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Rio - Um ano depois de ver Ricardinho ser cortado e de ser alçado ao posto de levantador número 1 da Seleção, Marcelinho Elgarten já se sente confortável na função e com o maior protagonismo. Aceitou o desafio de substituir aquele que havia sido apontado como o melhor jogador do mundo e tem correspondido. Ontem, conseguiu encontrar as melhores opções ofensivas do Brasil para driblar o forte bloqueio russo e vencer a partida de estréia da fase final da Liga Mundial de vôlei, no Maracanãzinho, por 3 sets a 0 (25-23, 25-18 e 25-15).
“Já estou confiante e conto com a segurança de todo o grupo. Eu me cobro muito, porque essa equipe sempre foi muito vitoriosa quando eu era reserva e quero manter o que o time já conseguiu. Estou treinando mais ainda para que isso aconteça”, disse Marcelinho, que como titular ganhou o Pan do Rio e a Copa do Mundo.
Aos poucos, ele vem dando sua cara ao time. Já tem controle e maturidade suficientes para ajudar a tirar o Brasil de momentos adversos, como no primeiro set da partida contra a Rússia. Chamou Giba no momento certo, chamou André Nascimento em outros tantos para tirar uma vantagem de três pontos e fechar a parcial. Quem estava fora da quadra tinha a sensação de que aquele grupo era capaz de tirar a diferença que fosse no momento que quisesse.
“Não é assim que funciona dentro de quadra. A gente confia muito um no outro, mas tem que jogar, trabalhar e se sacrificar. E tem que treinar também. Acabamos de vencer uma das melhores equipes do mundo e vamos para a musculação e treinaremos mais tarde. Isso mostra que ainda não estamos no ponto ideal”, afirma.
As escolhas feitas pelo levantador são respeitadas pelos companheiros. Giba foi menos acionado ontem do que Dante e André Nascimento, responsáveis por 16 e 15 pontos, respectivamente.
“Não fico bravo. No nosso time não existe briga porque quero mais ou menos bola. Se tiver que ajudar a equipe sem marcar ponto, mas contribuindo com outros fundamentos, está bom. Vôlei não é só ataque”, diz Giba.
A maturidade de Marcelinho tem sido elogiada pelo técnico Bernardinho.
“Ele tem uma forma de jogar mais linear, não com tanto risco e a mesma velocidade do Ricardo, mas tem contribuido muito. O Ricardo elevou o Brasil a um novo patamar, o que era até impensável, porque ele veio depois do Maurício. Tudo tem que ser construído”.
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Prata encerra ciclo vitorioso
Seleção perde final
para os EUA : 3 a 1