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  EMPREGOS - REATIVAÇÃO DA INDÚSTRIA NAVAL

Reativação da indústria naval criou 130 mil empregos desde 99

De vento em Poupa...

Um dos exemplos da política de desenvolvimento econômico e geração de empregos iniciada pelo Governo do Estado do Rio em 1999 é a indústria naval, responsável pela geração de 30 mil vagas. Em 1999, a maioria dos estaleiros fluminenses estava fechada e os postos de trabalho do setor somavam apenas 500. Hoje existem 19 estaleiros reabertos ou revitalizados e 100 mil empregos indiretos criados. São 12 estaleiros em Niterói e São Gonçalo, três em Angra dos Reis e quatro no Rio de Janeiro.

Como reflexo do programa de revitalização do setor, o Estado do Rio sedia hoje mais de 90% da indústria naval brasileira e tem os maiores estaleiros nacionais.
Com base nos incentivos fiscais e isenções concedidos pelo estado desde 1999, esses estaleiros se modernizaram e usam tecnologia avançada na construção de projetos navais.

O Estado do Rio de Janeiro contará, em breve, com o maior complexo industrial naval da América do Sul, o Condomínio Indústrial Náutico MarinaVerolme. O empreendimento teve investimento de R$ 30 milhões e já tem 60 empresas se instalando, que vão gerar cerca de 1,5 mil empregos.

- Este é o maior complexo industrial voltado para a indústria náutica da América do Sul. Diversas empresas de ponta no mundo estão interessadas e algumas já começam a se instalar no condomínio. Até o final do ano, o empreendimento empregará cerca de quatro mil trabalhadores diretos. Além disso, temos uma escolinha náutica que já formou mais de 600 alunos, informa o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer.

Depoimentos: Estaleiros e empregados satisfeitos

“Aqui não se fala em demissão; só em contratações”. É com orgulho que o coordenador da Comissão de Fábrica do Estaleiro Ilha S/A (Eisa), Luiz Oliveira, usa a frase para definir os novos tempos de prosperidade da empresa. Com dois mil empregados, entre próprios e terceirizados, o estaleiro, na Ilha do Governador, já deixou para trás os tempos difíceis das décadas de 80 e 90, quando chegou a ter apenas 200 empregados.

- Continuamos aumentando o quadro de trabalhadores – comemora Luiz, que está no Eisa desde 1984 e viu o estaleiro enfrentar os dias difíceis de pátio vazio e demissões.

O entusiasmo, Luiz compartilha com os outros trabalhadores e a direção da empresa, que destaca o papel do governo do estado como articulador para a recuperação do setor naval.

- Desde 1999, com a criação da Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo, o setor vem registrando um crescimento que supera as nossas expectativas, com uma perspectiva muito boa. Esse sucesso também se deve à atuação do governo do estado, que deu novo impulso à indústria naval - declara o presidente do Eisa, Manuel Ribeiro Gonçalves..

Luiz Oliveira


“Sou mais um exemplo da abertura do mercado no setor naval. Após três anos procurando emprego, estou respirando aliviado. A empresa abriu as portas para mim e daqui tiro o sustento dos meus três filhos”.

Valter dos Santos


“Este é o meu primeiro emprego . Esperava há muito tempo uma oportunidade como essa, que pode significar um futuro melhor. Pretendo fazer carreira na área naval, chegar a engenheiro, bem superior ao que sou hoje.

David Inácio de Souza

A vez das mulheres

Num tipo de trabalho historicamente ocupado por homens, as mulheres já começaram a marcar presença. E muitas vieram de cursos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), vinculada à secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação.

Rosa Maria dos Santos não tinha mais esperança de trabalhar num estaleiro grande, mas acabou sendo uma das primeiras da sua turma a entrar para o Eisa.
– Trabalho no estaleiro como soldadora há quase quatro anos e posso afirmar que a empresa e os colegas receberam todas nós de braços abertos – conta, ao lado das companheiras de setor Luciana Lopes e Sandra Campos.

 

 

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