Muito mais emprego para o estado
Reativação da indústria naval, iniciada pelo governo
do estado do Rio em 1999, já criou 25 mil empregos diretos
Niterói vem sendo um dos grandes beneficiados pela política de desenvolvimento econômico e geração de empregos implantada pelo governo do estado. Um dos exemplos é a indústria naval, responsável pela geração de 25 mil vagas. Como reflexo do programa de revitalização do setor naval, que começou em 1999, o Estado do Rio sedia hoje 95% da indústria naval brasileira e tem os maiores estaleiros nacionais. Quando o programa foi iniciado, quase todos os estaleiros estavam fechados e existiam apenas 600 trabalhadores. Hoje existem 19 estaleiros reabertos ou revitalizados e 100 mil empregos indiretos criados. São 12 estaleiros em Niterói e São Gonçalo, 3 em Angra dos Reis e 4 no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador e no Caju.
Com base nos incentivos fiscais e isenções concedidos pelo estado, esses estaleiros se modernizaram e usam tecnologia avançada na construção de projetos navais.
Além da geração de empregos, a retomada da indústria naval significa investimentos importantes. Nos últimos dois anos, o total dos projetos em andamento chega a US$ 3,5 bilhões em encomendas, reparos envolvendo construção de navios, plataformas e outras embarcações e reparos em geral.
Com medidas como essa, o Estado do Rio não só vai manter como ampliar seu papel no desenvolvimento econômico nacional. E, certamente, é um exemplo de geração de empregos. Não foi por acaso que em 2003 a Região Metropolitana do Estado do Rio registrou o menor índice de desemprego entre as seis principais do país, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Depoimentos: Adalberto Marques de Mello, 52 anos - soldador
"Quando o Estaleiro Mauá fechou, em 1996, fiquei desempregado muito tempo e sobrevivi fazendo biscates até 2002. A reativação da construção naval foi a melhor coisa que aconteceu para quem já tem uma certa idade, mas que ainda está distante da aposentadoria. A abertura do Promar deu oportunidade de emprego para muitos que estavam afastados como eu."
David Inácio de Souza, 22 anos - ajudante
"Este é o meu primeiro emprego e estou terminando o Ensino Fundamental. Esperava há muito tempo uma oportunidade como esta, que pode significar um futuro melhor. Pretendo fazer carreira na área naval, chegar a engenheiro, bem superior ao que sou hoje. Estou me esforçando para melhorar na função, pois quero acompanhar a modernidade."
Edison Soares de Jesus, 43 anos - técnico de segurança do trabalho.
"Meu primeiro emprego foi no Estaleiro Ishikawajima, no Caju, onde fiquei de 1991 até o fechamento, em 1996. Com a indenização, montei um pequeno comércio para sobreviver ao desemprego, e só em 2002, com a retomada da indústria naval, voltei a trabalhar na minha profissão. Estou estudando inglês, pois, com a entrada de capital estrangeiro no setor, é indispensável falar o idioma. Também quero cursar engenharia de segurança de trabalho."
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