Fashion Rio encerra sua 14ª edição propondo o poder do preto, a continuação do mix de culturas
Marcia Disitzer
Rio - Algumas propostas evidenciadas pela 14ª edição do Fashion Rio, que terminou ontem. Talvez o inconsciente coletivo tenha falado mais alto, e o preto, porto seguro de quem faz e de quem veste moda, consagrou-se como a cor da próxima estação.
O ‘cross culture’ continua dando seus giros e o resultado é sempre bacana. Vide a ótima coleção da Cantão, que mixou referências de caubói e gaúcho dos Pampas com África e Índia; olhe para a boa performance de Giulia Borges, que misturou a cultura western com a indígena. Já Victor Dzenk foi embalado pelo tango.
Babados, volumes, dobraduras e amarrações também promoveram bons momentos no evento. A Acquastudio foi clássica e impecável; a Espaço Fashion tirou do gelo um jeito carioca de se vestir no frio. E depois de tantas edições onde o vestido reinou absoluto, as calças mostraram que também podem.
A novidade é a semi-baggy, mas tem sarouel, skinny, de alfaiataria, com a barra dobrada.. E os hits: laços, botas, meia-calça, lisa ou com texturas, a jaqueta metalizada da Filhas de Gaia, e os chapéus, acessório que você vai ter que ter quando o inverno chegar.
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