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Pequim - Encerrada a participação do Brasil na disputa por equipes do tênis de mesa dos Jogos Olímpicos de Pequim, com uma derrota para a Suécia por 3 a 0 nesta quinta-feira, Hugo Hoyama recebeu uma ligação de Nuno Cobra. Bastaram os elogios do preparador físico à forma do mesa-tenista para que a certeza de que esta seria sua quinta e última participação olímpica virasse uma dúvida.
Na última rodada do grupo C da primeira fase, no Ginásio da Universidade da capital da China, Thiago Monteiro começou perdendo para o sueco Par Gerell, por 3 sets a 2, parciais de 6/11, 12/14, 13/11, 13/11, 11/4. Na seqüência, Gustavo Tsuboi caiu por 3 a 0 diante de Jens Lundqvist, por 3 a 0 (11/8, 11/8 e 11/5). Por fim, a dupla brasileira Hugo Hoyama/Thiago Monteiro foi derrotada por Jogen Persson/Par Gerell, também por 3 a 0 (11/7, 12/10 e 11/8). Com isso, a equipe nacional ficou em quarto e último no grupo, sendo eliminada com três derrotas em três jogos, contra Taipei, Coréia do Sul e Suécia.
Perguntado se Pequim seria mesmo sua última participação em Jogos Olímpicos, Hugo foi egnimático: "Pode ser, pode não ser".
"Estou tranqüilo, consciente de que até hoje dei o meu melhor. Desde que comecei a jogar, sempre quis representar o Brasil. Foram cinco Jogos Olímpicos. Se não ganhei medalha, tudo bem. Sempre com os pés no chão, sabia que era difícil. Sei que tenho chance de ajudar o Brasil", completou
Outro acontecimento que o fez repensar a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Londres 2012, na Grã-Bretanha, foi a vitória sobre Chuan Chih-Yuan, de Taipei, que está entre os 10 primeiros do mundo, na primeira rodada: "O resultado surpreendeu até a mim porque tive uma fratura no tornozelo direito em outubro do ano passado e fiquei cinco meses sem treinar".
Puxando pela memória suas experiência olímpicas, o brasileiro encontrou ainda mais um motivo para continuar.
"Para mim, cada edição dos Jogos foi uma experiência nova. Mas nesta eu senti menos o frio na barriga. Todos os Jogos Olímpicos foram magníficos. O momento mais marcante na minha história nos Jogos foi em 1996, quando ganhei do Persson, que tinha sido campeão mundial em 91 e era um dos favoritos ao ouro, na disputa individual. Eu ainda estava abalado pela morte do Claudio Kano, que era como se fosse meu irmão. E ele está comigo até hoje. Tudo o que eu faço é visando ao melhor para o tênis de mesa, que era o que ele queria também".
Neste momento, o sueco Jogen Persson, que acabara de derrotá-lo na partida de duplas, para ao lado de Hugo para também ser entrevistado. O brasileiro olha para o lado e fala:
"Ele está em sua sexta edição de Jogos Olímpicos, com quarenta e três anos. Eu estou com trinta e nove, por que não pensar nisso também?".
Pelo menos, treinar para Londres 2012 ainda não está em seus planos mais imediatos:
"Meus planos agora são voltar para o Brasil. De repente, dar palestras, clínicas, para pessoas que gostam da vida do esportista, essa coisa de romper barreiras".
Barreiras como a de se igualar às seis participações olímpicas do velejador Torben Grael, o recordista brasileiro de presença nos Jogos.
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