Reino Unido - Quase quarenta anos depois do fim dos Beatles, documentos secretos do governo britânico denunciam que o grupo foi monitorado por diplomatas e policiais no auge da fama, entre 1964 e 1970, segundo informações da agência Lusa.
A vigilha começou durante a primeira viagem de George Harrison, John Lennon, Paul McCartney e Rindo Starr aos Estados Unidos, em fevereiro de 1964. Na ocasião, uma fã cortou uma madeixa do cabelo de Ringo e os Fab Four reclamaram da segurança em uma festa realizada na embaixada britânica.
A partir daí, o Ministério dos Negócios Estrangeiros pediu um relatório à embaixada, em Washington, e passou a acompanhar todos os passos da banda, em qualquer lugar que fosse. Em 1968, John Lennon e Yoko Ono acabaram sendo detidos em seu apartamento por posse de maconha.
Dois anos depois, um relatório denunciou uma exposição de litografias, concebidas por Lennon e Yoko Ono, em que o casal protagonizava diversas posições eróticas. Oito das 14 litografias foram confiscadas pela polícia e a exposição teve de ser encerrada.
Mas, não só a vida íntima do grupo era de interesse do governo britânico. As autoridades também recebiam relatórios atualizados, que apresentavam a contabilidade dos Beatles, com os valores que cada um recebia e gastava.
Foi descoberto em um destes relatórios o documento que marca o fim da banda. Trata-se de um processo movido por Paul McCartney contra os três ex-companheiros, que chegou ao Supremo Tribunal, após a dissolução do grupo, no final de 1970.
Na época, John Lennon decidiu se mudar para os Estados Unidos, mas, mesmo assim, passou a ser vigiado pelo FBI. Havia uma grande preocupação quanto aos conhecimentos sociais de Lennon, que entrou para a mesma lista em que Angela Davis, do Partido Comunista Americano, e membros dos Black Panther for Self Defense, grupo negro radical, faziam parte.
Com agências internacionais