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Pequim - A Seleção feminina de vôlei tenta manter-se afastada do rótulo de favorita. Mas as jogadoras esbanjam confiança após o triunfo por 3 a 0 sobre o Japão, a sexta vitória seguida da equipe nas Olimpíadas sem ceder um set sequer.
"Não vai mudar nada, independente de quem vier a gente vai ganhar", cravou Mari, antes de saber que a China será a rival nas semifinais.
O Brasil chega pela quinta vez seguida a esta fase, de onde nunca passou. Em Barcelona 1992 e Atenas 2004 perdeu também a disputa do bronze, enquanto em Atlanta 1996 e Sydney 2000, então comandado por Bernardinho, o Brasil pelo menos atingiu a terceira posição.
"Passar daqui é nosso grande objetivo, estar na final olímpica", comentou o técnico José Roberto Guimarães. "A gente não pode ficar nessa agonia de fazer algo a mais que nunca fez. É mais um jogo que tem que ganhar, e assim que vai ser", acrescentou Mari, que no terceiro set saiu do jogo para que Jacqueline tivesse alguns minutos em quadra.
Apesar da facilidade na vitória sobre as japonesas, as brasileiras saíram relativamente insatisfeitas. "Bobeadas" no segundo set e no início do terceiro foram a razão.
"Hoje a gente sai feliz, mas todo mundo sabe que vacilamos, baixamos a tensão, a concentração. O Japão é um time que exige atenção e paciência, elas não desistem nunca. Em certo ponto do jogo, caiu a tensão, mas depois retomamos e conseguimos manter até o final", comentou a atacante Paula Pequeno.
Com duas jogadoras com 1,59m de altura, o Japão conseguiu equilibrar as ações somente em alguns momentos da partida. Mas foi só."Não é que o vôlei do Japão caiu, eles que inventaram todo esse vôlei moderno", diz Mari.
"O problema é que elas são muito baixinhas, não têm aquela potência de ataque. Ganham disparado na defesa, mas não tem ataque para virar as bolas que elas defendem. E isso deixa elas pra trás", acrescentou a jogadora.
"A Takeshita deve ser a única levantadora do vôlei de alto nível com essa altura, só que ela é craque de bola. Levanta muito, defende, tem a velocidade que ela imprime. Hoje em dia está ficando mais difícil para ela, mas ela é craque. Elas vão ter que começar a aumentar aí (o tamanho)", opinou Scheila.
"Não foi dos melhores jogos nossos hoje, no segundo set a gente cometeu erros bobos que não comete. Mas estamos mais próximas do nosso objetivo", complementou a jogadora.
Informações do Terra
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Prata encerra ciclo vitorioso
Seleção perde final
para os EUA : 3 a 1