Washington - O governador do estado americano de Nova York, o democrata Eliot Spitzer, gastou US$ 80 mil (cerca de R$ 136 mil)durante os últimos dez anos em prostituição, segundo fontes da investigação citadas nesta quarta-feira pela imprensa americana.
De acordo com diversos veículos de mídia, Spitzer, envolvido em um escândalo que o vincula a uma rede de prostituição, estaria negociando com a Promotoria do estado os termos de sua situação legal, o que incluiria sua renúncia hoje mesmo.
Segundo os investigadores, o ainda governador de Nova York "era um cliente habitual de serviços de prostituição de luxo" e gastava US$ 4.300 por encontro.
A rede de televisão ABC entrevistou uma das prostitutas, "Sienna", de 22 anos, que disse ter se encontrado com Spitzer há dois anos, quando este ainda era procurador-geral do estado.
Em declarações ao jornal New York Post, "Sienna" contou que tinha medo diante da notoriedade de seu ex-cliente e que não conhece "Kristen", a prostituta que acompanhou Spitzer em Washington no dia 13 de fevereiro e por meio da qual os investigadores chegaram ao governador, o "Cliente 9" da rede.
Por enquanto, o governador permanece em sua casa de Manhattan pensando em como sair desta situação, embora tanto democratas quanto republicanos tenham insistido que já não se trata de saber se vai renunciar ou não, apenas de quando irá fazê-lo.
Segundo o New York Post, agentes do FBI, a polícia federal dos EUA, "viram Spitzer no hotel Mayflower de Washington no começo do ano, sabendo que ele tentava se encontrar com uma prostituta no local".
A publicação de Nova York também lembrou que outro jornal, o The Washington Post, falou disso no final de janeiro.
O New York Post, que cita fontes da investigação, disse também que o próprio governador foi quem deu pistas ao IRS, a Receita Federal americana, quando, "nervoso", tentou esconder dos promotores os pagamentos que fez a uma empresa de serviços de acompanhantes.
Segundo o Washington Post, Spitzer tentou despistar o fisco dividindo uma transferência bancária de US$ 40 mil em pequenas frações para evitar que o banco informasse as autoridades federais dessa operação, já que é obrigatório fazê-lo em todas as transações que superem US$ 10 mil.
Outro elemento que as autoridades investigam é o serviço de segurança do governador, e se esses oficiais sabiam de algo.
Spitzer foi eleito governador de Nova York após as eleições de novembro de 2006, mas antes foi procurador-geral do estado durante oito anos, e era bem visto por ter lutado contra a corrupção, além de ter dirigido várias investigações contra redes de prostituição.
Por enquanto, não há prova alguma de que Spitzer, de 48 anos, casado há 21 anos com a mesma mulher e pai de três filhas, tenha utilizado dinheiro público para fins de prostituição, pois possui uma das maiores fortunas dos Estados Unidos.
As informações são da Agência EFE