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  AÇÕES SOCIAIS - FARMÁCIA POPULAR

No mês em que se homenageia os idosos, os quase 322 mil usuários das Farmácias Populares do governo do estado têm muito o que comemorar. Já são mais de R$ 75,5 milhões de economia na compra de remédios 44 tipos de remédios e fraldas geriátricas nas 17 farmácias, em dois anos.

O sucesso do programa, criado em 2003, com a inauguração da Farmácia Popular de Niterói, no Instituto Vital Brazil, pode ser constatado pela economia gerada entre seus usuários. Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que os custos com remédios no país representam 61% dos gastos para as famílias de baixa renda. A Fundação Getúlio Vargas, em pesquisa recente, mostrou que a inflação pesa mais para os idosos, que gastam 7% do seu orçamento com medicamentos, o dobro da média da população que precisa usar remédio.

Mas o programa não se restringe à venda de medicamentos e fraldas descartáveis. Ele vai mais além, contribuindo para proporcionar mais qualidade de vida aos idosos e ajudando a diminuir a desigualdade e a exclusão social em todo estado.

- O programa realizado pelo governo do estado é de grande importância porque, além da saúde física, cuida da nossa saúde mental. Eu sofro de Mal de Parkinson e quase não conseguia andar. Até que entrei numa farmácia popular e descobri que, além dos remédios, são oferecidas atividades físicas. Comecei a praticar capoeira. Eu e vários idosos estamos sendo beneficiados pelo programa. Precisa ter Farmácia Popular no estado todo - pede Alda Maria Camilher, 61 anos.

As 17 unidades funcionam em Campo Grande, Bangu, Ilha do Governador, Jacarepaguá, Copacabana, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Friburgo, Petrópolis, Niterói, São Gonçalo, Araruama, Volta Redonda, Resende, Campos e Itaperuna.


Diversos eventos como café da manhã, palestras, shows e atividades diversas marcaram, no dia 27 de setembro, as comemorações do Dia do Idoso nas farmácias populares.

Quem já experimentou, gostou.
Neide da Silva Botelho, 61 anos, é cliente da farmácia de Bangu desde que foi inaugurada. Ela é hipertensa e precisa de quatro remédios por dia:

- Economizo R$ 280 por mês e com isso melhorei minha qualidade de vida porque pude tratar de uma gastrite e passei a ter mais dinheiro para comprar frutas, carnes e outros alimentos que antes eram raros em minha casa. Só com o remédio para o estômago eu economizo R$ 88. Além disso, encontrei na farmácia popular uma série de atividades que me fazem bem.
Freqüento as palestras, faço os passeios programados, vou aos shows, faço novas amizades".

Eurides Medeiros Badaró, 70 anos, hipertensa, diz que aposentados e pensionistas têm que saber aproveitar a vida e aponta a farmácia popular como um caminho para isso:

- Tem gente que economiza remédios, deixando de comprar alguns para gastar menos, eu economizo dinheiro, comprando na farmácia popular. O mais interessante desse programa do governo do estado é que, quanto mais aumenta o preço dos remédios nas farmácias comuns, maior é a nossa economia, pois continuamos pagando, há dois anos, o mesmo valor na Farmácia popular.

Já Anita Cabrália Correa, 66 anos, precisa de calmante para dormir e costumava comprar muitas caixas de Diazepan. Agora que compra na farmácia popular ela gasta menos remédio, por causa da economia:

- Compro apenas 80 comprimidos por mês e consigo economizar bastante em dinheiro e em remédio

Fredisleide Barbosa Fernandes, 67 anos, é pensionista e ganha dois salários mínimos por mês. Ela economiza R$ 120 por mês com os quatro remédios para hipertensão;

- Com a economia que faço na Farmácia Popular dá para pagar o aluguel da casa (R$100) e ainda sobra um dinheirinho para reforçar na alimentação.

 

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