Nova York - A suposta cafetina Andreia Schwartz (foto), natural do Espírito Santo, está fazendo o caminho de volta para o Brasil e deve chegar ao país no sábado. Segundo o tablóide americano New York Post, ela teria sido uma das principais informantes ouvidas pelo FBI na investigação que demonstrou o envolvimento do governador de Nova York, Eliot Spitzer, com uma rede de prostituição. O fato levou à renúncia do político democrata.
De acordo com o diário Andreia - declarada culpada pela Justiça, em janeiro, por acusações de prostituição e posse de drogas - foi levada algemada de forma discreta, por dois agentes federais, ao consulado brasileiro nesta quarta para preencher os papéis da deportação. Ela teria sido mandada de volta ao Espírito Santo, mas a Polícia Federal não confirma.
Andreia, diz o jornal, trabalhava para o serviço de acompanhantes Emperors Club VIP - o mesmo da garota de programa Ashley Dupré, pivô de um dos maiores escândalos políticos dos últimos anos. A brasileira, porém, deixou a agência para abrir seu próprio bordel, mas acabou presa em 2006.
A capixaba se declarou culpada das acusações e teve a pena aliviada em troca do compromisso de não recorrer contra a deportação. Apesar da sentença dada em 4 de fevereiro, porém, ela ficou no país mais de um mês - até ser mandada embora no mesmo dia da renúncia de Spitzer.
Fontes do Post afirmam que Andreia Schwartz foi a "informante confidencial" citada pelos promotores federais responsáveis pela investigação.
Também segundo o jornal, embora não tivesse conhecimento da relação entre Spitzer e a agência Emperors, a brasileira deu as pistas que acabaram levando ao governador.
Através dela, os investigadores tiveram acesso a cheques e descobriram que a QAT Consulting era uma empresa fantasma proprietária da Emperors. Antes, a investigação já tinha conhecimento de movimentações de dezenas de milhares de dólares de Spitzer para a QAT.
Spitzer era o "cliente número 9" da Emperors Club Vip, gastando US$80 mil dólares em poucos meses. O democrata terá contas bancárias e cartões de crédito devassados desde 1999 e poderá ser condenado por vários crimes.