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Pequim - A manhã desta segunda-feira (noite em Pequim) é histórica para o Brasil. Pela primeira vez uma mulher conquistou uma medalha olímpica em esportes individuais. O feito coube à judoca Ketleyn Quadros, que venceu a australiana Maria Pekli nos golden score (uma espécie de morte súbita do judô), e garantiu o bronze. Além de entrar para a história olímpica do país, a estudante de educação física, de Brasília, trouxe a primeira medalha brasileira nos Jogos de Pequim.
Minutos depois, foi a vez de Leandro Guilheiro também conquistar o bronze. Um ippon com 21 segundos de luta sobre iraniano Ali Malot garantiu o segundo bronze do judoca numa olimpíada - o outro foi em Atenas - 2004. Assim, ele também conseguiu um feito inédito: tornou-se o primeiro judoca brasileiro ao suir ao pódia em duas olimpíadas consecutivas.
" Estou sem palavras, a ficha ainda não caiu. Foi doloroso, mas foi bom "
"Estou sem palavras. Sei o trabalho que a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) fez e essa é uma conquista de todo mundo. Foi doloroso, mas foi bom. Gostei! A ficha ainda está caindo, mas sei que significa muito. Não tenho a noção de tudo isso", disse a judoca, referindo-se ao fato de ser a primeira mulher medalhista olímpica em esportes individuais.
Para chegar às medalhas, os brasileiros trilharam caminhos semelhantes. Guilheiro derrotou na final da repescagem o ucraniano Gennadii Bilodid, que recebeu quatro punições por falta de combatividade. A primeira luta na repescagem foi vencida por ippon, sobre o uzbeque Shokir Miminov, com menos de dois minutos de combate.
"Não tenho o que falar. Estou feliz por mim e pela medalha no feminino. Sou abençoado por ter duas Olimpíadas e duas medalhas", falou o judoca após o combate.
O judoca estreou no torneio com uma vitória sobre o argentino Mariano Daniel Bertolotti. Em seguida, com um ippon, o brasileiro derrotou o sul-africano Marlon August pelas oitavas-de-final.
Nas quartas-de-final, o brasileiro enfrentou o sul-coreano Wang Kichun, atual campeão mundial. Depois de um combate zerado durante o tempo regulamentar, o asiático conseguiu a vitória no ""golden score.
"Tinha planos de brigar pelo ouro, ouvir o hino nacional, mas parando pra pensar foi um presente bacana que Deus me deu", disse o atleta.
Antes da final, Ketleyn encarou outro golden score
Já Ketleyn, derrotou na final da repescagem a japonesa Aiko Sato por ippon em apenas 1 minuto de luta. Antes, ela bateu a espanhola Isabel Fernandez, vice-campeã mundial, também no golden score.
Na estréia a brasileira havia vencido a sul-coreana Sinyoung Kang por um wazari. Porém, na segunda luta, ela perdeu a chance de disputar a medalha de ouro ao cair por um koka contra a holandesa Deborah Gravenstijn, medalha de bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.
"Sei agora o gostinho da medalha, fico contente, foi fruto de trabalho forte. Tive que correr atrás do prejuízo. Dou graças a Deus, lógico que sonhava em ser campeã, mas depois de perder parei e fui atrás de outra conquista", explicou a judoca, em entrevista ao Sportv.
Com as conquistas o judô se torna momentaneamente a modalidade brasileira com maior número de medalhas em Jogos Olímpicos, ao lado da Vela, com 14 no total.
Na madrugada desta terça-feira, Tiago Camilo luta com Takashi Ono do Japão na categoria até 81 Kg. Na 63 Kg feminino, Danielle Yuri pega a coreana Jayoung Kong.
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