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Rio - Depois de 40 horas de viagem da China para São Paulo, via Canadá, Robert Scheidt e Bruno Prada retornaram animados e satisfeitos na manhã desta segunda-feira ao Brasil. Com a medalha olímpica de prata da classe Star no pescoço, a dupla definiu apenas o Mundial de 2009, marcado para fevereiro, no Rio de Janeiro, como uma das prioridades. Este ano, apenas dois torneios estão previstos, ambos na Baía de Guanabara, no Rio.
“Vamos descansar uns dias depois de toda a maratona que foi a preparação e participação na Olimpíada. Aí vamos sentar e definir a nossa programação para o ciclo olímpico de Londres, em 2012”, comentou Robert Scheidt, o primeiro brasileiro a conquistar quatro medalhas seguidas em quatro Jogos Olímpicos, sendo duas de ouro e duas de prata. “As regatas em Qingdao foram muito duras e exigiram demais de todos. Por isso, esta medalha de prata tem um sabor muito especial.”
Robert fez questão de destacar o espírito de luta da dupla na competição. “Depois de três dias de regatas estávamos em 11º lugar e, mesmo assim, não deixamos de acreditar. O vice-campeonato olímpico foi um prêmio por nunca termos desistido da luta”, lembrou o octacampeão mundial da classe Laser.
O proeiro Bruno Prada concorda com Robert. Ele lembra que fizeram uma escolha errada de vela no início das regatas. “A escolha errada de vela nos levou a outros erros táticos. Depois que mudamos a vela, as coisas começaram a se encaixar”, disse o velejador, de 37 anos, que ganhou a sua primeira medalha olímpica. “Espero que venham mais algumas na seqüência.”
A princípio, o calendário de competições de 2009 será bem mais tranqüilo em comparação com o deste ano. Por isso, Robert pretende disputar algumas regatas na vela oceânica para “não esquecer o que já aprendeu” neste tipo de competição.
Bruno, ao contrário, quer concentrar-se apenas no Star. Ele prevê novamente muitas disputas internas no Brasil, especialmente com o esperado retorno de Torben Grael. “Sempre gostamos de competir, ainda mais contra adversários fortes. Além do Torben, tem o Lars Grael e o Alan Adler, que sempre dão muito trabalho. Quanto mais forte a disputa, melhor para o Brasil.”
Robert e Bruno, que desembarcaram juntos com Cláudio Bieckark, chefe da equipe de vela em Qingdao, foram recebidos por muitos familiares e amigos no saguão do Aeroporto Internacional de Cumbica.
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Prata encerra ciclo vitorioso
Seleção perde final
para os EUA : 3 a 1