Rio - Iesa Rodrigues Todo evento tem que dedicar parte de seu espaço a uma idéia. Algo que não se vende, mas se aprecia. Na moda, chamamos de conceito, a vanguarda do comercial. A baiana Marcia Ganem fica por aí, neste território de arte. Este desfile, feito para um tempo de incertezas, com peças versáteis, capas que viram blusas, túnicas que podem ser golas, apresentou poucas novidades de estilo.
Baseada nos mantos de todos os povos e religiões, budistas, xamãs, sufis, indígenas, Marcia fez mais longos os modelos em franjas presas em fios de poliamida ou no Lyn, novo fio que deve as letras provavelmente ao nylon, e tem toque de seda. Mostrou mais longos, mais românticos e suaves, em gazes e organzas.
Vai vender horrores? De jeito nenhum, porque é arte, assunto de poucas peças para quem tem cultura suficiente para vestir. No final, as modelos voltaram, dentro de uma grande e comunitária capa. Marcia é parte importante no Fashion Rio. É o futuro, a partir das matérias do presente
As informações são de Iesa Rodrigues, do Terra