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Pequim - Ao término da décima regata da classe 470, Fernanda Oliveira e Isabel Swan cruzaram a linha em quarto lugar. Era o fim da fase classificatória da categoria. Na contagem geral, elas estão na terceira colocação na tabela e classificadas para a final. Motivo de festa, sorrisos e uma dose de ansiedade.
"É muito bom, mas ainda temos uma regata muito difícil pela frente e botar o pé no chão", alertou Isabel.
A prova que falta é a medal race, na próxima segunda-feira, dia 18, na decisão que apontará as medalhistas de Pequim.
"Agora vai ser aquela coisa de helicóptero filmando e todo mundo ligado", preocupa-se Fernanda.
"Isso é novo para a vela, é a primeira vez que acontece. É mais emoção para quem está de fora, mas terrível para quem está lá dentro", brinca. Seus companheiros de classe 470, Fábio Pillar e Samuel Albreicht, terminaram na 17ª posição as classificatórias no masculino.
Ela garantiu que o fato de estar no terceiro lugar geral não significa uma medalha na mão.
"A medal race é uma salada de frutas, pode mudar muita coisa."
Para tentar evitar qualquer surpresa desagradável, a dupla irá fazer um planejamento para a última corrida.
"Nós temos que ficar muito atentas às adversárias. O domingo será de folga, para descanso e concentração. "Estamos de parabéns, temos que saber aproveitar o momento. Mas é preciso pensar no que ainda temos pela frente", diz.
Na tentativa de evitar qualquer tipo de euforia que possa se virar contra elas, Fernanda e Isabel tentam se recolher e pensar no que fazer. Na saída do mar, comemoraram com os companheiros de Time Brasil enquanto lavavam o barco. Não escondiam a alegria, mas comentavam sobre pequenas falhas durante a corrida.
A difícil raia de Qingdao tem cancelado regatas e complicado a vida dos velejadores, que enfrentam as dificuldades consultando as previsões meteorológicas atualizadas a todo instante. Se as correntezas são traiçoeiras, o segredo das meninas é atenção total.
Segundo Isabel, elas sempre procuram se informar sobre as mudanças da maré.
"Às vezes ela muda constantemente", reclamou.
O antídoto, mais do que os equipamentos de alta precisão e uma equipe bem treinada, é a precaução.
"Temos que checar permanentemente as condições dentro d'água porque o tempo muda a toda hora. A baía aqui é muito grande e temos que monitorar cada alteração para evitar problemas."
Como vai funcionar nesta segunda-feira, dia 16, ainda é cedo para qualquer previsão.
"Agora vamos descansar. Amanhã a gente vê. Vamos etapa por etapa", diz, cautelosa como tem sido até aqui. E tem dado certo.
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