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Rio - O resultado no Mundial do Rio de Janeiro, que deu ao Brasil três medalhas de ouro e uma de bronze, é o ponto de partida da delegação de Judô que embarcou nesta quarta-feira à noite para a aclimatação no Japão (onde ficará duas semanas), e em seguida vai para Pequim, onde inicia sua 11 ª participação nos Jogos Olímpicos.
Luciano Corrêa, Tiago Camilo e João Derly subiram no lugar mais alto do pódio e João Gabriel levou o bronze na competição Mundial. O coordenador técnico Ney Wilson Pereira, diz que pensar em um resultado semelhante em Pequim não é sonhar alto demais.
"A meta é chegar a três medalhas e ao menos uma de ouro. Se possível com uma boa participação do feminino. Não faltou recurso, temos condições de fazer nosso melhor resultado olímpico. A gente se praparou para ganhar medalhas", aposta. Na Olimpíada de Atenas foram apenas dois bronzes.
Os três campeões mundiais são as grandes esperanças na modalidade, mas é Leandro Guilheiro (foto acima), da categoria leve, a maior aposta do coordenador.
"No ano de 2008, é o atleta que está em melhores condições. Tem boas chances de medalha. Fez um Pan-Americano ruim, mas está muito concentrado".
Vanguarda feminina
Sem resultado expressivo algum no feminino - o melhor foi oitavo lugar de Edinanci Silva, em 1996, 2000 e 2004 - o Brasil tem uma jovem esperança na manga do kimono para Pequim: Mayra Aguiar, de apenas 16 anos (foto ao lado).
"Ela é a mais requisitada para treinar nas viagens ao exterior. A gente tem que chegar e falar para ela ir com calma, porque senão parte para cima dos adversários e entrega todas as suas técnicas", explica Ney, que enalteceu também a campanha da atleta nas últimas competições.
"Foi o ano dela. Vice-campeã Pan-Americana, brilhante, foi a melhor, e está em crescimento. O judô feminino está desenvolvendo mais força para enfrentar as européias", comemora.
Onze das 12 medalhas brasileiras nos jogos olímpicos foram conquistadas nas últimas seis Olimpíadas. Na história fica atrás apenas de esportes como a Vela, que lidera com 14, e do Atletismo, que é vice com 13.
Volta imediata
Uma má notícia para a delegação é a volta antecipada dos competidores para o Brasil. Assim que acabar sua competição o judoca retorna ao país. O motivo, comum em um país de mais de 1 bilhão de habitantes, é falta de espaço.
O atleta ficará um dia a mais apenas para treinar o próximo competidor. "Brigamos para permanecer mais um dia, para o atleta que lutou aquecer o que ainda vai lutar. Triste ou alegre, perdendo ou ganhando, ele vai ter que estar lá", diz, resignado, o coordenador Ney Wilson Pereira.
"A idéia era permanecer todo o tempo. A equipe contou com uma previsão de lugares no prédio da Vila que depois teve sua capacidade reduzida", explica.
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