o sonho de conseguir uma medalha tinha acabado, o ginasta deixou o tablado muito abatido. Sem conseguir conter as lágrimas, repetia sozinho: "Não acredito. Não acredito. Não é justo".
Campeão mundial em 2005 e 2007 e vice em 2006, Diego viu seu maior rival, o romeno Marian Dragulescu, cair em sua apresentação. Tranqüilo, o brasileiro resolveu não arriscar e não fazer o movimento mais difícil o salto "Hypólito". Mesmo assim errou. Com o tombo, ficou com a nota 15,200.
"Peço desculpas para o Brasil. Nunca imaginei fazer isso. Estava seguro que ia dar certo. Foram quatro anos tão bons na minha carreira. Entrei para final pela primeira vez na história, mas isso não era o que eu esperava. Peço desculpas a todos os brasileiros. Pela expectativa que todos tiveram em cima de mim. Infelizmente não deu certo. Não vejo motivo, mas peço desculpas", lamentou, sem conter as lágrimas.
Além de Diego, toda a comitiva brasileira caiu no choro na arquibancada. A irmã, Danielle Hypólito, com um terço nas mãos, estava inconsolável e só se acalmou nos momentos finais da prova.
"Ele passou pela parte mais dificil e faltou só o final. Ele ficou desolado por que não acreditava que teria errado um elemento muito simples para ele", disse Daiane dos Santos.
Meninas
Daiane dos Santos não conseguiu fazer uma série limpa, pisou duas vezes fora do tablado e acabou sem medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ela terminou na sexta posição, com a nota 14,975. A ginasta Jade Barbosa cometeu dois erros no salto sobre o cavalo e acabou os Jogos de Pequim na 7ª posição. Por equipes as meninas conseguiram uma posição histórica, e fecharam em oitavo nas finais.
Além disso, no individual geral feminino, Jade Barbosa, em 10º, superou a performance de Daniele Hypólito, 12ª nos Jogos Atenas 2004, na Grécia.
Eliane Martins, Chefe de Equipe da ginástica artística nos Jogos de Pequim, destacou a preparação feita pela Confederação no último ciclo olímpico. "Os resultados comprovam que evoluímos. Colocamos atletas em cinco finais olímpicas e, em alguns casos, com chances de brigar por medalhas. No fim, a medalha não veio, como esperado, mas o importante é observar a evolução da modalidade e os resultados obtidos nos últimos anos", salientou Eliane.
Para a chefe de equipe, a hora é de começar a planejar a base para o próximo ciclo olímpico. "Vamos avaliar quais serão as modificações nas regras e, no ano que vem, começar a definir qual será o próximo grupo. Este ciclo acabou. A Confederação tem um trabalho bem feito e espero que possamos dar prosseguimento", comentou Eliane, adiantando que o contrato do técnico Oleg Ostapenko termina em setembro e que o ucraniano deve voltar a sua terra natal. Segundo a Chefe de Equipe, a Presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) se reunirá com o técnico para definir seu futuro.
"Vou levar os momentos bons, quando a gente se abraçou na final por equipes", disse Jade.
Daiane, fez questão de lembrar das dificuldades. "Pra gente foi mutio difícil segurar a equipe, a Twane ficou fora, se ela tivesse com a gente poderíamos lutar por medalha mesmo. Só por a fente ter chegfado até aqui, a gente ficou tão feliz, só a gente sabe o quanto foi difícil. Só vou lembrar de coisas boas. Que o Diego é o melhor, mesmo não sendo campeão olímpico. O Brasil é a oitava melhor seleção. As pessoas que nem sabem que o país tem esporte. Hoje em dia elas tem opinião sobre os elementos, tudo isso é muito legal. Agradeço muito ter podido estar aqui com as meninas".
Após terminar na sexta posição a prova de solo dos Jogos de Pequim, a brasileira anunciou sua despedida das competições olímpicas. "Dou por encerrada minha participação em Jogos Olímpicos, satisfeita com tudo o que consegui. Consegui derrubar barreiras e colocar o Brasil em posições nunca antes alcançadas", declarou a atleta de 25 anos, que somou apenas 14,975 pontos na decisão. "Era difícil conseguir uma medalha em Pequim, mas estou feliz por ter cumprido meu objetivo de chegar à final", declarou Daiane.
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Seleção perde final
para os EUA : 3 a 1